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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

A Energia Nuclear no Estado Novo


A Energia Nuclear no Estado Novo


Ao longo dos tempos, no nosso país, tem surgido a ideia da utilização da energia nuclear para a produção de eletricidade. Neste texto, darei a conhecer o que se pensava fazer no Estado Novo e algumas notícias e textos sobre o assunto publicados na ilha de São Miguel.
Num texto publicado na revista “Brotéria”, em 1954, Abílio Martins, escreveu que, dado o “progresso técnico” alcançado, acreditava que “a construção e exploração industrial duma central atómica, destinada a valorizar os nossos minérios uraníferos e dar um largo apoio efectivo ao plano em marcha da nossa eletrificação, haja de se afirmar oportunamente como uma realidade triunfal”.

O autor referido, no seu texto, abordou a questão dos custos de produção das centrais atómicas que era mais elevado do que as centrais térmicas, mas mostrou-se otimista em relação ao assunto, como se depreende da leitura do seguinte extrato: “Ademais, a técnica da captação da energia nuclear encontra-se em decidida evolução, e tudo leva a crer que, dentro em breve, escolhendo bem o dimensionamento duma central “atómica”, possamos obter energia eléctrica a preços sensivelmente inferiores…”

Sobre o nuclear, o presidente do Conselho de Ministros, ao dar posse à Junta de Energia Nuclear, criada pelo Decreto-Lei nº 39580, de 29 de Março de 1954 e que tinha, entre outras atribuições, a de produzir e aproveitar combustíveis nucleares e produzir energia elétrica por via nuclear, disse: “…pode bem ser que a Providência, tendo-se mostrado avara connosco quanto a fontes conhecidas de energia – o carvão, os óleos minerais, mesmo a força hídrica – nos tenha compensado de alguma forma com um pouco de urânio e de outros minérios afins, mananciais a explorar no futuro”.

A 12 de fevereiro de 1958, o Dr. António Augusto Riley da Mota publicou no Correio dos Açores um longo texto intitulado “Milhões de graus…” onde abordou as duas formas de energia nuclear, a fissão, usada hoje nas centrais nucleares e que é fortemente contestada devido ao problema das radiações e dos resíduos nucleares, e a fusão que não tem os inconvenientes da fissão, sendo, portanto, uma forma de energia limpa.

No seu texto, o Dr. A. A. Riley da Mota, depois de referir que o cientista inglês Cockroft havia comunicado que “ele e os seus colaboradores estavam a ultimar uma grande descoberta”, escreveu o seguinte: “Tratar-se-ia da obtenção acessível de altíssimas temperaturas – da ordem de milhões de graus! – que permitiriam, dentro de poucos anos, fácil libertação de energia termonuclear a partir de elementos baratos, como o hidrogénio e semelhantes, especialmente o deutério, que abunda na água.”

A 10 de abril de 1958, o jornal “Correio dos Açores” publicou uma nota da ANI onde a dado passo se afirma que “dentro de dez anos a principal fonte de energia, para Portugal será atómica”. Na mesma notícia pode-se ler que estava a ser acelerada “a exploração dos jazigos de urânio no Norte do País” e em Angola e Moçambique estava “a ser executado um programa para a exploração de jazigos de urânio”. Por último, ainda se pode ler que “antes de dois anos, Portugal tenciona possuir a sua primeira estação geradora atómica”.

No dia 24 de dezembro de 1971, o Correio dos Açores publicou uma pequena nota onde se podia ler que sem centrais “electro-nucleares” não havia futuro e se previa que no ano dois mil 50% da energia elétrica seria produzida a partir de centrais nucleares.

A 3 de janeiro de 1974, o presidente da Junta de Energia Nuclear, general Kaúlza de Arriaga, considerou que aquele organismo era o “expoente maior da intelectualidade portuguesa e do conhecimento científico e da capacidade técnica nacionais” e acrescentou o seguinte: “Reactores térmicos de urânio natural ou ligeiramente enriquecido, reactores térmicos de urânio altamente enriquecido, reactores rápidos e fusão nuclear controlada constituirão, certamente, os marcos principais do caminho que salvará a Humanidade de uma penúria de energia que a conduziria a um retrocesso de séculos”.

Apesar das várias tentativas, não há centrais nucleares em Portugal e apesar da previsão otimista em relação à expansão da energia nuclear no mundo, em 2016, a energia nuclear era responsável por apenas 11% da energia elétrica produzida. A fusão nuclear, por seu turno, ainda não é uma realidade que se possa juntar às fontes renováveis de energia que estão em expansão no nosso planeta.

Teófilo Braga
(Correio dos Açores, 31306, 17 de agosto de 2017, p.13)

terça-feira, 18 de julho de 2017

domingo, 16 de julho de 2017

sábado, 7 de abril de 2012

Ferrel na história da luta contra o Nuclear

segunda-feira, 12 de março de 2012

Lições de Fukushima, um ano depois

Lições de Fukushima, um ano depois
“Um ano após o desastre de Fukushima, no Japão, o mundo ainda não aprendeu a lição. Um relatório produzido pelo Greenpeace mostra que milhares de pessoas em todo o mundo ainda correm o risco de enfrentar acidentes nucleares. Intitulado “Lições de Fukushima”, o documento aponta que o acidente não foi causado por um desastre natural, mas por uma série de falhas do governo japonês, de órgãos reguladores e da indústria nuclear. “Embora causado pelo tsunami de 11 de março, o desastre de Fukushima foi, em última instância, culpa das autoridades japonesas, que optaram por ignorar os riscos e fazer dos negócios uma prioridade mais alta que a segurança”, disse Jan Vande Putte, da campanha de energia nuclear do Greenpeace Internacional. “Este relatório demonstra que a energia nuclear é insegura e que os governos são rápidos em aprovar reatores, mas continuam mal preparados para lidar com problemas e proteger as pessoas de desastres nucleares. Esta situação não mudou desde o desastre de Fukushima e é por isso que milhares de pessoas continuam expostas a riscos nucleares.” O relatório chega a três importantes conclusões para explicar a tragédia e suas consequências. A primeira delas é que as autoridades japonesas e a empresa que operava a planta nuclear de Fukushima conheciam, mas ignoraram, os riscos de um sério acidente. Em segundo lugar, ficou claro que, mesmo um país preparado para desastres de grandes proporções, como o Japão, ficam de mãos atadas diante da magnitude de um desastre nuclear. Os planos de emergência nuclear e de evacuação falharam em proteger os cidadãos. Por fim, centenas de milhares de pessoas ainda não puderam refazer suas vidas devido à falta de apoio e compensação financeira. O Japão é um dos poucos países onde, por lei, as empresas que operam as plantas nucleares são responsáveis por bancar os custos de um desastre. Na prática, após um ano da tragédia, os afetados pela tragédia continuam desamparados. Os contribuintes japoneses é que terminarão arcando com todos os custos.” Fonte: http://centrodeestudosambientais.wordpress.com/2012/03/11/licoes-de-fukushima-um-ano-depois/

domingo, 18 de dezembro de 2011

Diário Insular volta a confirmar o que já havia sido denunciado em 1981



Armamento Nuclear na Terceira

Há dias alertava, num artigo saído neste jornal, para os perigos que adviriam para todos nós se quem nos governa autorizasse a instalação de armas nucleares no nosso território.

Neste pequeno artigo, irei divulgar algumas das conclusões (só as que nos dizem respeito) de um estudo sobre questões militares da autoria de Alberto santos, doutor em Sociologia, antigo professor no Instituto de Ciências Sociais e Políticas de Lisboa, editado pela Fundação para os Estudos de Defesa Nacional de França, presidida pelo General Enri de Bordas.

A dado passo do seu trabalho, podemos ler:” Na Terceira, os americanos aumentaram consideravelmente o porto da Vila da Praia da Vitória a fim de que pudesse receber os submarinos nucleares Polaris- Poseidon” e mais adiante “... no porto da Vila da Praia da Vitória e ao largo do arquipélago estacionam os submarinos nucleares do tipo Trident e Poseidon”.

Que consequências poderão advir da presença de tais submarinos nas nossas costas?

