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domingo, 28 de novembro de 2010

Onde pára o Pólo do Pico da Pedra da Ecoteca da Ribeira Grande



No seu número 143, relativo ao corrente mês de Novembro,o jornal da Casa do Povo do Pico da Pedra refere-se à transferência da Ecoteca da Ribeira Grande, do Pico da Pedra para a cidade da Ribeira Grande.

Por várias vezes discordámos da partidarite encapotada dos responsáveis da Voz Popular, mas neste caso o desaparecimento do chamado Pólo do Pico da Pedra merecia uma explicação por parte de quem tem efectivamente o poder de decisão.

Já agora, para esclarecimento da Voz Popular e dos picopedrenses, é importante saber-se que no início a ideia era instalar a Ecoteca na cidade da Ribeira Grande e que tal não foi possível primeiro porque a Secretaria Regional da Agricultura não cedeu um espaço e depois porque a Secretaria Regional do Ambiente não aceitou uma sala no Teatro da Ribeira Grande. Depois de esgotada a possibilidade da Ribeira Grande graças à intervenção de um ex-dirigente dos Amigos dos Açores e da concordância do presidente da Junta de Freguesia, Roberto Calisto, e do Director Regional do Ambiente, Eduardo Carqueijeiro, a instalação da Ecoteca no Pico da Pedra tornou-se uma realidade.

Para terminar, recorde-se que o referido dirigente dos Amigos dos Açores, também, fez alguns esforços para que a direcção da Ecoteca fosse, em dada altura, assumida por uma docente natural e residente do Pico da Pedra que não aceitou o convite.

segunda-feira, 9 de março de 2009

ROLHA


Ontem (salvo erro) o telejornal da RTP/Açores noticiou que o Director da Ecoteca de São Jorge não foi autorizado a reunir com um deputado da Assembleia Legislativa Regional. A propósito de silêncio, deixamos aqui duas questões:

1- Terá sido por ser Aníbel Píres do PCP ou é a nova política do Governo Socialista?

2- A SRAM não tem direcções regionais ou está em vigor a Lei da Rolha?

3- Ainda não ouvimos a nova direcção da Quercus, fez votos de silêncio?

TB

domingo, 18 de janeiro de 2009

Agenda para 2009




Uma agenda para 2009, editada pelas Ecotecas de Ponta Delgada e Ribeira Grande, promove a poupança de energia.Com fotografias de Duarte Sousa e Diogo Caetano, da Associação Amigos dos Açores, a edição contou com o apoio da SRAM.

Fonte: Blog Educar para a Energia.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Eco-escolas Bate Recorde Nacional e Comentário a Propósito



O Eco-Escolas atinge nos Açores a maior taxa de implementação do programa em Portugal e uma das mais elevadas na União Europeia.

Os dados foram veiculados ao AO online por Álamo Menezes, Secretário Regional do Ambiente e do Mar, garantindo ser uma situação de "orgulho para as escolas e concelhos executivos". O projecto Eco-Escolas atingiu neste ano lectivo a adesão de 106 estabelecimentos de ensino da Região, permitindo melhorar a consciência ambiental da comunidade escolar ao implementar boas práticas no relacionamento com o ambiente. O projecto é destinado fundamentalmente às escolas do ensino básico, apresentando como objectivos "encorajar acções e reconhecer o trabalho desenvolvido pela escola em benefício do ambiente, visando a aplicação de conceitos e ideias de educação ambiental à vida quotidiana da escola".

O projecto também permite às escolas implementar programas curriculares de actividades ligadas ao meio ambiente. O programa é implementado sob a responsabilidade da Associação Bandeira Azul da Europa – Secção Portuguesa da Fundação para a Educação Ambiental (Fee), e tem vindo a ser desenvolvido nos Açores com o apoio da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar através da sua Rede de Ecotecas. O Eco-Escolas pretende, ainda, estimular junto das futuras gerações o hábito de participação em processos de decisão e a tomada de consciência da importância do ambiente no dia-a-dia da vida pessoal e familiar.

O programa pode ser adoptado por qualquer escola que se inscreva e que siga a sua metodologia, e o seu carácter flexível permite a cada estabelecimento encontrar uma forma própria de alcançar o galardão Eco-Escola (Bandeira Verde). Álamo Menezes sublinhou ao AO online que as vantagens deste programa destacam-se a "curto e longo prazo", porque os jovens "são uma geração mais bem educada para o meio ambiente do que as gerações anteriores". "As crianças têm uma consciência ambiental muito melhor e levam esses conhecimentos para as suas famílias. É comum verificar as crianças a terem comportamentos exemplares ao lado de adultos, nomeadamente a colocarem os papéis no lixo", destacou o secretário regional do Ambiente e Mar. A Direcção Regional da Juventude também implementa programas relacionados com educação ambiental mas dirigido a adolescentes que se inscrevem nos programas de Ocupação de Tempos Livres (OTL). "É um programa com objectivos coincidentes mas dirigido a um público adolescente que se encontra em idade escolar", frisou o responsável do executivo.
Luís Pedro Silva
Açoriano Oriental, 10 de Janeiro de 2009

