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terça-feira, 17 de dezembro de 2019

SOS Cagarro 2019





Associação Amigos do Calhau



Terminada a Campanha SOS Cagarro deste ano 2019, na associação Amigos do Calhau consideramos que é tempo de fazermos um pequeno balanço sobre a mesma.



É com grande satisfação que notamos que a divulgação da campanha foi bastante eficaz em chegar ao público através dos meios de comunicação, levando a uma adesão cada vez maior da sociedade no seu conjunto. Para além disso, a colaboração de entidades como a PSP, por exemplo, tem sido fundamental para o bom funcionamento da mesma mediante a receção das aves. O desenvolvimento do Projeto LuMinAves (Poluição luminosa e conservação nos arquipélagos da Macaronésia) também tem dado um contributo positivo para aumentar a consciência sobre o impacto da poluição luminosa na queda das aves, sendo este tipo de poluição, na realidade, a que motiva a necessidade de realizar cada ano esta campanha.



Mas infelizmente nem todos os aspetos da Campanha têm sido positivos. Este ano houve um maior número de quedas de aves, em parte devido a factores naturais como um maior sucesso reprodutor das aves e as fortes inclemências climatéricas sofridas pelo arquipélago, mas a principal causa das quedas continua a ser o impacto do fator humano. E a tudo isto devemos acrescentar que houve algumas falhas que consideramos importantes no desenvolvimento da Campanha.



Sendo a Campanha SOS Cagarro promovida pelo Governo Regional dos Açores, através da Direção Regional dos Assuntos do Mar e com o apoio da Direção Regional do Ambiente, notamos a existência de uma importante descoordenação entre as várias entidades governamentais e graves carências nalguns aspetos:



- A redução da poluição luminosa, responsável da queda das aves e necessidade da realização da Campanha, continua a ser uma questão por resolver, com a excepção de alguns poucos casos pontuais. A isto se acrescenta um evidente agravamento da situação em algumas zonas, com o aumento descontrolado da poluição luminosa motivado pela abertura de novos caminhos perto do litoral e a sua iluminação com lâmpadas LED de grande potência, em aberta contradição com o Projeto LuMinAves.



- Ainda que a linha telefónica de apoio à Campanha (a linha SOS Ambiente) funcione com atendimento de 24 horas, esta não tem qualquer utilidade se depois não há resposta adequada no terreno, nas diferentes ilhas, por parte dos serviços do ambiente. É de salientar que, na prática, esta linha deixa de ter qualquer efeito a partir da meia-noite, pelo facto de não haver vigilantes da natureza no terreno a partir de essa hora. Ainda, em diversas ocasiões as pessoas, depois de contactar com a linha de apoio, ficaram várias horas à espera de que alguém viesse recolher a ave, acabando por contactar com a nossa associação telefonicamente à procura de uma solução.



- Na ilha de São Miguel foi notória a falta de Vigilantes da Natureza durante a Campanha. Esta carência foi particularmente grave durante o pico da Campanha, período durante o qual consideramos que deveria haver um importante reforço dos efectivos. Nos fins-de-semana chegou a haver somente uma brigada de Vigilantes por turno para toda a ilha.



- A carência de Vigilantes da Natureza levou também a uma falta de recolha das aves depositadas durante a noite nas esquadras da PSP. Isto levou em muitos casos a que fossem os próprios agentes da PSP a libertar as aves de manhã, uma tarefa que não lhes compete nem faz parte das suas funções. Esta situação anómala exigiu portanto um dispêndio extraordinário, nomeadamente em tempo e combustível, às esquadras da PSP. Para além disso, pela nossa própria experiência, consideramos que a libertação das aves deveria ser feita só por pessoal especializado.



- Houve também uma carência de elementos tão fundamentais para a Campanha como as caixas para a recolha das aves. O número destas caixas foi insuficiente e as existentes não foram distribuídas adequadamente. Até chegamos a ver situações nas quais os Vigilantes da Natureza tiveram de pedir caixas às ONGs presentes no terreno.



- Em São Miguel continua sem haver um Centro de Recuperação de Fauna com as mínimas condições e que possa servir de apoio à Campanha, nomeadamente no tratamento das aves que são encontradas feridas. É incompreensível que nem sequer uma das principais ilhas dos Açores tenha este serviço de apoio à biodiversidade, que seria ainda de fundamental importância no contexto da Campanha SOS Cagarro.



A bem do interesse dos cagarros, uma espécie que desde sempre, e cada vez mais, tanto diz aos açorianos, gostaríamos que todos estes pontos fossem corrigidos ou melhorados na Campanha do próximo ano. Tudo isto com o intuito de nos aproximarmos ao verdadeiro objectivo da Campanha SOS Cagarro, que não é recolher um maior número de aves, mas sim reduzir ao máximo as causas da queda dos juvenis, isto é, a poluição luminosa, nomeadamente durante o período no qual eles saem dos ninhos. E também, para aqueles que mesmo assim caem por terra, reduzir ao máximo a sua mortalidade.







Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves



A Campanha SOS Cagarro é a mais emblemática Campanha de sensibilização ambiental e conservação que é coordenada pela Direção Regional dos Assuntos do Mar, na qual a SPEA tem colaborado desde 2009 até ao presente. A nossa área de atuação começa pela mais pequena ilha dos Açores, o Corvo, (um santuário para as aves marinhas e onde tudo começou em 1991), Vila Franca do Campo (com o Anel da Princesa, o ilhéu, uma importante colónia para esta ave marinha), e termina nas Terras do Priolo (Povoação, Faial da Terra e Nordeste, neste período o cagarro ganha protagonismo nas Terras onde o Priolo é Rei).



No total no Corvo foram salvos 633 cagarros juvenis Calonectris borealis (630 anilhados e medidas biométricas registadas) encandeados pelas luzes artificiais em 2019, em colaboração com o Parque Natural de ilha e a ajuda essencial da população corvina, em particular a mais jovem que como habitual é fundamental para o sucesso da Campanha. De ressalvar ainda o apoio fundamental da Guarda Nacional Republicana na libertação dos juvenis de cagarro. E claro está agradecer à Câmara Municipal do Corvo pela minimização do impacto da poluição luminosa ao proceder ao apagão geral da iluminação pública das 01h00-05h00 e o apagão geral no dia 1 de novembro das 21h00-05h00 no âmbito do Projeto LuMinAves. Ainda no âmbito deste, obteve-se uma taxa de recaptura de 25 % de juvenis anilhados nos ninhos monitorizados por nós na ilha e que foram encandeados pelas luzes da Vila do Corvo.



Apesar das medidas de mitigação infelizmente o número de mortos foi alto para o esforço de 24h realizado pela equipa SPEA/PNI e voluntários, com 19 mortos, comparativamente com anos anteriores, com 37% destes a corresponderem a cagarros encandeados com a forte iluminação do porto, situação só revertida após o apagão destas luzes pela Portos dos Açores, a pedido da Câmara Municipal do Corvo.



Do Corvo seguimos para Vila Franca do Campo onde no total foram salvos 735 cagarros que foram anilhados e as biometrias registadas, tendo ainda sido recapturados 14 juvenis anilhados no Ilhéu de Vila Franca do Campo, com uma taxa de recaptura de 7% de juvenis do ilhéu encandeados pelas luzes da marina de Vila Franca do Campo. Infelizmente também aqui à semelhança do Corvo as luzes da Porto e marina não são adequadas e contribuíram para um maior encandeamento.



E de Vila Franca do Campo continuamos a salvar cagarros e a fazer amigos nas Terras do Priolo, na Povoação onde foram salvos 130 juvenis de cagarro com a colaboração fundamental da PSP e voluntários, em especial 4 que foram presença constante nas brigadas. Passando pelo Nordeste, com 23 juvenis salvos com a colaboração da PSP. Terminando no Faial da Terra, com 81 salvamentos durante toda a Campanha SOS Cagarro.



Em 2019 e como esperado dado o período da lua nova e condições climatéricas o número de quedas foi largamente superior aos anos anteriores (2017, 2018), onde o pico de quedas ocorreu em lua cheia e por esta razão o encandeamento é menor. No entanto, de ressalvar que os novos LEDs Brancos superiores a 3000K colocados nos portos e que provocam maior encandeamento, podem ter contribuído para um maior número destas quedas e da mortalidade, como aconteceu na ilha do Corvo, onde nos dois últimos anos as luzes do porto estavam desligadas, não ocorrendo encandeados e mortos na área.



Há claramente que repensar as estratégias e ter em conta o impacto da poluição luminosa na biodiversidade e em particular nas aves marinhas, antes de implementar nova iluminação. É neste âmbito que o projeto LuMinAves tem como principal resultado uma Estratégia para a Poluição Luminosa na Macaronésia e que estamos a colaborar ativamente com a EDA, DRAM, FRCT e Okeanos para que sejam tomadas as melhores medidas, que tenham em conta, não só a eficiência energética mas também o impacto desta ameaça na biodiversidade, nomeadamente, as aves marinhas, dada a importância da região para estas espécies e o valor incalculável que estas espécies dão à região.



Para terminar, fica um Muito Obrigada a todas as entidades com as quais colaboramos, desde os Parques Naturais de ilha (Corvo e São miguel), Câmara Municipal do Corvo, GNR, PSP e a todos os voluntários que contribuíram para o salvamento de 1602 juvenis de cagarro. Agora resta-nos esperar 6-7 anos para o seu regresso e até à próxima Campanha. Em 2020 cá estaremos para mais um ano a Salvar Cagarros e a Fazer Amigos, na esperança de que ao menos possamos ter minimizado o impacto desta ameaça nas zonas críticas identificadas.






segunda-feira, 23 de julho de 2018

Cagarro

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Manifesto pelo cagarro

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Em defesa do cagarro


MANIFESTO EM DEFESA DO CAGARRO

REIVINDICAÇÕES PARA A CAMPANHA “SOS CAGARRO” 2014


Considerando as deficiências com as quais ano após ano se confrontam os voluntários da Campanha “SOS Cagarro” e que levam a uma maior queda e ferimentos das aves e a umas condições às vezes pouco dignas para o seu resgate, as associações e os cidadãos abaixo assinantes reivindicam por parte do governo regional:

1) Um compromisso para a redução efetiva da iluminação pública durante as duas semanas principais que dura a Campanha SOS Cagarro.

