domingo, 12 de outubro de 2008

NUCLEAR, NÃO OBRIGADO


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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Lixeiras de Portugal


Foi criado um Blog com este nome, abaixo transcreve-se um extracto da sua apresentação:

A ideia de criar este blog surgiu de uma memória. Uma memória que remonta ao ano de 2004. Estavamos em Março e decorria o I Congresso de Ciências do Ambiente na Universidade de Évora. Uma das pessoas que tive a oportunidade de ouvir foi o Sr. José Sócrates que participou no evento na qualidade de antigo Ministro do Ambiente. Durante a sua apresentação tive a oportunidade de ouvir coisas como “em Portugal 100% dos resíduos têm um destino adequado”... ou mesmo quando questionei o orador acerca de se as questões ambientais em Portugal poderiam ainda estar ligadas a uma diferença de mentalidade em Portugal face a outros países da Europa apenas obtive como resposta que “ em Portugal a mentalidade é a mesma de outros países da Europa”.

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PS- Apela-se para que enviem fotos e localizações de lixeiras ou vazadouros dos Açores

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Veríssimo Borges


Hoje, faleceu, em São Miguel, Veríssimo Borges. Foi membro dos Amigos dos Açores, do SOS-Lagoas e Presidente do Núcleo de São Miguel da Quercus.

O movimento ambientalista dos Açores perdeu uma das suas vozes mais importantes.

Que outros se levantem e não se deixem silenciar pelos poderes instalados.

Teófilo Braga

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Plantação de infestantes pelo Governo Regional dos Açores ou pela Câmara Municipal de Ponta Delgada?


Como é do conhecimento das pessoas mais bem (in)formadas a introdução de espécies exóticas é um dos principais factores responsáveis pela alteração global da biosfera, provocando alterações profundas nos ecossistemas. Nos Açores algumas espécies exóticas e a sua naturalização tem sido responsável pela criação de sérios problemas ecológicos.

De acordo com Plano Regional de Erradicação e Controlo de Espécies de Flora Invasora, da responsabilidade da Direcção Regional do Ambiente, a acção B1.10 consiste na Erradicação e Controlo de Polygonum capitatum (erva confeiteira). Ainda, segundo o mesmo plano a espécie em questão é: “É uma invasora com grande capacidade e velocidade de expansão cujo controlo é de difícil implementação devido ao grande poder de propagação quer por via sexuada (semente) quer assexuada (partes vegetativas - estolhos). Quando o P.capitatum se instala forma tapete denso, impossibilitando a ocorrência de outras espécies. Para a sua erradicação a metodologia mais eficaz é o arranque total da planta.”

Perante o atrás exposto, não se compreende como é que se permite que uma Secretaria Regional ou a Câmara Municipal de Ponta Delgada utilizem a espécie mencionada em jardins.

Já agora, por que não utilizaram algumas espécies autóctones ou por que não optaram por um pequeno jardim com carácter pedagógico, como o que está na Zona da Expo 98, com plantas de todas as regiões de Portugal e dos diversos países de expressão portuguesa?

Gostaria, também, de saber onde (em que ilhas) já foi implementado o Plano Regional de Erradicação e Controlo de Espécies de Flora Invasora?

Teófilo Braga



PS- Já agora outra introduzida é a espécie cujo nome vulgar é, em algumas localidades de São Miguel, morango de água ou de rato (ver fotoabaixo).

domingo, 5 de outubro de 2008

3 associações ecológicas da Macaronésia assinam protocolo de cooperação


A Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal celebrou em Telde, Gran Canaria, no dia 26.09.08, um protocolo de cooperação com o Colectivo Turcón – Ecologistas en Acción e com a Associação Ecológica Amigos dos Açores, com os seguintes objectivos:

Organizar conjuntamente actividades para a divulgação, a conservação, o estudo e a investigação da flora e da fauna presentes na região da Macaronésia;
Estabelecer linhas de colaboração e conhecimentos especializados no domínio do turismo rural, dos passeios a pé, das reservas naturais, do litoral, entre outros;
Promover uma aproximação em matéria de energia e de água, perante a escassez do petróleo, procurando alternativas para os padrões de consumo vigentes e soluções para as alterações climáticas;
Trocar experiências nos campos da educação ambiental, da recuperação da paisagem, da reflorestação e de novas tecnologias de informação aplicadas ao meio ambiente.

Após a assinatura do Protocolo, Raimundo Quintal proferiu uma conferência – “Oásis num Deserto de Montanha – Recuperação da Biodiversidade no Pico do Areeiro – Ilha da Madeira” –, ilustrada com 170 imagens.

Na primeira parte foi feita uma abordagem das diferentes formações vegetais em altitude, com apresentação das espécies mais emblemáticas dos quatro andares fitoclimáticos.

Na segunda parte foram referidas as causas da desertificação das montanhas da cordilheira central da ilha da Madeira e apresentado o trabalho que a Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal está realizando desde 2001, com o objectivo de recuperar a biodiversidade do Pico do Areeiro e reduzir os riscos de cheias catastróficas na cidade do Funchal.



Protocolo de colaboração entre a Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal (Madeira), Colectivo Turcón – Ecologistas en Acción (Ilhas Canárias) e Amigos dos Açores (Açores).

Macaronésia, 26 de Setembro de 2008.


Reunidos

Por um lado, RAIMUNDO QUINTAL, presidente da Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal, com sede em Jardins do Monte - 9050-208 , Funchal, Madeira,

Por outro lado, Juan Jiménez Alemán, presidente da associação Turcón – Ecologistas en Acción, com sede em Calle Reyes Católicos, n.º 9 – bajo, cidade de Telde, E – 35200 CEP, Ilha de Gran Canaria.