Pesquisas realizadas pelo centro de estudos tecnológicos do Japão revelaram que a radioactividade subia de 30 a 40% em Okinava quando o navio nuclear norte-americano “Long-Beache” estacionava na base de “White Beache”.

E o que representa este aumento de radioactividade para o meio ambiente, isto é, para o solo, o ar e o mar?

Sabemos que as radiações atómicas atacam as células de todos os seres vivos, plantas, animais, ou o homem, provocando uma série de doenças que poderão ir no caso de um indivíduo, desde uma queimadura de pele até à morte em poucos dias por “doença de radiação”, passando por leucemia ou cancro de pulmão. Sabe-se, também, que, no homem e nos restantes animais, as células mais sensíveis às radiações são as células reprodutoras, que podem sofrer importantes mutações. Isto pode originar o aumento do número de abortos e de partos prematuros, nascimentos de seres defeituosos e até modificações permanentes nas espécies.

A simples presença destes submarinos constitui já de si um perigo para todos nós pois não existem meios quer humanos, quer técnicos que garantam o mínimo de segurança em caso de acidente dos vários engenhos nucleares quer sejam bélicos quer não. Este perigo é agravado se se confirmar a existência de depósitos de armamento nuclear como se pode deduzir do trabalho que venho citando, pois a dado passo, podemos ler: “ ...Outros silos de armas nucleares parecem estar instalados na Base bem como no interior da ilha Terceira”, logo em caso de um conflito nuclear só nos espera a destruição.

Existindo de facto armas nucleares em território português (no passado dia 2, o jornal “A União”, num artigo intitulado “Armas atómicas em Portugal por acordo secreto com os E.U.”, também levantava esta hipótese), tanto os nossos governantes, como os partidos da oposição têm conhecimentto de tal facto sendo, portanto, uma verdadeira hipocrisia quer as declarações que tanta tinta têm feito correr na nossa imprensa, quer os projectos de lei que têm sido apresentados na Assembleia da República.

( Publicado no jornal “Diário Insular”, 4 de Julho de 1981)

domingo, 10 de julho de 2011

O Nuclear continua a matar- Em memória de Fernando Pereira




Fernando Pereira

A 10 de Julho de 1985 foi assassinado pelos Serviços Secretos franceses o fotógrafo português Fernando Pereira, activista do Greenpeace.

Na altura do afundamento do Rainbow Warrior o Greenpeace tentatava desmascarar os E.U.A. e a França em relação aos testes nucleares realizados no Pacífico.

Para saber mais clique aqui e aqui

Fukushima, a pior catástofe da civilização insustrial

Se confirma que Fukushima es la peor catástrofe de la civilización industrial
“Tenemos 20 núcleos expuestos, los tanques de combustible tienen varios núcleos cada uno, es decir, un potencial que hay que liberar 20 veces mayor que el de Chernóbil..."




Hasta ahora dentro de las catástrofes industriales la palma se la llevaba Bhopal, India, por la contaminación química y Chernóbil en la URSS por la contaminación radiactiva.
Ya informamos en boletines anteriores de la opinión de varios científicos que advertían que Fukushima podría ser peor que Chernóbil.
Entre ellos estaban Alexei Yablokov [1]y Chris Busby, del Comité Europeo de Riesgos de Radiación. [2]
Su opinión está siendo confirmada por científicos importantes de Estados Unidos.
Uno de ellos es Arnold Gundersen exvicepresidente de la industria nuclear USA, operador licenciado de reactores con 39 años de experiencia en el diseño de plantas nucleares y en la administración y coordinación de proyectos en 70 plantas de energía nuclear en todo EE.UU. Gundersen ha reconocido que "Fukushima es la peor catástrofe industrial de la historia de la humanidad…”
Sus declaraciones en una reciente entrevista[3] merecen citarse in extenso:
“Fukushima tiene tres reactores nucleares expuestos y cuatro núcleos de combustible expuestos … Probablemente hay el equivalente a 20 núcleos de reactores nucleares que necesitan desesperadamente que los enfríen y no hay medios para enfriarlos efectivamente … El problema es cómo mantenerlos fríos. Están vertiendo agua y el problema es qué van a hacer con el desecho que sale de ese sistema, porque va a contener plutonio y uranio. ¿Dónde van a poner el agua?”
“Ahora los combustibles son una masa informe fundida en el fondo del reactor. TEPCO anunció que tuvieron un ‘melt through’, es decir una fusión en la que el combustible fundido pasa a través del fondo del reactor al medio ambiente. Una fusión del núcleo [meltdown] es cuando el combustible fundido cae al fondo del reactor, y un melt through significa que se ha fundido a través de varias capas. Esa masa informe es increíblemente radiactiva, y ahora hay agua sobre ella. El agua absorbe enormes cantidades de radiación, de modo que se agrega más agua y se generan cientos de miles de toneladas de agua fuertemente radiactiva.”
“Tenemos 20 núcleos expuestos, los tanques de combustible tienen varios núcleos cada uno, es decir, un potencial que hay que liberar 20 veces mayor que el de Chernóbil... Los datos que estoy viendo muestran que estamos encontrando lugares peligrosos más lejos que en el caso de Chernóbil, y la cantidad de radiación en muchos de ellos era la cantidad que llevó a que algunas áreas se declarasen tierra de nadie en Chernóbil. Vemos que se encuentran a 60 y 70 kilómetros del reactor. No se puede limpiar todo eso. Todavía hay jabalíes radiactivos en Alemania, 30 años después de Chernóbil”.
“Volvieron a calcular la cantidad de radiación liberada, pero las noticias no hablan realmente del tema. Los nuevos cálculos muestran que en la primera semana después del accidente, liberaron 2,3 veces tanta radiación como la que pensaron que habían liberado en los primeros 80 días”.
“Estamos descubriendo partículas peligrosas (“hot particles” literalmente partículas calientes) por doquier en Japón, incluso en Tokio … Los científicos las encuentran por todas partes. Durante los últimos 90 días esas partículas peligrosas han seguido cayendo y se están depositando en altas concentraciones. Mucha gente las tiene en los filtros de aire de los motores de los coches. Los filtros de aire radiactivos de coches en la prefectura Fukushima y Tokio son ahora comunes, y también se encuentran filtros de aire radiactivos en la gran área de Seattle de EE.UU.
Las partículas se fijan en los pulmones o en el tracto gastrointestinal y son un irritante constante … Pueden causar cáncer, pero no se pueden medir con un contador Geiger. Evidentemente la gente de Fukushima ha aspirado esas partículas en grandes cantidades. Evidentemente, hay gente en la Costa Oeste superior de EE.UU. que está siendo afectada. Esa área resultó bastante afectada en abril”.
“Las centrales todavía están emitiendo gases radiactivos y una cantidad enorme de líquido radiactivo … Pasará por lo menos un año antes de que deje de hervir, y hasta que deje de hervir estará produciendo vapor y líquidos radiactivos.
La unidad cuatro es la más peligrosa, podría colapsar. Después del terremoto en Sumatra hubo una réplica de 8,6 unos 90 días después, de modo que todavía no estamos a salvo. Y estamos en una situación en la que si pasa algo no existe ciencia para eso, nadie ha imaginado jamás que haya combustible nuclear caliente fuera del tanque. No han encontrado una manera de enfriar las unidades tres y cuatro...
Las unidades de uno a tres tienen desechos nucleares en el fondo, el núcleo fundido,y contienen plutonio que habrá que eliminar del entorno durante cientos de miles de años. Además, tendrán que entrar con robots y conseguir colocarlo en un contenedor para guardarlo infinitamente, y esa tecnología no existe. Nadie sabe cómo recoger el núcleo fundido del suelo, y no existe una solución actualmente para hacerlo.
Ya vemos estroncio en cantidad 250 veces superior a los límites permisibles en el nivel acuífero en Fukushima. Los niveles acuíferos contaminados son increíblemente difíciles de limpiar. Por lo tanto pienso que tendremos un acuífero contaminado en el área de la planta de Fukushima durante mucho, mucho tiempo. Con Three Mile Island y Chernóbil, y ahora con Fukushima, se puede precisar el día y la hora exacta en la que comenzaron, pero nunca terminan”.
Se le ha tachado de catastrofista especialmente cuando dijo que Fukushima era el equivalente de 20 Chernóbil.
Un reciente artículo se ha planteado la cuestión básica: ¿cuál es la cantidad de combustible en Fukushima Daichi pendiente de dilución en la atmósfera, las aguas subterráneas y el mar?
Buena pregunta.
Según Associated Press[4], la cantidad de combustible en Fukushima sería 3.400 toneladas de combustible gastado en las piscinas de almacenamiento y lo que queda de las 877 toneladas de combustible en los corazones de los reactores activos. Es decir, un total de 4.277 toneladas de combustible. En comparación, había 30 toneladas en los EE.UU. de Three Mile Island en 1979 y 180 toneladas de Chernóbil en 1986.
Así que Arnie Gundersen se quedó corto. Según estos datos Fukushima sería 24 veces Chernóbil. Peor aun porque que aquí hay más plutonio ya que una de las centrales funcionaba con combustible MOX que es plutonio + uranio y en Chernóbil no.
El plutonio es el elemento artificial mas tóxico que existe. Se produce como desecho de las centrales pero fue durante más de 18 años el único objetivo de la industria nuclear para fabricar bombas atómicas.
En su último comunicado en vídeo habla de las partículas calientes.
En la imagen[5] a la derecha incluye la foto de microscopía electrónica que constituyó la portada del libro de ECRR. La foto muestra una partícula de plutonio incluida en un tejido pulmonar irradiándolo.
El experto nuclear Arnie Gundersen señala que las partículas radiactivas viajaron de Japón a Seattle y que los residentes de Seattle respiraron en un promedio de 5 "partículas calientes" en un día de abril.
Recuerda que estas partículas son prácticamente indetectables cuando se inhalan o se ingieren.
Recientemente Arnie Gundersen fue invitado a hablar durante 5 minutos en una reunión especial del Comité Asesor sobre Salvaguardas del reactor (Advisory Committee on Reactor Safeguards ACRS) .
El jueves 26 de mayo de 2011 la Comisión Reguladora Nuclear (Nuclear Regulatory Commission NRC) organizó este encuentro sobre el estado actual de Fukushima[6]
Arnie Gundersen habló sobre las lecciones que deberán aprenderse de los accidentes de Fukushima en lo que respecta a la capacidad de contención de los reactores, un tema que ha estado estudiando desde el año 1972. Los reactores son del mismo tipo que los reactores de agua en ebullición (23 Mark 1 BWR) de EE.UU.
Gundersen fue el primer ingeniero que advirtió, ya en 1974, a la Comisión Reguladora Nuclear, NRC, sobre los riesgos de los actuales sistemas de aislamiento. Pero la NRC ha mantenido constantemente en todos sus cálculos y revisiones que hay una probabilidad cero de un fallo en la contención de fugas.
Durante años, en testimonios y en correspondencia, Gundersen ha disputado esta afirmación de la NRC. Los sucesos de Fukushima han demostrado que tenía razón. Las explosiones en Fukushima muestran que la contención puede perder su integridad y liberar enormes cantidades de radiación, como Gundersen ha estado diciendo a la NRC desde hace muchos años.