Mais da metade das aves que caem em terra tem por causa a exagerada iluminação pública de infraestruturas como portos de pesca, campos de futebol e estradas situadas junto ao litoral.

Nesta situação a Campanha SOS Cagarro e todo o labor dos voluntários muitas vezes não passa de um logro, limitando-se na realidade a recolher as aves que previamente são “obrigadas” a cair em terra devido à excessiva iluminação. Como consequência das quedas muitas das aves, perto de um milhar no passado ano, ficam feridas ou morrem.

É necessário seguir exemplos como o das ilhas Canárias, onde as autoridades regionais promovem ativamente a campanha “Apagón por la pardela”, através da qual municípios e entidades privadas reduzem significativamente as luzes durante a campanha de recolha de cagarros. Nos Açores, pouco ou nada disto é feito apesar de existirem ilhas declaradas Reservas da Biosfera que deveriam primar por estarem na vanguarda no respeito e defesa do ambiente.

2) A declaração do cagarro (Calonectris diomedea borealis) como Ave Regional, de especial interesse e proteção na Região Autónoma dos Açores.

Ainda que nos Açores existam outras aves que seriam candidatas a este título, esta espécie é a mais abundante em todas as ilhas, a mais próxima das populações e aquela cuja proteção melhor serviria para a proteção do conjunto dos ecossistemas litorais de todo o arquipélago e de outras aves marinhas ameaçadas.

3) A criação do “Telefone do Cagarro”, telefone único e gratuito para todas as ilhas a funcionar durante as 24 horas durante as semanas da Campanha SOS Cagarro.

O “Telefone do Cagarro” evitaria a actual multiplicidade de telefones disponíveis, todos eles pagos, e facilitaria a comunicação de quedas de aves, reencaminhando a informação para a entidade mais adequada em cada caso.

4) O inicio da construção de um Centro de Recuperação de Fauna (CRF) nas principais ilhas, com capacidade para acolher e tratar todos os cagarros feridos.

Durante a Campanha são bastantes as aves encontradas feridas e que precisam de assistência veterinária, situação até agora não tratada de forma adequada nem digna, faltando infraestruturas próprias. Os CRF poderão servir também de lugar de depósito noturno de todas as aves recolhidas durante a Campanha, que até agora são depositadas em lugares às vezes muito inapropriados até a sua libertação no dia seguinte.

Os CRF são ainda uma necessidade, durante todo o ano, para o tratamento de outras espécies de aves dos Açores e como depósito de animais apreendidos em situação ilegal, necessidade para a qual a própria GNR tem vindo a alertar repetidamente. Actualmente acontecem situações caricatas como o transporte dum milhafre ferido da Terceira até o Corvo, ilha onde nem sequer existem milhafres, por existirem ali umas pequenas instalações para a recuperação de aves.

5) A divulgação pública e a análise dos resultados da Campanha SOS Cagarro, permitindo detetar em todas as ilhas os pontos negros onde é registada em cada ano uma maior quantidade de quedas de aves e uma maior mortalidade.

Esta análise, juntamente com a informação sobre os lugares de nidificação e do sucesso reprodutivo da espécie, permitiria definir melhores estratégias e ações para as Campanhas a realizar nos anos seguintes.


Subscritores coletivos

Amigos dos Açores - Associação Ecológica

Amigos do Calhau - Associação Ecológica

CAES - Coletivo Açoriano de Ecologia Social

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Cagarro desrespeitador



Este cagarro não respeitou o período oficial da campanha e lembrou-se de cair hoje perto da Escola Secundária das Laranjeiras. Foi-me entregue hoje pelas 15 horas por duas alunas.

Amanhã seguirá o seu destino, a partir da Praia de Água d'Alto.

TB


Diário Insular, 18 de Novembro de 2011

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Este ano salve um cagarro




O cagarro é uma ave oceânica que vem a terra apenas durante a época de reprodução. Este período decorre entre Março e Outubro altura em que as crias já suficientemente desenvolvidas partem com os seus progenitores em direcção ao mar, dispersando-se pelo Oceano Atlântico e regressando apenas no próximo ano.

A sua partida realiza-se de noite e muitas delas são atraídas pelas luzes das nossas vilas e cidades, acabando por cair em terra e sendo-lhes neste caso impossível voltar a levantar voo se não forem ajudadas.

Sendo os Açores uma das zonas mais importantes no que respeita à reprodução dos cagarros é muito importante que um máximo de aves seja salva para que o nível populacional da espécie se mantenha.

Se encontrar durante o dia um cagarro devolva-o ao mar. Se o encontrar à noite recolha-o, de preferência numa caixa fechada (de papelão), não tente alimentá-lo e devolva-o ao mar logo na manhã seguinte.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Documentos para a história da defesa dos cagarros nos Açores

Aqui vão alguns documentos sobre a espécie/campanha em sua defesa.


