domingo, 31 de outubro de 2010

Terra Livre nº 26

Dinheiro público para garraida, dinheiro público para tratamento de ferido. Quem fica a ganhar?


A notícia chegou-nos com quase um mês de atraso. Na garraiada promovida pela Associação Académica da Universidade dos Açores, no dia 3 de Outubro, no campo de futebol do Santa Clara houve um ferido que terá partido uma perna e foi operado no Hospital do Divino Espírito Santo.

A vítima ou o voluntário foi um jovem vindo da Terceira para o efeito.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Mais 49 000 euros para touradas. Governo corta na saúde e esbanja nas touradas



Governo dos Açores apoia Associação Regional de Criadores de Toiros da Tourada à Corda

O Governo dos Açores atribuiu à Associação Regional de Criadores de Toiros da Tourada à Corda um subsídio a fundo perdido, no valor de 49.000 euros, destinado a comparticipar actividades daquela associação.

Concedido por portaria do Secretário Regional da Agricultura e Florestas, hoje publicada em Jornal Oficial, este apoio destina-se a comparticipar "no projecto de assistência técnica, nas acções de divulgação, do melhoramento genético e na garantia da sanidade animal, promovendo a actividade e a sua especificidade agro-pecuária".

Noé Rodrigues justifica a concessão daquela comparticipação alegando que compete à Secretaria Regional da Agricultura e Florestas "apoiar a organização, a estruturação e o desenvolvimento das várias formas de associativismo agrícola para os fins e modalidades que sejam consideradas mais viáveis e proveitosas para a economia regional".

Por outro lado, invoca que a actividade daquela associação "reveste a maior importância" ao contribuir "para a promoção da modernização, da produtividade, da rentabilidade, da formação, da melhoria genética e qualitativa das ganadarias de toiros bravos".

O Secretário Regional refere ainda que associações como esta desenvolvem uma "prestação de serviço de natureza diversa, fortalecendo a assistência técnica relacionada com a sanidade animal, o bem-estar animal e o apoio às infra-estruturas específicas para o maneio destes animais".

GaCS/HO/FG

http://correionorte.com/sociedade/9533-governo-dos-acores-apoia-associacao-regional-de-criadores-de-toiros-da-tourada-a-corda/

terça-feira, 26 de outubro de 2010

ENTRA EM ACÇÃO:NÃO ÀS TOURADAS COMO PATRIMÓNIO IMATERIAL DA HUMANIDADE


A Câmara Municipal de Angra do Heroísmo candidatou a Festa Brava da Terceira como Património Imaterial da Humanidade.

Se não está de acordo, proteste enviando o texto abaixo, ou melhor um original, para os seguintes endereços:

bpi@unesco.org
cnu@unesco.pt

manuela.galhardo@unesco.pt

drac.info@azores.gov.pt

bcc: acoresmelhores@gmail.com



Exma. Senhora Irina Bokova, Directora Geral da UNESCO
Exmo. Senhor Sr. Fernando Andresen Guimarães, Presidente da Comissão Nacional da UNESCO
Exma. Sra. Manuela Galhardo, Secretária Executiva da Comissão Nacional da UNESCO
Exmo. Sr. Jorge Augusto Paulus Bruno, Director Regional da Cultura

Entre 21 e 23 de Outubro de 2010, na ilha Terceira (Açores), decorreu um denominado Congresso Mundial de Ganadeiros de Toiros de Lide. No evento, foram feitos vários apelos para a legalização, nos Açores, de touradas picadas, bem como foi anunciada, pela Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, a candidatura à UNESCO da Festa Brava da Terceira como Património Imaterial da Humanidade.

Considerando que as touradas para além de não criarem riqueza e de desconceituarem os Açores aos olhos da maioria dos povos do mundo;

Considerando que as touradas em nada contribuem para educar os cidadãos e cidadãs para o respeito aos animais, para além de causarem sofrimento aos mesmos e porem em risco a vida das pessoas;

Eu abaixo-assinado, apelo à UNESCO para que recuse a inscrição da Festa Brava da Terceira como Património Imaterial da Humanidade, o que a acontecer seria um apoio a todos os que naquela ilha pretendem incrementar os maus tratos, através da legalização da sorte de varas e dos touros de morte, e constituiria um autêntico retrocesso civilizacional.