La Comisión Reguladora de la Energía Nuclear de Estados Unidos (conocida en inglés como NRC) acaba de ser denunciada por su colaboración con la industria de la energía nuclear para debilitar los estándares de seguridad, de modo que los viejos reactores pudieran seguir cumpliendo con la normativa[7].
El año pasado, la NRC redujo el margen de seguridad para casos de daño aceptable por radiación en vasijas de los reactores. El informe revela que en 48 de las 65 plantas nucleares comerciales estadounidenses hubo filtraciones de tritio radiactivo a las aguas subterráneas, a través de tuberías corroídas. Las filtraciones producidas en al menos 37 de esas instalaciones contenían concentraciones que superaban el límite impuesto por las autoridades federales para el agua potable, en ocasiones superando dicho límite en cientos de veces[8].
Es importante recordar que el accidente del reactor de Fukushima se produjo el 11 de marzo y que su vida había sido prolongada 10 años suplementarios por la NISA (agencia de seguridad nuclear e industrial de Japón)[9].
Y ten en cuenta que eso es lo mismo que el gobierno pretende hacer en España con su parque de centrales nucleares decrépitas.
Referencias
[1] Boletín 111 Según el Dr. Alexey Yablokov, miembro de la Academia Rusa de Ciencias, el accidente de Japón podría ser peor que Chernóbil. http://www.amcmh.org/PagAMC/downloads/ads111.htm
[2] Boletín 112. 3 científicos predicen que Japón se convertirá en el mayor accidente nuclear de la historia y que la energía nuclear está acabada.[3 VIDEOS] Alfredo Embid
http://www.amcmh.org/PagAMC/downloads/ads112.htm
[3] Fukushima: Es mucho peor de lo que se imagina. Dahr Jamail Al-Jazeera.http://english.aljazeera.net/indepth/features/2011/06/201161664828302638.htmlTraducido del inglés para Rebelión por Germán Leyens.http://www.rebelion.org/noticia.php?id=130713
[4] http://blog.alexanderhiggins.com/2011/06/16/scientific-experts-fukushima-potentially-worse-20-chernobyl-governments-hiding-truth-28221/
[5] https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiLezUMc-R6gnnrTnGVYaA9tJl4all8sEgRaaMUIBxrhksJaTkk7SVyub7iaqklIF67iJTMNckYyVT5OAT4GbBaxHH7psUgRFW1PcmmtL9XrUiMtWZkD8lAgwPZEogsHNQIQR0TeVhgzg/s1600/019-290x217.jpg
[6] Fukushima Predicted: Regulatory Commission was Warned for Years . Arnie Gundersen Junio 5, 2011 GRTVhttp://tv.globalresearch.ca/2011/06/fukushima-predicted-regulatory-commission-was-warned-years
[7] Denuncia de la serie especial “Aging Nukes” (Plantas nucleares envejecidas), de la agencia de noticias Associated Press.
[8] Un nuevo informe revela que la Comisión Reguladora de la Energía Nuclear actuó en connivencia con la industria para debilitar los estándares de seguridad
http://www.democracynow.org/2011/6/24/new_expos_reveals_nuclear_regulatory_commission
[9] http://fukushimaleaks.wordpress.com/
http://www.amcmh.org/pagamc/downloads/ads127.htm

Fonte:www.kaosenlared.net/noticia/confirma-fukushima-peor-catastrofe-civilizacion-industrial

terça-feira, 26 de abril de 2011

No 25º Aniversário de Chernobil


Não à Energia Nuclear
O recente acidente nuclear ocorrido no Japão veio, uma vez mais, colocar na ordem do dia a necessidade do abandono da energia nuclear de fissão para a produção de electricidade.
Ao contrário do que diz a propaganda pro-nuclear, a energia nuclear para além de não ser a solução alternativa ao petróleo, também contribui para o aumento do efeito de estufa, é cara para os contribuintes porque em todo o mundo é fortemente subsidiada pelos Estados, cria poucos empregos quando comparada com algumas fontes renováveis e não é segura, quer face a catástrofes naturais quer a eventuais ataques terroristas.
Para além do mencionado, se o que se pretende é uma sociedade mais limpa, justa, pacífica e verdadeiramente democrática, não podemos aceitar a opção por esta fonte de energética pois a energia nuclear é anti-democrática. Com efeito, dados os riscos e os negócios envolvidos, a indústria nuclear é por natureza secreta e pouco transparente.
Esperando que os impactos negativos para as pessoas e para o ambiente do acidente ocorrido no Japão não atinjam os níveis dos de Chernobil, reafirmamos a nossa recusa à fissão nuclear e a nossa opção pelo uso racional da energia e pelas fontes de produção de electricidade renováveis e descentralizadas.