Texto do Grupo de Ecologistas de Santa Maria (1984)


Texto de Miguel de Figueiredo Corte-Real (1988)


Texto da responsabilidade do Núcleo de Ornitologia dos Amigos da Terra Açores (1989)


Publicidade da Direcção Regional do Ambiente (1997)

Vamos participar, nos próximos dois meses, activamente, na salvação do cagarro!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

A Propósito da recente da Campanha "SOS Cagarro"


1- Quem não conhece a frase: ler jornais é saber mais.

Talvez fosse verdade se os jornalistas soubessem um pouco mais ou se se especializassem em determinados assuntos.

Infelizmente, após muitos anos de campanha em defesa do cagarro, muitos deles ainda não aprenderam a distinguir um cagarro de uma gaivota. Com efeito, segundo me informaram, é já pelo segundo ano consecutivo que o Açoriano Oriental nos apresenta a seguinte fotografia, onde não se vislumbra nenhum cagarro.


2-Voluntários à força.

Saudamos todas as pessoas que se envolveram na campanha de 2010, mesmo a nova categoria de voluntários que sociologicamente se incluem nas seguintes categorias profissionais: "quadros superiores da administração pública, dirigentes e quadros superiores de empresas" e "especialistas das profissões intelectuais e ciêntíficas". Todos eles ligados à administração pública ou a serviços afins.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O Cagarro tem dono?


Sempre tivemos dúvidas em participar em campanhas envolvendo trabalho voluntário quando as mesmas partem de instituições do Estado. Entre as várias razões possíveis, destacamos o facto de existirem por parte de algumas instituições, por vezes, objectivos ocultos, como:
1- Cooptação de instituições ou pessoas que autonomamente pretendem, de forma altruísta, prestar um serviço à comunidade;
2- Controlo das iniciativas com vista à sua inclusão nos seus relatórios de actividades, chamando a si todo o trabalho desenvolvido;
3- Poupança de dinheiro ao não admitir pessoal para os seus quadros ou ao não fazer contratações, ficando o mesmo disponível para fins de mera propaganda ou para o ceder a organizações “amigas” ou dos amigos;

Não vamos falar, muito, no fracasso, desde o início anunciado, da campanha “Eco-freguesias” já que a quantidade de lixos que temos visto na ilha de São Miguel não tem diminuído. As juntas de freguesia não têm sensibilidade ou capacidade para resolver o problema, as campanhas de sensibilização não surtem os efeitos desejados ou não são acompanhadas das medidas necessárias, como a distribuição de eco-pontos, a recolha eficiente dos mesmos, a não aposta na recolha porta-a-porta e a educação ambiental foi chão que já deu uvas. E mais do que tudo, a lógica que está por trás da política de resíduos está mais do que errada, com efeito a aposta continua a ser na produção e no consumo desenfreado pois em breve teremos a incineração que irá reduzir tudo a zero e irá produzir energia, mesmo que se tenha que forçar o aumento dos consumos ou desinvestir na eficiência energética e nas energias renováveis.

Em Outubro de 2008, surgiu, na ilha de São Miguel, o movimento cívico “Liga dos Amigos da Lagoa do Fogo”, que tinha como objectivo principal a recuperação e preservação daquele património natural da Ilha de São Miguel, e que iniciou as suas actividades, no dia 22 de Novembro, com uma acção simbólica de remoção de espécies exóticas invasoras.
Esperava-se que a SRAM apoiasse a iniciativa e a incentivasse, mas, ao invés, apenas destacou dois vigilantes da natureza (*) para fazer o acompanhamento da acção, não fossem os voluntários, entre os quais um doutorado em botânica, confundir endémicas com invasoras e tempos depois, adjudicou o trabalho de remoção das invasoras a uma associação que curiosamente tem como âmbito de actuação a salvaguarda do Património Ambiental, Histórico e Cultural da Zona Oriental do Concelho da Ribeira Grande (*).

Desconhecemos as razões a que levaram os aderentes da Liga dos Amigos da Lagoa do Fogo a desmobilizarem. Talvez o facto de verem que um dos objectivos da sua iniciativa voluntária foi atingido: o início, por parte das entidades oficiais, da remoção das plantas invasoras da Reserva Natural da Lagoa do Fogo.

A campanha que mais tinta tem feito correr é a do salvamento do cagarro que todos os anos ocorre nos meses de Outubro e Novembro. Pensamos que já estará esclarecida a origem da campanha SOS-cagarro, mas para os mais distraídos aqui fica uma pequena nota:
“a campanha SOS-cagarro foi criada em 1995 pelo Doutor Luís Monteiro, no âmbito do projecto LIFE “Conservação das comunidades de aves marinhas dos Açores”. O que a maioria das pessoas não sabe é que esta campanha surgiu no seguimento de outras duas, também da iniciativa do Doutor Luis Monteiro, que contaram com a colaboração activa dos Amigos dos Açores. Assim, em Março de 1993 foi lançada a campanha "Um espaço para os garajaus" e em Novembro do mesmo ano a campanha "A Escola e o Cagarro", no âmbito da qual foi aplicado um inquérito, sobre a espécie, destinado a alunos das escolas, nomeadamente do 1º e 2º ciclos do ensino básico e distribuídos 10 mil folhetos” (http://lutaecologica.blogspot.com/search/label/cagarro)

Esta campanha, quanto a nós, é a única que terá resultado, quer em termos de salvamento dos cagarros, quer no que diz respeito ao envolvimento de voluntários, os quais têm respondido positivamente quer aos apelos oficiais quer aos das ONGA dos Açores.

