sábado, 7 de julho de 2012

O Bosão Verde Açoriano


O Governo Regional dos Açores é, como todos sabemos, um fervoroso adepto do desenvolvimento sustentável, embora pareça não saber o significado do conceito, e um feroz apoiante da economia verde, diga-se capitalismo verde.

A provar o afirmado anteriormente, o governo diz apostar nas energias renováveis, mesmo naquelas que de renováveis nada têm (para além dos disparates dos técnicos (?) da AMISM), como a produzida pela queima de lixos, pois segundo parece as doutas cabeças descobriram uma combustão verde, isto é sem emissão de dióxido de carbono.

Se o dito cujo governo distribui algum do dinheiro de todos a alguns, através do PROENERGIA, encaminha muito mais para os grupos económicos que são os donos da empresa que produz e distribui eletricidade nos Açores.

Em nome dos Açores solidários, apoiam-se com milhões de euros a tauromaquia que, como é sabido, é uma indústria verde sujo que tem como objetivo torturar e matar animais e ferir ou matar humanos estupidificados pela deseducação que receberam desde o berço. A título de exemplo, fica registado que o mês de Junho, foi fértil em tortura animal que teve o seu auge nas sanjoaninas, onde as touradas foram apoiadas com uma verba de quase 300 mil euros.

Uma descoberta recente, para nós nem por isso, foi a do “compadrio entre investigação científica e a política”, como muito bem denunciou o Diretor do Departamento de Biologia da Universidade dos Açores. Com efeito, ao contrário do que recomenda a esmagadora maioria dos estudos, segundo os quais transportar espécies endémicas de umas ilhas para as outras poderá acabar com a sua variabilidade genética, alguns universitários bem identificados com outras causas também verdes, como a dos transgénicos, e o secretário regional que tutela o ambiente acham que não.

Que interesses ocultos estarão por detrás de tudo isto? Já temos um acelerador de partículas para estudar o assunto!

Mas, a grande descoberta, talvez mais importante que a “partícula de Deus”, foi a do economista Gualter Furtado que, em entrevista ao Correio dos Açores, defendeu a criação de um imposto “contra a poluição, contra a destruição do meio ambiente”.

 Com a referência ao meio ambiente está tudo dito, vamos proteger a metade do ambiente, aquela que não é acessível ao braço humano, e vamos carregar com mais impostos quem já está a suportar a crise causada pelo capitalismo e pelos seus agentes que com incompetência estão a governar o mundo.

José Sousa