Açores, 26 de Abril de 2011

Colectivo Açoriano de Ecologia Social

e

Teófilo José Soares de Braga, Nélia Maria Torres Melo, Maria João Bettencourt, Helena Maria Massa Flor Franco Carreiro, Paulo Alexandre Vieira Borges, Daniel da Silva Gonçalves, Mónica Azevedo, José Augusto Lima Bettencourt Correia, Lúcia Maria Oliveira Ventura, Maria do Carmo Barreto, Almerinda Ferraz Cabral Valente, Patrícia Fraga, Ana Teresa Simões, Miguel Fontes Cabral, Mário Furtado, Catia Benedetti, Marc-Ange Graff, Maria Antónia Guedes, Artur Gil, Paula Cristina Vieira Tavares, Marta Ardesi, Catarina Goulart Furtado, Emanuel Jorge Rocha Machado, António Humberto Serpa, José Andrade Melo, Joana Augusto Gil Morais Sarmento, Paula Alexandra Silva Costa, Mário Belo Maciel, Rosa Adanjo Correia, Amélia Tavares, Costanza Cambi, Manuel Jorge da Silva Gil Lobão, Fátima Maria Ferreira Pinho Botelho, David Martínez Santos, Luís Manuel Cordeiro Garcia, Luís Manuel Álvares Noronha Botelho, Maria João Guerreiro Oliveira, Rui Soares Alcântara, Ana Paula Cordeiro de Sousa, Eusébio Couto, António Ferreira Baptista, Luís Humberto da Câmara Serpa, João Carlos Pacheco, Lubélia de Fátima Travassos, Graça Silva, Armando B. Mendes, Sandrina Miranda, Julia Bentz, Joana Duarte Rodrigues Pereira, Jorge Manuel S Cardoso, Gilda Conceição M Pontes, Luís Gonzaga Furtado Paiva, Andrea Fernandes Simões Ribeiro, Rita Patrícia Magalhães Norberto, José Ricardo Gouveia e Freitas de Carvalho Vaz, George Hayes, Maria Gabriela Serra Medeiros Oliveira, Bruno Helder P Couto, Victor Medina, Zuraida Maria de Almeida Soares, Adriano Corvelo Pacheco, Carla Oliveira, Cláudia Margarida Barbosa, Sílvia Cabral, Orlando Guerreiro, Cassilda Pascoal, Álvaro A. Gancho Borralho, Laia Sanz Carbonell, Dário Fernando do Couto da Silva, José Bettencourt Costa e Silva, Diogo Caetano, Pedro Milhomens, Gabriela Clara Quental Mota Vieira, Paula Oliveira Almeida, Irene de Jesus Andrade, Paula Curi Garnett Melo, Irene Margarida Magalhães Andrade Melo, Deodato José Magalhães Andrade Melo, Mariana Sousa Carvalho, Alexandra Manes, João Manes, Emília Soares, Filipe de Chantal Borges Sancho, Maria Eugénia da Costa Lamas da Silveira, Maria Amélia Ferreira Torres Medeiros, António José Melo Pacheco, Maria José Vasconcelos, Lúcia C.C. Couto, Vitor Estrela,Tânia Vanessa Braga Lima, Maria Helena Câmara, Paulo Roberto de Medeiros Garcia, Cláudia Emanuela Vieira Tavares, Maria Amélia Torres Medeiros, Maria Filomena Alves Ramos, Raimundo Quintal, Simão Faria Wellenkamp de Carvalho Vaz, António Eduardo Soares de Sousa, Maria Margarida Soares de Sousa, Lúcia Arruda, Miguel Franco Wallenstein Teixeira, Rita Patuleia Pereira Bernardino, Gonçalo de Portugal, Bárbara Pereira Bernardino, Constança Quaresma, Leonor Quaresma, Judite Fernandes, José Manuel Rodrigues Barreto, Fátima Ramos, Raquel Ramos, Maria José Milheiro, Sofia Cassiano de Medeiros, Lara Kloosterboer de Vasconcelos e Sousa de Figueiredo, Ana Lúcia Faria Natividade, Maria Clara Almeida Barros Queiroz e Bruno Domingues da Ponte.



25 Anos após o Acidente de Chernobil

Quercus exige o encerramento de Almaraz e a aposta na poupança e em novas alternativas energéticas

No dia 26 de Abril faz 25 anos que ocorreu o acidente na central nuclear de Chernobil, na Ucrânia, que em 1986 fazia parte da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, URSS. Já em 1979 tinha existido um acidente grave na central nuclear de Three Mile Island nos Estados Unidos da América, EUA, e neste momento ainda não se conhece a dimensão real do acidente da central nuclear de Fukoshima no Japão, sendo contudo já certo que este terá sido um dos mais graves da história. Temos assim os três maiores acidentes nucleares em três dos países mais avançados nas tecnologias da indústria nuclear e é importante pois, reflectir sobre os problemas de segurança inerentes a este tipo de centrais.

Energia nuclear contrária ao princípio da precaução

Em Portugal tem existido um consenso sobre a não construção de centrais nucleares - Há 35 anos atrás, a população de Ferrel marchou contra a construção da primeira central nuclear em Portugal e estabeleceu um marco na rejeição do nuclear. É importante que o nosso país continue a seguir o princípio da precaução. Este princípio, que está na base das estratégias e políticas do desenvolvimento sustentável, aconselha-nos a agir de maneira a evitar danos potencialmente catastróficos ou irreversíveis para o ambiente e para a saúde humana, ainda que não tenhamos todos os dados em cima da mesa para aferir a gravidade da situação. Em suma, o princípio da precaução leva-nos a agir antecipadamente quando existem sinais claros da possibilidade de ocorrência de um problema, ainda que não tenhamos toda a informação ou toda a certeza sobre o mesmo.

A opção pela fissão nuclear é contrária a este princípio e põe em causa a norma ética da equidade intra e inter-geracional, sendo que à luz dos actuais conhecimentos não é uma solução energética aceitável, quer do ponto de vista dos seus impactes no ambiente, quer na saúde humana.

Um ciclo pouco virtuoso

É fundamental olhar para o nuclear como um todo: os problemas estão no início do ciclo, nas explorações de urânio que causam problemas ambientais e de saúde graves em todo o mundo. Em Portugal várias décadas após o fim da exploração deste minério, sobretudo na zona centro do país, os problemas não foram completamente diagnosticados e por isso estão ainda longe de estar resolvidos. Existem mais de quarenta minas abandonadas que continuam a poluir a água e os solos e a afectar as populações vizinhas.

No final do ciclo também ainda não se conhece um destino estável e seguro a dar aos resíduos nucleares, que se mantêm potencialmente nocivos durante muitos anos, sendo que alguns elementos mantêm a sua radioactividade durante milhares de anos.

O fabrico de bombas atómicas e de armas contendo urânio está também intimamente associado à energia nuclear e é um perigo que continua a pairar sobre a humanidade e o planeta Terra, sendo urgente a eliminação de todo este tipo de armamento para um mundo de paz.

O marco dos 25 anos após Chernobil

Na semana dos 25 anos do acidente de Chernobil, a Quercus ANCN promove, em parceria com o MUNN, Movimento Urânio em Nisa Não (MUNN) e a AZU, Associação de Ambiente em Zonas Uraníferas, um debate sobre as alternativas ao nuclear, a exploração de urânio em Portugal e o encerramento das centrais nucleares em Espanha, especificamente a de Almaraz, junto ao Tejo, a 100km de Portugal, que já ultrapassou o período previsto de funcionamento e, não obstante, viu há alguns meses prolongado em 10 anos o seu período de actividade.

A iniciativa, que decorrerá no dia 29 de Abril, consistirá na exibição no cine-teatro de Nisa, pelas 21h00, do documentário “Energias sem fim”, sobre a situação das energias alternativas em Portugal, seguida de um debate. O debate contará com as presenças de:
- António Eloy, CEEETA, Centro de Estudos em Economia da Energia, dos Transportes e do Ambiente
- António Minhoto, Presidente da AZU;
- Gabriela Tsukamoto, Presidente Município de Nisa;
- Nuno Sequeira, Presidente da Direcção Nacional da Quercus;
- Paca Blanco Diaz, Plataforma Antinuclear Cerrar Almaraz;
- Paco Castejón, especialista em energia nuclear;
- Paulo Bagulho, Movimento Urânio em Nisa Não.

