Pela criação de um Colectivo Açoriano de Ecologistas que tenha por objectivo a reflexão-acção sobre os problemas ambientais, tendo presente que estes são problemas sociais e que a sua resolução não é uma simples questão de mudanças de comportamentos, mas sim uma questão de modelo de sociedade.
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segunda-feira, 29 de março de 2010
Voluntariado na Madeira
No passado dia 20 de Março, a Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal conseguiu superar o objectivo que tinha traçado. Cerca de 80 voluntários plantaram um pouco mais de 1000 árvores e arbustos indígenas da Madeira, no Pico do Areeiro e no Campo de Educação Ambiental do Cabeço da Lenha.
As plantas foram fornecidas pela Direcção Regional de Florestas e o transporte dos participantes foi garantido pela Câmara Municipal do Funchal.
Por que razão não se consegue fazer algo semelhante nos Açores?
Os açorianos não são generosos ou os "poderes" instalados asfixiam quem queira fazer trabalho voluntário?
sábado, 1 de novembro de 2008
ESTE ANO SALVE UM CAGARRO

As associações Amigos dos Açores e Amigos do Calhau proclamam, este ano, o dia 1 de Novembro como o dia do cagarro.
O Cagarro (*Calonectris diomedea borealis*) é uma ave marinha muito abundante nos Açores, e é nestas ilhas que esta espécie nidifica. No fim de Outubro os cagarros juvenis, ao atingirem a plumagem e o tamanho adulto, são abandonados nos ninhos pelos progenitores e, movidos pela fome, lançam‐se ao mar, enfrentando vários perigos. Vamos ajudar o cagarro a seguir a sua rota.
Este ano salve um cagarro!
*Como salvar um cagarro*
Se encontrar um cagarro ferido ou desorientado:
- Prepare uma caixa de papelão e faça-lhe alguns furos.
- Aproxime-se lentamente do cagarro, usando luvas;
- Com uma camisola, casaco ou manta cubra o cagarro;
- Apanhe o cagarro, segurando-o pelo pescoço e cauda;
- Coloque o cagarro na caixa de papelão;
- Mantenha-o na caixa durante a noite, em local tranquilo e escuro;
- Na manhã seguinte, dirija-se a um local perto do mar;
- Solte o cagarro, deixando-o pousado no chão e afaste-se do local;
- Ao fim de pouco tempo, o cagarro começará a voar e encontrará o seu caminho.
*Atenção:*
- Não alimente o cagarro, para que ele não se habitue;
- Não se aproxime da ave quando não sabe exactamente como proceder;
- Não segure a ave pelas asas, nem permita que ela abra as asas enquanto a manipula, pois esta ficará cada vez mais agitada;
- Não force a ave a ir para o mar, ela seguirá a sua viagem quando se sentir em condições.
No caso de querer participar alguma situação ou a localização de aves mortas pode ligar para:
- Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da Guarda Nacional Republicana (GNR) Da sua área de reisdência (296306350 ou 961196202 - Ilha de São Miguel)
- Serviço de Ambiente da sua área de residência (296 206 785)
- Amigos dos Açores - Associação Ecológica (296498004 ou 9699866372)
- Associação Amigos dos Calhau (919978026 ou 9699866372)
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
AJUDE A SALVAR O CAGARRO
O cagarro, de nome científico Calonectris diomedea borealis, é uma ave marinha que passa grande parte do ano no alto mar e vem a terra, entre Março e Outubro, para nidificar.
No fim de Outubro, os cagarros jovens, que já atingiram o tamanho e a plumagem dos adultos, são abandonados, nos ninhos, pelos progenitores. Movidos pela fome, aventuram-se ao primeiro voo, enfrentando vários perigos. Esta ave orienta-se aparentemente pelas estrelas e são atraídas e encandeadas pelas luzes das povoações e automóveis. Assim sendo, muitos morrem por colisão ou atropelamento.
O que pode fazer?