Face ao exposto, não se compreende a preocupação em saber quem colabora com quem ou quem recolhe um número maior de cagarros. Se o único objectivo é salvar cagarros, o único pensamento só pode ser como melhor organizar as brigadas nocturnas, tentar cobrir o máximo do território, difundir o mais profusamente possível o apelo e os cuidados a ter no salvamento da espécie e individualmente ou em grupo fazer o que estiver ao alcance de cada um.

O cagarro não tem dono!

T. Braga
Pico da Pedra, 19 de Outubro de 2010

(*) Nada temos contra os dois vigilantes da natureza nem contra a associação referida, enquanto uns estavam a fazer o seu trabalho a associação está a manter postos de trabalho.

sábado, 16 de outubro de 2010

Os cagarros e os reaccionários de hoje


Jornal "A Caça", nº 7, 1 de Dezembro de 1936

A leitura de um texto, publicado no jornal "A caça" de 1936, onde os caçadores defendiam que se devia matar o milhafre, a única ave de rapina diurna que nidifica nos Açores, fez-me lembrar que ainda hoje alguns caçadores se consideram a nata da sociedade açoriana.

Com efeito, alguns deles consideram-se como os verdadeiros e únicos defensores do ambiente e das espécies e ao seu vício de matar associam o seu bom gosto de apreciar a tortura de animais, nomeadamente as touradas.

Numa altura em que está em curso mais uma campanha em defesa do(a) cagarro(a) não estranhamos a sua defesa das tradições e dos bons costumes do século XVI. Assim, para eles matar cagarros para petisco é um hábito que devia persistir para todo o sempre.

M.Soares

sábado, 4 de setembro de 2010

TODOS OS ANOS SALVE UM CAGARRO


Hoje vimos dois cagarros que haviam sido atropelados: um junto à Prainha e outro próximo da Praia de Água d'Alto.

Não vamos esperar por qualquer abertura "oficial" da campanha anual para lançar o apelo à colaboração de todos no sentido de salvar cagarros.Assim, reproduzimos abaixo um pequeno texto sobre o que fazer:

"Em Outubro ou Novembro os jovens cagarros iniciam a sua migração e orientam-se aparentemente pelas estrelas, mas ao iniciarem o seu primeiro voo, principalmente em noites nubladas, são atraídos e encadeados pelas luzes das povoações e automóveis sendo muitos mortos por colisão e atropelamento.

Outro factor que pode ser perigoso para esta espécie está relacionado com as marés vivas que, aliadas aos ventos frescos, podem fazer com que uma ave excepcionalmente dotada para a vida marinha, possa encontrar no mar, um dos seus obstáculos na sua tentativa de migração.

O que deve fazer se encontrar um cagarro:

• Aproxime-se lentamente do cagarro, usando luvas;
• Com calma e segurança cubra o corpo do cagarro com um casaco, uma manta ou uma toalha;
• Sem o magoar, segure o cagarro pelo pescoço e pela cauda, de forma a envolver todo o seu corpo;
• Coloque-o numa caixa de cartão, com cuidado;
• Mantenha-o na caixa durante a noite, em local tranquilo e escuro;
• Liberte o cagarro na manhã seguinte, junto ao mar, pousando-o com cuidado no chão.
Não se preocupe se a ave levar algum tempo a reagir e a voar para o mar, pois ela continuará a sua viagem quando se sentir preparada.

O que não deve fazer:
• Não se aproxime da ave quando não sabe exactamente como proceder;
• Não segure a ave por uma asa ou por ambas as asas, nem permita que ela abra as asas enquanto a manipula, pois esta ficará cada vez mais agitada;
• Não dê água, alimentos ou medicamentos;
• Não atire a ave ao mar, pois ela não voará imediatamente quando for lançada, podendo ficar incapacitada de voar;
• Nunca force a ave a ir para o mar, ela seguirá a sua viagem quando se sentir em condições."

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A Campanha SOS- Cagarro e o Ambientalismo de Alcatifa



Em Novembro de 1993, coordenada pelos Amigos dos Açores, teve inicio a campanha "A Escola e o Cagarro", no âmbito da qual foi aplicado um inquérito, sobre a espécie, destinado a alunos das escolas, nomeadamente do 1º e 2º ciclos do ensino básico, e distribuídos 10 mil folhetos.

Foi esta iniciativa, que teve como principal mentor o Eng. Luís Monteiro, do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, que deu origem à actual campanha “SOS- Cagarro”. Esta tem como objectivo principal salvar o maior número possível de cagarros, a ave marinha mais abundante dos Açores, cujo número se encontra em regressão a nível mundial.