As propostas da Quercus

Há muitos anos que a Quercus defende que a aposta deve ser na poupança energética e no uso mais eficiente da energia. Esta é a estratégia mais barata e mais rápida para atingir os objectivos desejados – diminuir a importação de petróleo, gás natural e carvão e reduzir a emissão de gases com efeito de estufa.

Em complemento é ainda fundamental apostar nas energias renováveis, as únicas que são inesgotáveis e gratuitas, bastando apenas desenvolver as tecnologias para as podermos aproveitar, com a vantagem de o podermos fazer de forma descentralizada.

Lisboa, 25 de Abril de 2011

A Direcção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

quinta-feira, 14 de abril de 2011

A propósito da Energia Nuclear



Com os pés na terra... (1): A Propósito da Energia Nuclear
“Quando você ouvir ‘não há perigo imediato’ [de radiação nuclear] então é hora de correr para o mais longe e o mais rápido que você puder” (Alexey Yablokov)

1- Reencontro
No final da década de oitenta do século passado, era professor do quadro de nomeação definitiva da Escola Secundária Antero de Quental, em Ponta Delgada, quando na primeira aula da disciplina de Ciências Físico-Químicas, aula de apresentação, verifico que tenho, entre os meus alunos, uma jovem japonesa.
Ávida por conhecer São Miguel, a Nao Makino calcorreou comigo alguns dos recantos mais belos da nossa ilha, participando no projecto “Conhecer para Proteger”, iniciativa do então Núcleo dos Açores dos Amigos da Terra - Associação Portuguesa de Ecologistas, do qual era um dos dinamizadores.
Perdido o contacto, durante cerca de três décadas, através de uma conhecida rede social da Internet, voltei a ter notícias da Nao Makino por ocasião do sismo e do tsunami a ele associado, ocorridos no passado dia 11 de Março, no Japão, e do acidente nuclear com as centrais nucleares japonesas.

2- O Lixo Nuclear
Uma solução segura para o depósito final dos resíduos radioactivos gerados pelas centrais nucleares continua à espera de ser encontrado por mais engenhosas que sejam as alternativas propostas.
Sobre este assunto, vale a pena recordar que antes da Convenção Internacional de Londres ter aprovado, em finais de 1993, uma interdição total da imersão de resíduos radioactivos nos mares, a 600 milhas do nosso arquipélago existiam sete “cemitérios” onde eram lançados os resíduos radioactivos da laboração de 40 centrais nucleares europeias.
Em 1982, o Governo Regional dos Açores e a maioria dos partidos políticos com actividade na Região tomaram posição contra os lançamentos de resíduos no Oceano Atlântico, a 600 milhas do nosso arquipélago, posição que não foi seguida pelo governo central que não tomou qualquer posição sobre o assunto.
Em 1983, face ao previsto lançamento de resíduos nucleares na “Fossa do Atlântico”, por parte de Grã-Bretanha, como forma de protesto, na Terceira, foi lançado lixo no cemitério dos ingleses. Curiosamente o anunciado lançamento foi adiado devido ao boicote ao carregamento dos contentores feito pelos estivadores filiados em diversos sindicatos britânicos.

3- A Segurança
A 26 de Abril de 1986, na Ucrânia, então integrada na ex- União Soviética, terá ocorrido o maior acidente da história da energia nuclear cujas consequências nunca serão conhecidas do público pois são muito poderosos os defensores e quem beneficia com os lucros gerados pelas centrais nucleares. A título de exemplo, a que devia ser neutra ONU aponta como consequência do acidente 57 mortes directas e 4 mil casos de cancro, enquanto os Físicos Internacionais para a prevenção da guerra nuclear estimam que mais de 10 mil pessoas sofreram cancro da tiróide e mais outros 50 mil poderão vir a sofrer do mesmo problema (John Vidal, The Guardian).
Um acidente como o de Chernobil poderia ter acontecido?
Claro que não, na Pátria do Comunismo, ou melhor dizendo na do Capitalismo de Estado, tudo estava sob controlo. Leiam, o que escrevia Nikolai Tikhonov, chefe do governo soviético, em 1983: “As modernas centrais eléctricas atómicas soviéticas são as mais inofensivas do ponto de vista ecológico: o problema da defesa contra a radiação, na URSS já foi resolvido…. Graças aos sistemas de protecção de várias etapas, mesmo no caso de um desastre na central, não haverá fuga de radiações”.
No site da energia nuclear - um bem para todos -(http://energianuclear.comli.com/Home.html), lemos muito recentemente que depois de Chernobil, já não havia razões para não se apostar naquela forma de produzir electricidade “pois se as medidas de segurança forem seguidas o risco de acidente é nulo”. Como se pode constatar através do ocorrido com as centrais nucleares do Japão, tal facto continua a ser uma miragem.

Autor: Teófilo Braga
13 Abril 2011
Fonte: Correio dos Açores

domingo, 27 de março de 2011



NISA, LISBOA, PORTO, AÇORES

27 DE MARÇO DE 2011

32 ANOS APÓS ACIDENTE DE THREE MILE ISLAND

CONCENTRAÇÃO EM ALMARAZ EXIGE ENCERRAMENTO DE CENTRAL NUCLEAR

No próximo dia 28 de Março cumprem-se 32 anos do acidente de Three Mile Island (TMI), em Harrisburg, nos EUA. Uma fusão parcial do reactor provocou grandes emissões de gases radioactivos para a atmosfera, as quais nunca foram quantificadas, nem analisados os seus efeitos na população. Os efeitos do acidente de Fukushima Daichii, com a situação ainda longe de ser resolvida, superam largamente os de TMI. Para assinalar a data, várias centenas de espanhóis e portugueses concentraram-se este Domingo em Almaraz, para exigir o encerramento da central nuclear a 100 km da fronteira portuguesa.

O ACIDENTE DE THREE MILE ISLAND

O reactor TMI-2 sofreu graves danos e uma emissão de gases radioactivos que afectou cerca de 25 mil pessoas. Foi classificado como nível 5 na escala INES. O acidente de TMI começa com uma falha do circuito secundário, que resultou num aumento da temperatura do reactor. Nesse momento, um operador tomou uma decisão errada e introduziu grandes quantidades de água fria no circuito primário de refrigeração, na tentativa de baixar a temperatura. Contudo, esta água ferveu, formando borbulhas de vapor.
Além disso produziu-se hidrogénio, tal como em Fukushima, que foi necessário ventilar para evitar uma explosão dentro da contenção. Esta ventilação deu lugar a uma nuvem radioactiva. Não foi possível evitar uma fusão do núcleo e foi necessário lançar água e areia para o seu interior. Ainda que esta sequência de acontecimentos fosse improvável, ela acabou por produzir-se, com efeitos catastróficos.

SITUAÇÃO EM FUKUSHIMA É MUITO GRAVE

32 anos depois, o acidente de Fukushima já provocou, pelo menos, uma fusão parcial de três reactores (números 1, 2 e 3) e emissões procedentes da piscina de combustível usado do reactor número 4. As emissões de trítio, iodo e césio já superam - e continuam a aumentar - em várias vezes a magnitude da catástrofe da central norte-americana e, consoante as estimativas, alcançam níveis entre 10% a 50% das emissões de Chernobil (Ucrânia). Hoje foi detectada radioactividade 10 milhões de vezes acima do limite na água junto ao reactor.
A radioactividade medida na água e no leite em mais de três vezes os níveis permitidos, num raio de 40 km da central. Os legumes apresentam concentrações radioactivas cerca de 30 vezes acima do permitido, sendo que nalguns pontos foram encontradas concentrações de césio-137 3 000 vezes acima dos valores permitidos. Isto é grave, dado que a vida média deste isótopo é de 30 anos, o que significa que tardará cerca de 300 anos a desaparecer. Além disso, a situação torna imprescindível o controlo de peixe e moluscos, dado que a água contaminada pela refrigeração dos reactores escoou para o mar. Como se tudo isto fosse pouco, foi detectada contaminação radioactiva em cinco estações de tratamento de água em Tóquio e existe a preocupação na Coreia e China de que a nuvem transporte quantidades significativas de radioactividade para estes países.
As Nações Unidas consideram que a evolução da situação é imprevisível e que esta crise nuclear deverá prolongar-se por alguns meses. Vários especialistas já classificaram o acidente de Fukushima no nível 7 da INES, o mesmo que Chernobil e o máximo da escala.