Comentário

Este projecto bem como a educação ambiental que se faz nos Açores mereciam uma reflexão aprofundada que por falta de disponibilidade não vai ser feita aqui. De qualquer modo, seguem algumas notas:

1-O projecto Eco-escolas é o que é, devido ao trabalho voluntário de alguns professores que contou nos últimos anos com o apoio de alguns directores das ecotecas;

2-O apoio que aqueles têm tido da tutela do ambiente contrasta com as dificuldades que têm sido levantadas pela Secretaria Regional da Educação;

3-Em algumas escolas o projecto não é assumido pelos Conselhos Executivos, ficando-se por um projecto marginal desenvolvido por um ou dois professores e envolvendo apenas uma ou outra turma;

4-O galardão “Bandeira Verde” está banalizado, já que é atribuído (?) a “qualquer” escola que faça uma ou duas actividades e que apresente o relatório final. Quanto a nós, para que tal acontecesse seria necessário que houvesse um envolvimento significativo na escola e que alguns parâmetros do seu desempenho fossem alterados, como redução do consumo de energia, de papel ou de água, limpeza dos espaços interiores e exteriores, etc.;

5-Em relação à Educação Ambiental, desde o início houve algum voluntarismo na sua implementação, mas nunca houve uma reflexão séria sobre o que se pretende com ela, e nunca houve um plano ou estratégia regional. O único documento que conhecemos é um “Plano Estratégico” publicado no boletim Ecológico, nº 10, de Setembro/Outubro de 1999, assinado por Eduarda Goulart, que nunca foi suficientemente divulgado e nunca foi alvo de qualquer discussão pública.

6-A própria rede de ecotecas tem sido criada sem estar sujeita a um plano pensado. Vejamos dois exemplos:

a.Depois de anunciada a sua abertura para o primeiro trimestres de 1998( ver “Ecológico nº1,Fev/Mar de 1998), a primeira Ecoteca para Santa Maria ela veio a ser implantada no Pico em 1999;

b.Nunca houve qualquer explicação ou justificação aceitável para a instalação da Ecoteca da Lagoa. Com efeito, o concelho da Lagoa, pela sua dimensão, pelo número de crianças em idade escolar, pela sua proximidade a Ponta Delgada não deveria ser uma prioridade. Pelo contrário, já existindo o Centro de Interpretação do Priôlo no Nordeste fazia todo o sentido que a terceira ecoteca em São Miguel, depois da da Ribeira Grande e da de Ponta Delgada, ficasse instalada em Vila Franca do Campo ou na Povoação

Teófilo Braga

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Uma queixa enigmática!



Por falta de tempo, não vou comentar as afirmações proferidas pela Directora da Ecoteca da Lagoa, apenas gostaria de dizer que é sempre importante concretizar o que dizemos. Assim, seria de bom tom ter apresentado o nome das associações que não deram a colaboração pretendida?

Até à pouco tempo presidi a uma delas e que eu saiba nunca nos chegou qualquer pedido.

Teófilo Braga

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Ecoteca de Santa Maria Incentiva o Consumo de Tabaco

Em Santa Maria: Ecoteca põe cinzeiros à porta dos restaurantes 20 Fevereiro 2008 [Regional]

A Ecoteca de Santa Maria e a Valência do Recolhimento de Santa Maria promoveram, domingo, uma operação de colocação de cinzeiros à entrada de estabelecimentos de restauração em Vila do Porto, para garantir a limpeza da via pública no principal centro urbano da ilha.
A iniciativa, que contou com o apoio da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar e da Câmara Municipal de Vila do Porto, decorre do aumento do número de beatas de cigarros abandonadas no chão à porta de cafés e restaurantes, devido à recente entrada em vigor da nova legislação sobre o consumo de tabaco.

(in Correio dos Açores)

Esta iniciativa é, do meu ponto de vista, apenas aparentemente aceitável. Porquê:

1- Porque, trata-se de uma desistência em continuar uma campanha para que as pessoas deixem de fumar;

2- Porque se está a premiar os prevaricadores. É uma atitude de pouco civismo atirar lixo para o chão, qualquer que ele seja. As pessoas em questão, pelo contrário, deveriam ser punidas;

3- Trata-se de um mau uso dos dinheiros públicos já que se são os donos dos cafés e restaurantes a terem lucros com a sua actividade a limpeza, no limite, deveria estar a seu cargo.

4- Noto aqui uma alteração na "política de ambiente". O ex-director regional do ambiente, Arq. Eduardo Carqueijeiro, não aceitou que uma ecoteca disponibilizasse cinzeiros para uma praia com o argumento que o que se devia fazer era educar as pessoas para não fumarem e para se responsabilizarem pelos lixos que produzem.

5- O que a ecoteca fez, não passa do que se chama "negóceos como os do costume". Isto é não actuar nas causas, apenas se preocupar com as consequências. Ou mudar um pouco para que tudo fique na mesma.

6- Com o simples colocar de cinzeiros está-se a incentivar o uso do tabaco.

7-Pessoalmente acho a atitude condenável já que se está a usar dinnheiro de todos nós em benefício de uns poucos. É caso para dizer "o crime compensa".