E por outro lado ainda, D. SERGIO DIOGO CAETANO, presidente da Associação Ecológica Amigos dos Açores, com sede na Avenida da Paz, 14, 9600 – 053 PICO DA PEDRA, na ilha de São Miguel, Açores,


Os intervenientes reconhecem reciprocamente a capacidade para obrigarem as respectivas associações e por elas assinarem o presente protocolo

E declaram

Que é o desejo das três associações ambientalistas estabelecer um protocolo de colaboração para atingir os objectivos visados por cada uma em defesa do meio ambiente e dos valores naturais e culturais da Macaronésia.

Assim, as três partes concordam em assinar este protocolo de colaboração, que se regerá pelas seguintes

Cláusulas

Primeira – O objectivo deste acordo será a colaboração entre a Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal, a Turcón – Ecologistas en Acción e a Associação Ecológica Amigos dos Açores para alcançar os objectivos que a seguir se determinam:

Organizar conjuntamente actividades para a divulgação, a conservação, o estudo e a investigação da flora e da fauna presentes na região da Macaronésia;
Estabelecer linhas de colaboração e conhecimentos especializados no domínio do turismo rural, dos passeios a pé, das reservas naturais, do litoral, entre outros;
Promover uma aproximação em matéria de energia e de água, perante a escassez do petróleo, procurando alternativas para os padrões de consumo vigentes e soluções para as alterações climáticas;
Trocar experiências nos campos da educação ambiental, da recuperação da paisagem, dos reflorestamentos, e de novas tecnologias de informação aplicadas ao meio ambiente;
Colocar à disposição uns dos outros qualquer outra ferramenta ou ideia que possa contribuir para alcançarem os seus objectivos.

Segunda – Para atingirem os objectivos do presente acordo, os signatários comprometem-se a:

Facilitar uns aos outros toda a informação necessária para o êxito das suas obrigações decorrentes deste protocolo;
Garantir a boa qualidade da gestão desenvolvida, no sentido de se realizarem os compromissos decorrentes deste protocolo.

Terceira – Em todas as acções ou actuações a que se refere este acordo, desde que impliquem divulgação, impressa ou por outro meio, figurarão sempre os logótipos das três partes intervenientes.

Quarta – O presente protocolo entra em vigor a partir da data da sua assinatura e durará até ser eventualmente denunciado por qualquer uma das três partes.


Como prova do seu acordo, as três partes assinam este protocolo, feito em triplicado, ficando um exemplar em poder de cada uma das partes, nas moradas acima indicadas.


Pela Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal

Raimundo Quintal
e-mail: amigosdoparque@gmail.com
web: bisbis.blogspot.com


Pela Associação Turcón – Ecologistas en Acción

Juan Jiménez Alemán
E-mail: turconsenderismo@gmail.com
web: www.turcon.org


Pela Associação Ecológica Amigos dos Açores

Sérgio Diogo Caetano
e-mail: amigosdosacores@gmail.com
web: www.amigosdosacores.pt.vu

Notícia extraída de Bis Bis

NOTA

Faço votos para que este protocolo venha a dar frutos e que seja um exemplo para as associações dos Açores que nunca tiveram capacidade para trabalharem em conjunto, mesmo quando tinham protocolos assinados entre si. Alguns dos dirigentes destas, o que sempre pretenderam foi serem representantes de todas as associações, através da Direcção de uma Federação, que seria uma vergonha já que a grande maioria de associação ambiental apenas tem o nome.

Teófilo Braga

sábado, 4 de outubro de 2008

Na Madeira Plantam-se Tamareiras Doentes e em Locais Impróprios



Caros Amigos / Caríssimas Amigas


Há cerca de 4 anos a Câmara de São Vicente mandou plantar cinco tamareiras (Phoenix dactylifera) de grande porte no espaço em frente aos Paços do Concelho.

Qualquer pessoa com sensibilidade paisagística percebe que aquelas tamareiras, importadas do norte de África via sul de Espanha, são tão apropriadas para aquela vila, como o atum e a espada para a confecção do tradicional caldo da romaria.

Mas se não bastasse a péssima inserção paisagística, as referidas palmeiras devem ter sido plantadas já doentes (sabe-se lá se infectadas pelo perigoso Rhynchophorus ferrugineus). Três já estão mortas, mantendo-se os esqueletos de pé há vários meses.

Depois das muitas festas de Verão, faço votos para que a Câmara de São Vicente aproveite o Outono para remover as três árvores mortas e as restantes duas que estão pouco saudáveis.

Se me permitem, aproveito a oportunidade para sugerir a sua substituição por três tis (Ocotea foetens), árvores indígenas da Madeira que povoavam o vale de São Vicente quando ali chegaram as primeiras pessoas.


E já agora, seria bom que a Secretaria do Ambiente averiguasse as causas da morte das tamareiras da vila de São Vicente e de muitas mais, noutros concelhos da Madeira e no Porto Santo.

Saudações ecológicas,

Raimundo Quintal

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Zonas com água de pior qualidade estão no interior do País e Açores


PATRÍCIA JESUS
Água. Relatório do instituto regulador aponta falhas

Qualidade da água tem vindo a melhorar nos últimos 15 anos

É nos Açores e no interior do País, nas zonas rurais, que a qualidade da água para consumo humano é pior. Segundo o relatório anual do Instituto Regulador de Água e Resíduos (IRAR) relativo a 2007, na região autónoma, 22% das análises feitas no concelho da Calheta (ilha de São Jorge) apresentam valores que não cumprem os parâmetros previstos por lei para o consumo humano. A seguir, estão os municípios de Laje das Flores (17%) e Nordeste (14%).

Leia todo o artigo do Diário de Notícias aqui.