☺ Se encontrar durante o dia cagarros nas estradas ou povoações, coloque cada um numa caixa e liberte-os junto ao mar;
☺ Se o encontrar durante a noite, não tente alimentá-los e devolva-os ao mar apenas na manhã seguinte.
ATENÇÃO: Aconselha-se a protecção das mãos (por exemplo com uma peça de vestuário), pois a ave, desconhecendo as suas intenções e ao tentar proteger-se, poderá defender-se com o bico.
Caso tenha dúvidas clique aqui ou mande um mail para soscagarro@gmail.com.
(Cagarro recolhido hoje na Escola Secundária das Laranjeiras e devolvido ao mar na Praia de Água d'Alto)
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Associações de Defesa do Ambiente e Voluntariado
Em texto anterior escrevi que só concebo uma associação de defesa do ambiente que tenha por base a participação voluntária dos seus associados. Sou visceralmente contra qualquer profissionalização das associações, o que não quer dizer que estas não possam ter um ou dois profissionais ao seu serviço, desde que aquelas tenham receitas próprias suficientes para o seu pagamento. Contudo uma condição, também, defendo: os profissionais não podem ter qualquer poder de decisão, isto é, não poderão fazer parte dos órgãos sociais e apenas pontualmente poderão representar a associação.
Mas, para poder funcionar na base do voluntariado é condição necessária que os associados que se voluntariem para desempenhar qualquer cargo ou implementar determinada acção o façam. Caso contrário, todo trabalho recairá sobre as costas de um grupo reduzido, levando ao cansaço que poderá, no limite, levar ao abandono. Além disso, o simples adiar de compromissos poderá comprometer a actividade toda a associação.
Em minha opinião, e para o normal funcionamento das associações importa que haja auto-disciplina e que ninguém se comprometa a fazer o que não pode. Caso contrário, para além do sacrifício que cada um faz para poder cumprir com a sua parte, gera-se um mal-estar que leva ao desânimo de quem cumpre.
Não entendo as associações como espaço para demonstrações de poder pessoal, qualquer que seja a sua fonte, nem teatro para a imposição de preconceitos ou ideologias de cada um, antes pelo contrário devem ser espaços de participação colectiva, de partilha de conhecimentos, de entreajuda e de colaboração com vista à “construção de um mundo mais justo, limpo e pacífico” (extracto dos primeiros estatutos dos AA, que com o meu voto foi retirado e que estou profundamente arrependido).
As associações não podem, em caso algum, transformar-se em organizações trampolim, isto é servirem para alguns indivíduos ganharem visibilidade social para guindarem-se para cargos ao serviço do estado, esquecendo-se, muito rapidamente, dos “ideais” que defendiam.
Mas, para poder funcionar na base do voluntariado é condição necessária que os associados que se voluntariem para desempenhar qualquer cargo ou implementar determinada acção o façam. Caso contrário, todo trabalho recairá sobre as costas de um grupo reduzido, levando ao cansaço que poderá, no limite, levar ao abandono. Além disso, o simples adiar de compromissos poderá comprometer a actividade toda a associação.
Em minha opinião, e para o normal funcionamento das associações importa que haja auto-disciplina e que ninguém se comprometa a fazer o que não pode. Caso contrário, para além do sacrifício que cada um faz para poder cumprir com a sua parte, gera-se um mal-estar que leva ao desânimo de quem cumpre.
Não entendo as associações como espaço para demonstrações de poder pessoal, qualquer que seja a sua fonte, nem teatro para a imposição de preconceitos ou ideologias de cada um, antes pelo contrário devem ser espaços de participação colectiva, de partilha de conhecimentos, de entreajuda e de colaboração com vista à “construção de um mundo mais justo, limpo e pacífico” (extracto dos primeiros estatutos dos AA, que com o meu voto foi retirado e que estou profundamente arrependido).
As associações não podem, em caso algum, transformar-se em organizações trampolim, isto é servirem para alguns indivíduos ganharem visibilidade social para guindarem-se para cargos ao serviço do estado, esquecendo-se, muito rapidamente, dos “ideais” que defendiam.
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