PROTESTO EXIGE ENCERRAMENTO DE CENTRAL NUCLEAR DE ALMARAZ, A 100 KM DA FRONTEIRA

A indústria nuclear anuncia, à semelhança do que fez em acidentes anteriores, que aprenderá com os erros e os corrigirá para que as centrais sejam mais seguras. Vários acidentes se sucederam desde então e o lobby pró-nuclear ainda não percebeu a questão central - que a segurança absoluta não existe e que determinados acontecimentos, por mais improváveis que sejam, acabam por produzir-se.
A pergunta que deve fazer-se não apenas à indústria nuclear, mas a toda a sociedade é: se podemos prescindir da energia nuclear, porquê continuar a manter este imenso perigo? A associação espanhola Ecologistas en Acción elaborou uma proposta de geração de energia eléctrica para 2020, na qual é demonstrado como se pode prescindir da energia nuclear e do carvão, mantendo coberta a procura, de forma ininterrupta, ao longo de todo o ano. Desta forma, poderia libertar-se a Península Ibérica do risco que constitui o funcionamento dos 8 reactores nucleares, eliminando a possibilidade de desastres com o de Fukushima, no Japão.
Para assinalar o aniversário do acidente de Three Mile Island, decorreram hoje acções de protesto junto das centrais nucleares de Garoña y Almaraz. Vários portugueses juntaram-se à concentração de mais de 300 pessoas em Almaraz, para exigir o fim da ameaça que constitui a presença para de reactores nucleares na Península Ibérica. A principal preocupação centra-se no reactor de Almaraz, a 100 km da fronteira, embora um acidente em qualquer central Ibérica (ou mesmo noutros pontos da Europa) possa resultar em impactos muito graves no território português.


Para mais informações:

AZU - José Moura: (+351) 932039759
Ecologistas en Acción - Javier González (Área de Energía): (+34) 679 27 99 31
Francisco Castejón (Campaña Antinuclear): (+34) 639 10 42 33
GAIA - Gualter Barbas Baptista: (+351) 919090807
Quercus - Susana Fonseca: (+351) 937788471

sexta-feira, 18 de março de 2011

Não à Energia Nuclear em todo o mundo


A tragédia do Japão despertou a solidariedade de todo o mundo pela perda de milhares de vidas humanas e de vastas regiões e cidades daquele país devido ao terramoto de grau 9 e ao posterior tsunami que arrasou com partes significativas do território japonês. As redes, organizações e pessoas abaixo assinadas querem exprimir em primeiro lugar as suas mais profundas condolências ao povo japonês e dar a conhecer a sua dor partilhada e solidariedade pela emergência humanitária provocada por este desastre.

Ao mesmo tempo é altamente preocupante o impacto que o desastre natural causou na central nuclear de Fukushima, provocando explosões, o que levou a uma situação de grave risco por causa da libertação de material radioactivo, situação que pode piorar se os elementos do núcleo desta instalação se fusionam por sobreaquecimento. Também estão em perigo outras duas instalações nucleares em situação de risco em Onagawa e Tokai. O governo japonês viu-se obrigado a apagar pelo menos 11 centrais nucleares com o objectivo de prevenir mais desastres, o que deixou mais de 6 milhões de pessoas sem abastecimento de electricidade. 200.000 pessoas já foram evacuadas para prevenir uma possível exposição aos efeitos nocivos de um acidente nuclear e já se estão a tomar medidas de saúde pública com a população exposta.

Esta trágica situação alerta-nos UMA VEZ MAIS sobre o enorme perigo que significam as instalações nucleares para a sobrevivência e segurança do planeta e recordam-nos a resistência de activistas japoneses que há 40 anos se negaram à construção destas instalações. Hoje o mundo está a mudar, não só pelos riscos de desastres naturais mas também pelos riscos a que estamos sujeitos pelos impactos da mudança climática que produziu grandes inundações, deslizamentos e alterações severas na habitabilidade do planeta, como as derrocadas no Rio de Janeiro que há pouco tempo ameaçaram centrais nucleares instaladas na zona que tiveram de ser paradas até que a situação se estabilize. Esta vulnerabilidade global deve ser considerada adicionalmente, mas sobretudo devemos ser conscientes de que a tecnologia e o dinheiro não salvarão vidas uma vez que as tragédias se produzem.

A crise climática e a necessidade de energia deram lugar a que sobretudo as grandes corporações e os países desenvolvidos falem da energia nuclear como energia alternativa limpa e sustentável. Os próprios projectos do Banco Mundial sobre energia consideram-na como uma importante possibilidade assim como as grandes hidroeléctricas. Cada vez se torna mais claro que estas são falsas soluções que só aumentam o perigo e a vulnerabilidade da humanidade face às mudanças globais.
Está-se a propor a energia nuclear como uma fonte de energia alternativa e "limpa" nas negociações de mudança climática, mas está demonstrado que pode ficar fora de controlo tanto técnico como humano e afectar milhões de pessoas e em particular as próximas gerações pelo seu potencial efeito nocivo sobre a vida. Os Fóruns Multilaterais como o Processo Rio+20, o processo da Convenção do Clima, os fóruns relacionados com energia alternativa e outros devem considerar muito seriamente o uso da energia nuclear pela sua perigosidade.

Pedimos também aos governos que escutem as vozes da sociedade civil de todo o mundo que manifestou a sua oposição às falsas soluções, que escutem os seus povos.
Exigimos que os governos se concentrem em garantir a sobrevivência, o direito à habitabilidade, o direito à saúde e à soberania alimentar de milhões de pessoas no mundo, em vez de debilitar as condições no planeta cumprindo mandatos do capital.
Exigimos e reclamamos em todo o mundo que se proceda ao desmantelamento das centrais nucleares, que se procurem verdadeiras soluções para os povos e que no caminho se apliquem todas as precauções para evitar danos que tenhamos que lamentar. Chernobil, Fukushima são alertas que devem obrigar os governos a deixar de insistir em continuar a promover estes projectos. A energia nuclear para abastecimento de energia e ainda mais com fins bélicos deve parar.

Os negócios não nos interessam, o que nos interessa é a vida e a segurança da população, e não aumentar a sua vulnerabilidade.

CHERNOBIL E FUKUSHIMA SÃO SUFICIENTES!
NÃO À ENERGIA NUCLEAR!

REDES - AMIGOS DE LA TIERRA - Uruguay
FUNDACION SOLON - Bolivia
ECOLOGISTAS EN ACCION - España
BLUE PLANET PROJECT - Canadá
TWN (La RED DEL TERCER MUNDO) -
FoEM FRIENDS OF THE EARTH - Malaysia
CONSUMERS ASSOCIATION OF PENANG, Malasia
PLATAFORMA BOLIVIANA DE ACCION SOBRE EL CAMBIO CLIMATICO
COLECTIVO VIENTOSUR - Chile
HIJOS DEL MONTE, FRENTE NACIONAL CAMPESINO - Argentina
FOCO - Foro Ciudadano de Participación por la Justicia y los Derechos Humanos - Argentina
FEDAEPS - Ecuador
MOCICC (Movimiento Ciudadano Frente al Cambio Climático) - Perú
COMDA (Coalición de Organizaciones Mexicanas por el Derecho al Agua)
FOCUS ON THE GLOBAL SOUTH
ALIANZA SOCIAL CONTINENTAL
SUSTAINABLE ENERGY AND ECONOMY NETWORK (SEEN) - USA
IPS (Institute for Policy Studies) - USA
FUNDACION ECOSUR -Patagonia Chile
FUNDACION TERRAM - Chile
ASAMBLEA CIUDADANA POR LA VIDA de Chilecito, La Rioja -Argentina
Coordinadora por la defensa del agua y la vida. Provincia de El Loa
Asociación Colectivo Poder y Desarrollo Local - Guatemala
Asociación Vidas Verdes - Perú
GREENPEACE - México
GREENPEACE - Argentina
JUBILEO SUR
ACCION ECOLOGICA
OILWATCH - SUDAMERICA
OTROS MUNDOS A.C. - Amig@s de la Tierra México
GAIA - Portugal