Não sendo o cagarro propriedade de ninguém, das entidades oficiais espera-se, apenas, a disponibilização de informação e meios ao cada vez maior número de voluntários que todas as noites, nos meses de Outubro e de Novembro, se disponibilizam para participar nas brigadas que se têm constituído para a recolha de cagarros e sua posterior devolução ao mar.

Para além dos voluntários já referidos, é de louvar o papel de algumas associações ou grupos informais, como os Amigos dos Açores e os Amigos do Calhau, de São Miguel, e o CADEP, de Santa Maria, que têm coordenado o trabalho voluntário e promovido a defesa daquela espécie sobretudo no Grupo Oriental dos Açores.

De igual modo, embora não seja de estranhar, as mais de trinta associações reconhecidas como tal pela Assembleia Legislativa Regional dos Açores mantêm um silêncio absoluto sobre o assunto e têm-se abstido de qualquer participação activa nesta campanha.

Embora respeitemos a pluralidade do denominado movimento ambientalista, não compreendemos a sua descoordenação e muito menos a tentativa periódica, de alguns, de criar estruturas que têm apenas como o objectivo de lá se colocarem com vista a tornarem-se visíveis para posteriores voos.

A obsessão em serem representantes de outros em comissões ou nos variados conselhos consultivos e a fobia em trabalharem no terreno, junto das populações, onde estão localizados os problemas ambientais, que mais não são do que problemas sociais, faz com que eles pertençam a uma tipologia especial: a dos ambientalistas de alcatifa.

T.Braga

(Publicado no Jornal Terra Nostra, nº 429, p.20, 30 de Outubro de 2009)

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

TODOS OS RESTAURANTES DE SANTA MARIA SOB SUSPEITA


A notícia, abaixo, do GACS foi desastrosa já que põe sob suspeita todos os restaurantes de Santa Maria. Enfim, o querer mostrar trabalho feito neste caso vem de algum modo prejudicar gente séria. O mínimo que os restaurantes não implicados poderiam fazer seria exigir que o seu nome não fosse manchado.

Fiscalização detecta comércio ilegal de cagarros

No âmbito da Campanha SOS Cagarro, as Inspecções Regionais do Ambiente e das Actividades Económicas realizaram uma operação conjunta na ilha de Santa Maria tendo como objectivo a fiscalização de estabelecimentos de restauração onde alegadamente se comercializam ilegalmente Cagarros.

Alguns cagarros juvenis são apanhados nas suas colónias de nidificação e vendidos a restaurantes locais que os confeccionam. Estas aves estão protegidas pela Directiva “Aves”, pelo que a sua posse ou comercialização é proibida e punida.

Desta operação conjunta IRA/IRAE resultou a apreensão de cerca de uma dezena de cagarros que se encontravam congelados numa arca frigorífica de um restaurante. Desta apreensão resultou um processo de contra ordenação que está sendo instruído na Inspecção Regional do Ambiente, e cuja coima poderá atingir um máximo de 3740€.

Esta já não é a primeira vez que, como resultado da acção da fiscalizadora, é detectada uma anomalia deste tipo. No dia 24 de Setembro, na Ponta do Cedro, uma equipa do SEPNA – GNR do Posto Territorial de Vila do Porto, identificou um indivíduo em flagrante, na posse de dois cagarros mortos.


GaCS/SF/DRA

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

ESTE ANO SALVE UM CAGARRO

Em 1993, iniciou-se a campanha “As Escolas e o Cagarro” coordenada pelos Amigos dos Açores – Associação Ecológica em colaboração com o Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores e com o apoio da Secretaria Regional da Educação e Cultura.

Em 1995, esta iniciativa deu origem à campanha “SOS Cagarro” que decorre até aos dias de hoje, promovida pela Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, contando com a colaboração de diversas entidades em todas as ilhas dos Açores, entre elas as associações Amigos dos Açores e os Amigos do Calhau. Em 2008, o dia 1 de Novembro foi proclamado por estas associações como o Dia do Cagarro, ao qual se associou o Clube dos Amigos e Defensores do Património Cultural e Natural de Santa Maria (CADEP-CN).

Os Amigos dos Açores – Associação Ecológica, os Amigos do Calhau e o CADEP-CN pretendem, à semelhança do ano transacto, sensibilizar a população e incentivá-la para a importância a participação pública no salvamento desta espécie protegida.

