terça-feira, 17 de outubro de 2017

domingo, 8 de outubro de 2017

Sem respeito


Ocupação clandestina de um terreno privado para a construção de uma praça de tortura, no concelho de São Roque, ilha do Pico.

A proprietária encontrou a praça feita ao regressar ao Pico, após três meses no Canadá. Ela não autorizou a construção da praça e opõe-se terminantemente à realização de espectáculos de tauromaquia no seu terreno.

A câmara, no entanto, licenciou um espectáculo de tauromaquia em setembro, participando na ilegalidade.



Fonte: http://iniciativa-de-cidadaos.blogspot.pt/2017/10/sem-respeito-pela-propriedade-privada.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed:+PetioPeloFimDosSubsdiosPblicosTauromaquiaNosAores+(Peti%C3%A7%C3%A3o+pelo+Fim+dos+Subs%C3%ADdios+P%C3%BAblicos+%C3%A0+tauromaquia+nos+A%C3%A7ores)

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Solidariedade sim, mas sem crueldade


Solidariedade sim, mas sem crueldade

Nada temos contra a solidariedade que pessoas e algumas instituições prestam a outras, embora pensemos que com uma melhor organização da sociedade e com mais justiça social a maioria dos problemas deixariam de existir.

Como forma de arrecadar fundos para apoio às mais diversas causas, algumas instituições e pessoas recorrem à realização de eventos, alguns dos quais com a participação de animais, como são as touradas.

No século passado, realizavam-se, no continente português, touradas e provas de tiros aos pombos. Hoje, apenas se realizam touradas, pois a legislação portuguesa não permite a tortura de animais, com exceção de touros e de cavalos que também acabam por ser vítimas.

A contestação a estes pretensos espetáculos solidários não é de agora. Com efeito, já em 1948, no jornal “O Zoófilo”, um colaborador da Sociedade Protetora dos Animais, de Lisboa, sobre o assunto escrevia: “Que estes espetáculos se realizassem em tempos remotos, em que a violência era a regra, a força e a agilidade eram tudo e o espírito pouco ou nada, entre a grande massa do povo, compreendia-se; mas atualmente, que tanto se fala na cultura do espírito e que no domínio deste é fácil recriar e distrair os nossos semelhantes, isso não”.

No passado tal como hoje em dia, os defensores dos animais são criticados, embora injustamente, por insensibilidade aos problemas dos seus semelhantes. Sobre o assunto a Sociedade Protetora dos Animais foi bem clara quando afirmou que na sua campanha contra os espetáculos cruéis nem exagerava nem preteria a espécie humana e acrescentou:

“Cada instituição tem o seu objetivo, e as Protetoras fundaram-se para defender os animais.
Cumpriu ela o seu dever, cumpram-no também todas as pessoas de coração, protestando, não frequentando esses espetáculos e censurando quem lá vai”.

Teófilo Braga
(Correio dos Açores, 31346, 3 de outubro de 2017, p.11)

sábado, 30 de setembro de 2017

Autarquias e tortura

TERCEIRA

Angra do Heroísmo. Câmara PS.


Praia da Vitória. Câmara PS.


GRACIOSA

Santa Cruz da Graciosa. Câmara PS. Candidato PSD.



SÃO JORGE

Velas. Câmara CDS.


FLORES

Lajes das Flores. Câmara PS.


SÃO MIGUEL

Lagoa. Câmara PS.


Ribeira Grande. Câmara PSD. Candidato PS.



Nordeste. Candidato PS.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

sábado, 26 de agosto de 2017

Armas nucleares

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Percurso Pedestre da Ribeira do Faial da Terra



Percurso Pedestre da Ribeira do Faial da Terra


Este percurso, que tem início na freguesia de Água Retorta, localiza-se, na sua maior parte, na freguesia do Faial da Terra, na costa Sul da ilha de São Miguel, a cerca de 5 km, a Este, da vila da Povoação.

Trata-se de um trilho linear, com cerca de 7 km de extensão, estando classificado com o grau de dificuldade médio.

Antes de iniciar o trilho recomenda-se uma visita ao Parque Florestal de Água Retorta, uma Reserva Florestal de Recreio criada pelo Decreto Regulamentar Regional nº 19/2003/A. A sua inauguração ocorreu a 9 de Julho de 2000, em cerimónia presidida pelo Presidente do Governo Regional dos Açores. No parque é de destacar a presença de algumas plantas endémicas como o cedro-do-mato, a ginja, o louro e o folhado. Para além destas, é de realçar a presença do pinheiro manso, do cipreste, da araucária, do carvalho e do castanheiro-da-índia.

O percurso inicial faz-se por um caminho de terra até se encontrar um antigo moinho de água. Junto ao moinho, a vegetação é luxuriante, distinguindo-se a presença de eucaliptos, acácias, incensos e conteiras.

Neste local e em quase todo o percurso é possível observar algumas espécies da avifauna local, como melros-negros, alvéolas, tentilhões, pombos torcazes e santantoninhos. Embora com maior dificuldade, também, é possível observarmos o coelho, espécie introduzida pelos primeiros povoadores e o morcego dos Açores.

A seguir ao moinho o percurso faz-se no interior de uma mata de criptoméria e de alguns incensos. Ao longo do trilho existem várias pontes de madeira construídas sobre pequenos afluentes que alimentam a Ribeira do Faial da Terra.

Continuando a caminhar em direção ao Sul chega-se ao trilho do Sanguinho. Aqui, o viajante tem as seguintes opções: vira à esquerda e desde um carreiro que o leva à bonita cascata do Salto do Prego ou continua a descer o trilho e um pouco mais à frente vira à direita e dirige-se ao Sanguinho.

Recomendamos uma descida até ao Salto do Prego, onde os mais corajosos poderão banhar-se nas águas frias mas límpidas da Ribeira do Faial da Terra. Aqui a vegetação não difere muito da que se encontra ao longo do trilho, mas é possível encontrar, junto à cascata, diversas espécies de fetos.

De entre as espécies de aves que se podem observar, destacamos a alvéola, uma ave que nunca foi perseguida pois dizia-se que era sagrada. Sobre esta espécie o padre vila-franquense Manuel Ernesto Ferreira escreveu o seguinte:

“Diz o povo micaelense: - Quando a Virgem Maria, fugindo à perseguição de Herodes, ia a caminho do Egipto, amaldiçoou o tremoço e a codorniz e abençoou a arvelinha. Ao tremoço, que com o ruído das suas vagens sêcas, denunciava a passagem da fugitiva Senhora, deu-lhe esta como castigo não poder o seu grão encher barriga nem matar fome. À codorniz que, adeantando-se, parecia com a sua voz dizer cá vai aos agentes do rei cruel, condenou-a a voar sempre rasteira. Mas à arvelinha, que com sua cauda ia diligentemente apagando todas as pegadas, bendisse-a a Virgem em recompensa de tam santo cuidado.”

Depois da visita ao salto do Prego, recomenda-se a passagem no Sanguinho, assim chamado, segundo cremos, devido à presença da planta endémica dos Açores denominada sanguinho que foi reintroduzida recentemente. Aqui, para além do casario, que continua em recuperação, avistam-se quintais com várias espécies de árvores de fruta, como araçazeiros, pessegueiros, macieiras, laranjeiras e bananeiras.
Continuando o percurso, depois de uma descida bastante íngreme, chega-se ao Burguete, onde se encontra um “Teatro” do Espírito Santo, cuja construção data de 1908.
Recomenda-se um passeio pela freguesia que é considerada o “Presépio da ilha”.

Teófilo Braga
(Correio dos Açores, 31313, 25 de agosto de 2017, p.10)