quinta-feira, 17 de março de 2011

Não à Energia Nuclear


O recente acidente nuclear ocorrido no Japão veio, uma vez mais, colocar na ordem do dia a necessidade do abandono da energia nuclear de fissão para a produção de electricidade.
Ao contrário do que diz a propaganda pro-nuclear, a energia nuclear para além de não ser a solução alternativa ao petróleo, também contribui para o aumento do efeito de estufa, é cara para os contribuintes porque em todo o mundo é fortemente subsidiada pelos Estados, cria poucos empregos quando comparada com algumas fontes renováveis e não é segura, quer face a catástrofes naturais quer a eventuais ataques terroristas.
Para além do mencionado, se o que se pretende é uma sociedade mais limpa, justa, pacífica e verdadeiramente democrática, não podemos aceitar a opção por esta fonte de energética pois a energia nuclear é anti-democrática. Com efeito, dados os riscos e os negócios envolvidos, a indústria nuclear é por natureza secreta e pouco transparente.
Esperando que os impactos negativos para as pessoas e para o ambiente do acidente ocorrido no Japão não atinjam os níveis dos de Chernobil, reafirmamos a nossa recusa à fissão nuclear e a nossa opção pelo uso racional da energia e pelas fontes de produção de electricidade renováveis e descentralizadas.

Açores, 16 de Março de 2011

(texto divulgado com 56 susbcrições)

Para subcrever este texto envie um e-mail para terralivreacores@gmail.com, indicando o nome completo e a ilha de residência

quarta-feira, 16 de março de 2011

35 anos depois de Ferrel, Península Ibérica exige o fim da energia nuclear


Há 35 anos atrás, a população de Ferrel marchou contra a construção da primeira central nuclear em Portugal e estabeleceu um marco na rejeição do nuclear em Portugal. Também em Espanha, nos anos 70, fortes mobilizações anti-nucleares conseguiram impedir 10 dos 25 projectos planeados. Contudo, o acidente de Fukushima veio relembrar que os perigos da energia nuclear não conhecem fronteiras. Organizações portuguesas e espanholas reclamam agora o encerramento de todas as centrais nucleares em Espanha.

A situação nuclear no Japão

No passado dia 11 de Março, o Japão foi devastado por um sismo de magnitude 9,0 graus na escala de Richter e consequente tsunami. Para além da significativa perda de vidas humanas e de bens, as consequências podem ser ainda mais graves devido a problemas registados nas centrais nucleares.Esta situação expõe as fragilidades e os riscos associados ao uso da energia nuclear de fissão, não obstante o enorme investimento feito em segurança e o discurso tecnocrata de que tudo é controlável.
Vários especialistas consideram já este como o segundo maior incidente nuclear da história e não excluem a hipótese de ultrapassar a gravidade de Chernobil. Há neste momento vários reactores em risco de fusão do núcleo e já ocorreram várias fugas de compostos altamente radioactivas. Uma catástrofe ecológica e social é, neste momento, uma forte possibilidade. A gravidade da catástrofe, não só para o Japão, como também para os países vizinhos, será ditada pelo que se venha a passar com os reactores (que continuam a constituir uma incógnita para os especialistas), bem como pela direcção dos ventos que transportam as nuvens radioactivas.

Portugal disse não ao nuclear em Ferrel, há 35 anos
Em 1976 ainda não tinham ocorrido os acidentes nucleares mais graves da história: Three Mile Island (1979), Chernobyl (1986) e Fukushima (2011). Tal não impediu a população de Ferrel (localidade situada numa zona de sismicidade elevada, no concelho de Peniche) de marchar contra a construção de uma central nuclear na sua terra, a 15 de Março de 1976.
Também em Espanha se geraram fortes mobilizações anti-nucleares em Espanha, que conseguiram impedir a construção de 15 centrais nucleares no território espanhol. Como resultado, apenas entraram em funcionamento 10 reactores nucleares dos 25 planeados. Destes dez, um deles foi encerrado após o acidente de Vandellós em 1979 e a de Zorita encerrou em Junho de 2004.
35 anos depois, é tempo de reavaliar as unidades que se construiram por toda a Europa e, em particular na Península Ibérica, onde Espanha conta com 6 centrais nucleares (8 reactores) em operação, duas delas (Sta. María Garoña, perto de Burgos e Cofrentes, perto de Valência), utilizando a mesma tecnologia (BWR) que a central de Fukushima. A Central Nuclear de Almaraz, junto ao Tejo e a 100km da fronteira portuguesa, já ultrapassou o período previsto de funcionamento e há alguns meses foi decidido prolongar em 10 anos o seu período de actividade. Este é mais um factor de preocupação para Espanha e para Portugal. Em caso de um grave acidente nuclear, os impactos dificilmente ficarão contidos nas fronteiras espanholas.

Pedimos o encerramento faseado das centrais nucleares espanholas

A energia nuclear é prescindível em Espanha, dado que este país exporta energia eléctrica a todos os seus países vizinhos, incluindo França. A electricidade produzida pelas nucleares pode substituir-se por medidas de poupança e eficiência e por um forte apoio às energias renováveis. Desta forma poderia libertar-se a Península Ibérica do risco que constitui o funcionamento do 8 reactores nucleares, eliminando a possibilidade de desastres com o de Fukushima, no Japão.
Além do mais, evita-se a necessidade de gestão de resíduos radioactivos que venham a ser produzidos. Actualmente há cerca de 3500 toneladas de resíduos de alta actividade, que chegariam a 7000 Tm. Com o encerramento faseado das nucleares, o volume de resíduos nucleares seria convenientemente reduzido.
Se queremos uma sociedade sustentável, não podemos apostar em formas de produzir energia que possam pôr em causa as gerações presentes e as futuras, seja através da exploração do urânio, da ocorrência de acidentes ou através do legado futuro em termos de desmantelamento e deposição final dos resíduos nucleares.
Esperamos que a situação se resolva sem danos significativos para as pessoas e para o ambiente, mas o aviso é claro e não pode deixar de ser ouvido por todos aqueles que desejam uma sociedade sustentável e com futuro. As organizações subscritoras deste comunicado, apelam, por isso, ao encerramento de todas as centrais nucleares em Espanha.

terça-feira, 15 de março de 2011

NUCLEAR EM PORTUGAL? NÃO, MAIS DO QUE NUNCA


A propósito do acidente nuclear de Fukushima, no Japão

À enorme tragédia que já era o sismo e tsunami ocorrido há poucos
dias no Japão, veio somar-se a perigosa situação desencadeada na
central nuclear de Fukushima, ao norte de Tóquio (e, em menor escala,
noutras centrais). Todos desejamos que os danos sejam o mais possível
controlados e contidos. Infelizmente, a situação parece estar a
agravar-se. Seja como for, este é já o acidente nuclear mais grave
desde a explosão de 1986 em Chernobil (Ucrânia).

Nos últimos anos, é recorrente em Portugal, por parte de
um lóbi bem organizado e com interesses ligados à poderosa indústria
nuclear francesa, a tentativa de investir de uma pretensa
respeitabilidade a produção de energia em centrais nucleares,
tentando assim fazer passar por actual uma tecnologia já várias vezes
rejeitada com clareza pelo País.

A Campo Aberto, inserindo-se na tradição inequívoca (que
remonta aos anos 1970) do movimento ecológico universal e do
movimento ecológico e ambiental português, tem desde a sua fundação
em 2000 tomado posição clara ao lado do movimento antinuclear e a
favor das energias verdadeiramente alternativas e de baixo impacto.
Em 2006, a Campo Aberto teve mesmo um papel muito activo na
comemoração dos 30 anos da recusa, pelo povo de Ferrel (Peniche), da
suposta primeira central nuclear portuguesa. Que, felizmente, nunca
saiu do papel – e que nunca de lá deverá sair.