Actividades principais a desenvolver durante Outubro e Novembro

- Realização de brigadas nocturnas:
1. Praia das Milícias – Atalhada (São Miguel)
2. “Palheiro” da Ribeira Grande – Bandejo (São Miguel)
3. Miradouro da Relva – Feteiras (São Miguel)
4. Avenida Marginal de Ponta Delgada – Santa Clara – Relva (São Miguel)
5. Baía da Praia Formosa (Santa Maria)
6. Baía de São Lourenço (Santa Maria)
7. Maia (Santa Maria)
8. Vila do Porto (Santa Maria)

- Recolha e libertação de cagarros e/ou entrega à Brigada SEPNA da GNR ou aos Vigilantes da Natureza
- Recepção de cagarros recolhidos por populares (sede dos Amigos dos Açores e Ecotecas de Ponta Delgada e Ribeira Grande).
- Sensibilização “porta-a-porta” nas zonas litorais.
- Afixação de cartazes em zonas sensíveis.
- Apoio telefónico (915954294, disponível das 8h às 24h) para esclarecimento de dúvidas e apoio à recolha de cagarros.
- Email para esclarecimento de dúvidas: salveumcagarro@amigosdosacores.pt.
- Registo online das ocorrências de São Miguel e Santa Maria, actualizado diariamente, na página dos Amigos dos Açores.
- Acções de sensibilização com o apoio das Ecotecas de Ribeira Grande e Ponta Delgada.
- Exposição itinerante “Este ano salve um Cagarro”, a iniciar no Centro de Interpretação Ambiental Dalberto Pombo, em Vila do Porto no dia 01 de Outubro.
- Envolvimento de associados, voluntários e outras entidades.



O Cagarro

O cagarro (Calonectris diomedea) é a ave marinha mais abundante dos Açores. Juntam-se em colónias situadas nas falésias costeiras e ilhéus, que chegam a reunir centenas de aves. Os seus cantos nocturnos são muito peculiares, alguns parecidos com o choro humano. É uma das aves mais antigas que existe à superfície da Terra e pertence à família dos Procellariidae. A maior concentração mundial de cagarros ocorre nos Açores, da subespécie C.d. borealis, mas devido a ser muito vulnerável a predadores terrestres e às actividades do homem, esta espécie está em regressão a nível mundial, sendo muito importante garantir a sua protecção.

Os cagarros são aves pelágicas, ou seja, são aves marinhas adaptadas para a vida no alto mar, a coloração da sua plumagem é escura por cima e por baixo é clara, a cauda é preta e a cabeça é cinzenta-acastanhada, as asas e o dorso são castanhos por cima. O bico é amarelo e forte, com a extremidade mais escura, e as patas e pernas são curtas e rosadas. Alimentam-se de peixe, lulas e crustáceos. Podem atingir os 40 anos de idade.

Em Março, depois de passarem alguns meses nos mares do Sul, regressam aos Açores para iniciarem um período reprodutor de oito meses, geralmente no mesmo local do ano anterior. Reproduzem-se em colónias situadas nas falésias costeiras e ilhéus, que chegam a reunir centenas de aves. Mas o cagarro é fiel, cada casal mantém-se, geralmente, para toda a vida. (…)

Os Açores são mundialmente a zona mais importante para o cagarro, que está protegido por leis nacionais e internacionais (Convenção de Berna–Anexo II, Directiva Aves-Anexo I e Decreto-Lei n.º 140/99 de 24 de Abril). É proibido capturar, deter, ou abater ilegalmente estas aves e destruir ou danificar os seus habitats. (…)
in Revista Vidália nº 22

Procedimentos para salvar um cagarro

Em Outubro ou Novembro os jovens cagarros iniciam a sua migração e orientam-se aparentemente pelas estrelas, mas ao iniciarem o seu primeiro voo, principalmente em noites nubladas, são atraídos e encadeados pelas luzes das povoações e automóveis sendo muitos mortos por colisão e atropelamento.

Outro factor que pode ser perigoso para esta espécie está relacionado com as marés vivas que, aliadas aos ventos frescos, podem fazer com que uma ave excepcionalmente dotada para a vida marinha, possa encontrar no mar, um dos seus obstáculos na sua tentativa de migração.

O que deve fazer se encontrar um cagarro:

• Aproxime-se lentamente do cagarro, usando luvas;
• Com calma e segurança cubra o corpo do cagarro com um casaco, uma manta ou uma toalha;
• Sem o magoar, segure o cagarro pelo pescoço e pela cauda, de forma a envolver todo o seu corpo;
• Coloque-o numa caixa de cartão, com cuidado;
• Mantenha-o na caixa durante a noite, em local tranquilo e escuro;
• Liberte o cagarro na manhã seguinte, junto ao mar, pousando-o com cuidado no chão.
Não se preocupe se a ave levar algum tempo a reagir e a voar para o mar, pois ela continuará a sua viagem quando se sentir preparada.

O que não deve fazer:
• Não se aproxime da ave quando não sabe exactamente como proceder;
• Não segure a ave por uma asa ou por ambas as asas, nem permita que ela abra as asas enquanto a manipula, pois esta ficará cada vez mais agitada;
• Não dê água, alimentos ou medicamentos;
• Não atire a ave ao mar, pois ela não voará imediatamente quando for lançada, podendo ficar incapacitada de voar;
• Nunca force a ave a ir para o mar, ela seguirá a sua viagem quando se sentir em condições.



Contactos

Caso queira participar alguma situação similar, ou mesmo a localização de aves mortas, pode ligar para a brigada SEPNA da GNR através da rede fixa para o nº 296306350 ou móvel nº 961196202 (serviço em Ponta Delgada).
Apoio telefónico dos Amigos dos Açores: 915954294, disponível das 8h às 24h.
Pode, também, ligar para a sede da Associação Amigos dos Açores através do número 296498004 (9h às 17h), para a Ecoteca da Ribeira Grande através do 296473003 (9h às 17h) ou para a Ecoteca de Ponta Delgada através do 296 654 62 (9h às 17h).
Este ano salve um cagarro!