Outubro de 2010

Nome

Local

BI ou Cartão do Cidadão

domingo, 24 de outubro de 2010

Dinheiros públicos para fomento da tortura animal - Ninguém gosta mais de touros do que nós que os torturamos



IX Congresso Mundial de Ganaderos, na ilha Terceira
Festa brava deve resistir a "ataques"

Os intervenientes na festa brava devem resistir aos vários "ataques" que se têm vindo a verificar "por parte de quem não quer compreender este património de Portugal no âmbito da cultura mediterrânica", defende o secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle.

A mensagem do governante foi lida pelo presidente da Associação Portuguesa de Criadores de Toiros de Lide, João Andrade, ontem, no IX Congresso Mundial de Ganaderos de Toiros de Lide.

As palavras do secretário de Estado da Cultura foram especialmente destinadas aos ganadeiros, que escreveu que o toiro de lide representa esse património "inestimável" que é a festa brava.

Segundo Elísio Summavielle vários documentos importantes, como a declaração da UNESCO sobre a Diversidade Cultural, em 2002, destacam a importância de serem mantidas as tradições de cada povo.

Recorde-se que o Parlamento da Catalunha decidiu proibir a celebração das corridas de touros nesta região de Espanha a partir de 2012, iniciativa que foi fortemente criticada ao longo da primeira manhã do encontro.

Também o presidente da Associação Portuguesa de Criadores de Toiros de Lide referiu, na abertura do congresso, a necessidade de resistir aos "ataques" de que as touradas têm sido alvo.

Destacou que a existência de touradas garante, em primeiro lugar, a manutenção do toiro de lide, bem como a preservação de vastas áreas com valor ambiental e paisagístico.

"Este espetáculo tem sofrido ataques a nível político e social. Mas o certo é que ser aficionado é manter uma tradição cultural", disse.

Na abertura do congresso de ganadeiros o presidente da Associação Regional de Criadores de Toiros de Tourada à Corda, Duarte Pires, quanto ao confronto entre alguns setores da sociedade e o mundo taurino, referiu: "Ninguém gosta mais de toiros do que nós, que os criamos".
Referiu a relevância do espetáculo taurino na ilha Terceira, com mais de 300 manifestações ao longo do ano.

Também José Parreira, dirigente da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, destacou este volume de manifestações taurinas.

Agradecendo o apoio do Governo Regional, patrocinadores e colaboradores, José Parreira referiu o facto de a Tertúlia ter avançado, apesar da crise, com a organização na Terceira deste evento a nível mundial como um passo importante para a ilha. "Podemos, assim, falar de toiros ao mais alto nível", concluiu.

FONTE: DI, 22 de Outubro de 2010

Nota- Numa altura em que o(s) governo(s) corta(m) nos apoios sociais, reduz(em) nos vencimentos este triste evento foi apoiado pelo Governo Regional dos Açores, através da Direcção Regional do Desenvolvimento Agrário e da Direcção Regional do Turismo e pelas Câmaras Municipais de Angra do Heroísmo e da Praia da Vitória.

sábado, 23 de outubro de 2010

Touradas, património da humanidade ou vergonha para todos nós?


A TWO-HOUR KILLING (français)
Carregado por jeromelescure. - Ver outros videos animais


A Câmara de Angra do Heroísmo, nos Açores, já apresentou o pedido de classificação da Festa Brava da Terceira como Património Imaterial da Humanidade, revelou hoje Andreia Cardoso, presidente da autarquia.
Destak/Lusa | destak@destak.pt

A autarca, que falava na sessão de abertura do IX Congresso Mundial de Ganaderos de Toiros de Lide, a decorrer na Terceira, anunciou que está a decorrer o processo que visa a classificação da 'Festa Brava' desta ilha açoriana.
“Ao longo de 476 anos de história, estamos inquestionavelmente ligados aos toiros”, afirmou a presidente da Câmara, frisando que a festa taurina na Terceira “é um fenómeno”.
Nesse sentido, considerou que este congresso é “um momento importante para Angra do Heroísmo, para os Açores e para Portugal”, não só pelas questões que serão abordadas ao longo de três dias, mas também “como reforço da dinamização do turismo de congressos”.
Na mesa-redonda que se seguiu à sessão de abertura, onde foi analisada a situação económica das ganadarias, estiveram em discussão questões como a rentabilidade da ganadaria de lide, o papel das ganadarias no contexto económico da festa brava e a incidência de fatores políticos, administrativos e reguladores.
O presidente da Asociación de Ganaderías de Lidia, Eduardo Martín-Peñato, em Espanha, defendeu ser necessário “aumentar os rendimentos da participação dos criadores na economia geral da atividade taurina”, que representa em Espanha dois por cento do Produto Interno Bruto (PIB) e movimenta anualmente cerca de 2500 milhões de euros.
Segundo Martin-Peñato, o rendimento anual dos ganadeiros espanhóis é na ordem dos 87 milhões, o que “não acontece em nenhum outro sector da economia”.
Em Portugal, o cenário das ganadarias “é pouco agradável” do ponto de vista económico, defendeu António Veiga Teixeira, salientando que "as ganadarias têm um peso económico quase nulo” e estão “incapazes de se defender devido a individualismos divergentes”.
Este ganadeiro português defendeu a necessidade de melhorar a qualidade dos espetáculos, que “não atraem patrocinadores nem geram lucros”.
António Veiga Teixeira considerou ainda que os espetáculos em Portugal não têm capacidade para se autopromoverem, “nem mesmo através da publicidade”, que considerou ser "inadequada" e “à moda do século XIX”.
Para inverter este quadro, apelou a uma maior dinamização e organização interna das ganadarias e associações, salientando que “existem perspetivas da divisão no mundo ganadeiro em dois grupos”.
Um seria o grupo dos “ganadeiros de sucesso”, que envolveria “empresários e toureiros” com uma série de interesses “externos à aficion”, enquanto o segundo incluiria “95 por cento das ganadarias portuguesas” e é um grupo que “pode perder dinheiro porque o único lucro que extraem é através das corridas e faenas”.

http://www.destak.pt/artigo/78200-festa-brava-da-terceira-candidata-a-patrimonio-imaterial-da-humanidade

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

ECO- ESCOLAS, A PROPÓSITO DE UM APELO



Depois de ter esvaziado as ecotecas, o actual governo dos Açores parece que terá deixado a educação ambiental a cargo das escolas e através do projecto eco-escolas.

Tendo já participado em seminários eco-escolas, como orador em sessões sobre o tema da energia, pela primeira vez, já que sempre o recusei, faço parte de um eco-conselho da escola onde lecciono.

A minha recusa, como várias vezes expliquei, prendeu-se com o facto de em grande parte das escolas, o projecto estar a cargo de um grupo isolado que não o consegue estender a toda a comunidade escolar e não ter o devido apoio por parte da tutela do ambiente, que o vê apenas como um meio para enriquecer as estatísticas da praxe, das autarquias e dos conselhos executivos das escolas.

Este ano lectivo, para viver a realidade por dentro, aceitei fazer parte do projecto e mantenho o compromisso de trabalhar com os meus alunos ou com alunos de colegas meus.

Mas, a minha primeira experiência, que foi a participação na primeira reunião do eco-conselho, foi frustante. Com efeito, quando olhei à minha volta só vi professores, pois os pais não compareceram, os alunos também não, os funcionários idem, o representante da autarquia também esteve ausente, bem como o/a da SRAM.

TB

Assunto: Programa Eco-Escolas 2010/2011 – Inscrições


A Secretaria Regional do Ambiente de do Mar tem o prazer de convidar a V. escola a participar no Programa Eco-Escolas durante este ano lectivo.


O Programa Eco-Escolas, coordenado a nível nacional pela Associação Bandeira Azul da Europa (Organização não Governamental), é uma iniciativa de âmbito internacional sob a responsabilidade da Fundação para a Educação Ambiental (Fee) que visa encorajar acções e reconhecer o trabalho desenvolvido pelas escolas em benefício do ambiente.


Durante o ano lectivo, as escolas inscritas são convidadas a seguir a metodologia do Programa, constituída por 7 passos fundamentais (em anexo), a abordar os temas de base: Água, Resíduos e Energia, e um dos temas do ano: Biodiversidade, Floresta ou Mar, tendo como temas complementares: Biodiversidade, Ruído, Transportes, Agricultura Biológica e Espaços Exteriores.


Caso exista interesse em participar no Programa Eco-Escolas, a escola deverá colocar a sua inscrição em http://www.abae.pt/moodle/ ou em alternativa enviar ao Gabinete de Promoção Ambiental, até ao dia 15 de Novembro de 2010, a proposta de inscrição em anexo devidamente preenchida e acompanhada da Declaração do Município.


Para mais informações sobre o Programa consulte: http://www.abae.pt e http://www.eco-schools.org.


Com os melhores cumprimentos,


O Director Regional do Ambiente