--
Amigos dos Açores - Associação Ecológica

Av. Da Paz, 14, 9600-053 Pico da Pedra
São Miguel, Açores (Portugal)

Tel/Fax (+351) 296 498 004

www.amigosdosacores.pt

sábado, 26 de setembro de 2009

AJUDE A SALVAR CAGARROS



O cagarro é uma ave oceânica que vem a terra apenas durante a época de reprodução. Este período decorre entre Março e Outubro altura em que as crias já suficientemente desenvolvidas partem com os seus progenitores em direcção ao mar, dispersando-se pelo Oceano Atlântico e regressando apenas no próximo ano.

A sua partida realiza-se de noite e muitas delas são atraídas pelas luzes das nossas vilas e cidades, acabando por cair em terra e sendo-lhes neste caso impossível voltar a levantar voo se não forem ajudadas.

Sendo os Açores uma das zonas mais importantes no que respeita à reprodução dos cagarros é muito importante que um máximo de aves seja salva para que o nível populacional da espécie se mantenha.

Se encontrar durante o dia um cagarro devolva-o ao mar. Se o encontrar à noite recolha-o, de preferência numa caixa fechada (de papelão), não tente alimentá-lo e devolva-o ao mar logo na manhã seguinte.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Os Cagarros Estão Aí



Tão importante (ou mais?) como salvar cagarros é a participação de voluntários na campanha que se realiza anualmente.

Esta campanha e talvez em menor escala a campanha Coastwatch Europe deviam ser agarradas pelas associações de defesa do ambiente da região como forma de envolverem os seus associados na procura de soluções para os problemas ambientais.


Pena é que algumas delas estejam tão debilitadas, tão pressionadas pelos poderes instituídos, que dificilmente poderíamos dizer que são manifestação da cidadania.

Sem associações fortes, não instrumentalizadas ou postas ao serviço da administração pública, o palco fica apenas com dois actores: o sacrosanto mercado e o Estado que está ao serviço daquele.

TB

Comentário- Apesar de tudo o que nos separava e da discordância que tinhamos com métodos e princípios, a Quercus- São Miguel está a fazer muita falta. Esperamos que volte a surgir como espaço de participação pública e não como trampolim para outros voos ou arena usada por alguns "cientistas" para tornarem públicos os seus pareceres.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

SOS cagarro ou o Nervosismo de alguns funcionários da SRAM



Deixamos aqui os comentários ao video

- 1º (Funcionário da Sram)- Quem ouvir o senhor Diogo Caetano falar pensa que foram os amigos dos açores que deram inicio à campanha SOS Cagarro. Falso!!!!
Esta campanha tem mais de 10 anos e pouco deve a essa associação.


- 2º (Voluntário)- Não foi, de facto, mas ao longo desses 10 anos que diz que tem, só este ano é que vi uma campanha com uma boa divulgação e merecida graças a quem? Acho que não necessito responder.

O mais intrigante é quererem ficar com louros que para a "AA" pouco importa, preocupem-se mais em contribuir para um bom ambiente e não com politiquices que não leva a lado nenhum.


- 3º (ex-presidente dos AA)- Estão os dois enganados. Como já não está entre nós o Doutor Luis Monteiro, estou eu para confirmar que isto começou, em 1992, com um projecto Life liderado pelo Dop e que tinha como parceiros os Amigos dos Açores, a DRA e a RSPB. Se o senhor NL quiser posso passar pelo seu serviço e provar o que digo. Tem razão o djsousa ao afirmar que o que interessa é fazer algo para a espécie e pelo ambiente nos Açores, o resto são tretas.

Enquanto presidi aos AA esta associação nunca reinvidicou nada, todas as conquistas foram para o Ambiente e para os Açores e os açorianos, espero que a nova direcção faça o mesmo.

Parece que nos serviços do governo há quem deteste voluntários.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

A ESCOLA E O CAGARRO VERSUS SOS-CAGARRO



Atavés da página web dos Amigos dos Açores fica-se a saber que a campanha SOS-cagarro foi criada em 1995 pelo Doutor Luís Monteiro, no âmbito do projecto LIFE “Conservação das comunidades de aves marinhas dos Açores”.

O que a maioria das pessoas não sabe é que esta campanha surgiu no seguimento de outras duas, também iniciativa do Doutor Luis Monteiro, que contaram com a colaboração activa dos Amigos dos Açores.

Assim, em Março de 1993 foi lançada a campanha "Um espaço para os garajaus" e em Novembro do mesmo ano a campanha "A Escola e o Cagarro", no âmbito da qual foi aplicado um inquérito, sobre a espécie, destinado a alunos das escolas, nomeadamente do 1º e 2º ciclos do ensino básico e distribuidos 10 mil folhetos.

Para saber mais consulte o blog Memória Ecológica