Uma das falsidades que nos têm querido impingir é a
suposta segurança das centrais nucleares. O acidente de Fukushima é
apenas mais um indício, dos numerosos existentes, de que se trata tão
só de uma falsidade. Se, em regiões sísmicas como as do Japão (ou o
sul de Portugal?) é mais evidente a loucura de recorrer a centrais
nucleares, elas comportaram desde sempre, e continuam a comportar,
seja qual for a região onde se instalem, riscos intoleráveis das mais
diversas ordens.

Embora haja diferenças, inclusive em matéria de
segurança, entre as sucessivas gerações de reactores, trata-se de uma
tecnologia, como todas, falível. Só que nenhuma outra, em caso de
falha grave, sempre possível, comporta consequências de tal magnitude
e escala. Sair do nuclear, reclama-se em voz bem alta em França, em
Espanha e na Alemanha. Nem sequer entrar nele em Portugal, é a única
atitude à altura do perigo em causa.

Em 26 de Abril próximo terão decorrido 25 anos sobre o
acidente de Chernobil. Decorrem também este ano, a 15 de Março, 35
anos sobre a rejeição do nuclear pela aldeia portuguesa de Ferrel.
Momento oportuno para repetir: Nuclear em Portugal? Não, mais do que
nunca.

Campo Aberto - associação de defesa do ambiente
www.campoaberto.pt

segunda-feira, 14 de março de 2011

A Greenpeace e o acidente nuclear no Japão




Desde Greenpeace queremos, en primer lugar, expresar nuestras condolencias a los familiares de las víctimas del terrible terremoto que ha sufrido Japón.

Estamos profundamente preocupados por las posibles consecuencias que el terremoto y el tsunami puedan tener sobre la seguridad de las instalaciones nucleares de Japón, así como de otras industrias peligrosas como las refinerías de petróleo o fábricas de productos químicos, y sobre sus potenciales efectos sobre la salud pública y el medio ambiente.

La situación en varias centrales nucleares, en especial en la de Fukushima-1, es muy preocupante. Catorce centrales nucleares situadas en la costa noreste de Honsu, la isla principal de Japón, están cerradas, probablemente muy dañadas todas ellas, como consecuencia del terremoto de ayer, de magnitud 8,9 en la escala de Richter. Las centrales japonesas, un país con requerimientos muy estrictos en cuanto a resistencia a riesgos sísmicos, estaban diseñadas para soportar como máximo terremotos de intensidad 7,5. La fuerza del que asoló ayer Japón es más de 10 veces superior.

Al iniciarse el terremoto, esas centrales nucleares fueron llevadas a situación de parada. Pero, y este es uno de los inconvenientes de una tecnología tan peligrosa como la nuclear, el riesgo de sufrir un accidente no acaba ahí, puesto que incluso con la central parada, el combustible nuclear sigue activo, sigue habiendo reacciones nucleares que, además de radiactividad, generan mucho calor. Aún en situación de parada, es necesario seguir refrigerando el núcleo del reactor, el combustible nuclear, durante muchas horas, para evitar un accidente nuclear.

Los sistemas de refrigeración de emergencia del núcleo del reactor funcionan con electricidad. Pero el terremoto afectó al suministro eléctrico externo de las centrales de Fukushima-1 y 2 (al menos, de estas dos), dejando a éstas sin aporte eléctrico, lo que se llama en la jerga nuclear un station black-out. En ese caso, tendrían que haber entrado en funcionamiento inmediatamente los generadores diesel de emergencia de la central. Pero estos, quizá por efecto del terremoto, no funcionaron. Entonces, empezó la cuenta atrás.

El combustible nuclear, sin ser refrigerado activamente, empezó a sobrecalentarse. El agua en el interior de la vasija del reactor empezó a evaporarse, el vapor a aumentar la presión del interior de la vasija, el combustible a quedarse al descubierto, sin agua que lo enfriase. Es el principio de un LOCA (Loss of Coolant Accident), el accidente por pérdida de refrigerante, el peor que se puede dar en una central nuclear. De esos que, según la industria nuclear, nunca pueden ocurrir.

Las primeras horas son críticas, si no se actúa se puede llegar a una situación de fusión del núcleo (cuando las varillas metálicas que encierran las pastillas de combustible de uranio se derriten, funden y se mezcla todo con el altamente radiactivo combustible nuclear) y entonces se liberan en gran cantidad los isótopos radiactivos que hay en el combustible. Fukushima-1 es un reactor como el de Garoña (Burgos), con un pésimo sistema de contención.

Ante la ausencia de suministro eléctrico externo queda algún sistema de mucha menor capacidad que funciona con aporte de baterías propias. Con ello, por ejemplo, tratarían de usar el agua del condensador para refrigerar el núcleo, para ganar algo de tiempo, mientras esperaban generadores diesel que iban a traer los militares norteamericanos. Pero esa maniobra tiene un efecto muy limitado y no logró revertir la situación. Las horas pasaban y el combustible nuclear se estaba quedando al descubierto, al menos parcialmente, sin agua a su alrededor: la temida fusión del núcleo.

Al aumentar la temperatura, se incrementaba la presión en el interior de la vasija. Así los responsables de la central y, se supone, las autoridades niponas, decidieron abrir las válvulas de alivio y soltar vapor radiactivo al la atmósfera exterior para rebajar la presión, con idea de evitar un desastre mayor. De estos hechos ya no cabe duda. Hasta el Consejo de Seguridad Nuclear español (CSN) ha reconocido hoy que en la central nuclear de Fukushima-1 se forzó deliberadamente el escape a la atmósfera de gases contaminados radiactivamente procedentes del reactor. Los niveles de radiación en la zona se han elevado, según fuentes, entre 300 y 1.000 veces por encima de lo permitido. Hubo que ordenar evacuar a la población, 45.000 personas.

Evidentemente, cualquier cantidad de radiación que se libere a la atmósfera pone en riesgo la salud de las personas de la zona, la salud pública y el medio ambiente. Lo que ya está claro es que en Fukushima-1 han fallado claramente las medidas de protección física diseñadas para aislar la radiactividad del medio ambiente.

Además, una explosión en la mañana del sábado (hora española) en la central parece haber dañado seriamente la estructura de la contención secundaria y hay informaciones contradictorias sobre si alguna parte de la estructura se ha derrumbado.

La situación del reactor es crítica y aún no está controlada, a la hora de escribir estas líneas. La magnitud final del escape radiactivo dependerá, por supuesto, de que se pueda estabilizar el reactor, y se pueda refrigerar el núcleo. En estos momentos, parece ya claro que el accidente podría ser ya de la gravedad del que ocurrió en Three Mile Island (EE.UU.) en 1979, el segundo más grave en la historia de la industria nuclear, sólo después de la catástrofe de Chernobyl.

A pesar de todas las incertidumbres causadas por la falta de información, causada en parte por el lógico caos que vive el país pero también por el secretismo nuclear de las autoridades, nos enfrentamos a un escenario en el que podría ocurrir una liberación ingente de radiactividad del reactor Fukushima-1.

De momento, no se puede descartar que la situación pueda avanzar hacia una fusión total del núcleo de la central, como se dio en Chernobyl. Todo este proceso podría ir muy rápido o tardar varios días, dependiendo del estado del sistema de refrigeración. Las consecuencias de tal accidente sería tremendas, como ya se comprobó en el de Chernobyl.

De hecho, según parece el Gobierno japonés está ampliando la zona de evacuación hasta un diámetro de 40 kms. alrededor del complejo nuclear Fukushima Daiichi (donde está el reactor Fukushima-1 y otros 5 más), así como ha establecido una zona de exclusión de 20 km alrededor de la instalación Fukushima-Daini (con 4 reactores). Esto indica que hay una amenaza inmediata no sólo entorno al reactor Fukushima-1, sino que la situación no está del todo bajo control en los demás reactores y que podrían llegar a darse más accidentes allí también.

La incertidumbre sobre lo que está ocurriendo en las centrales nucleares de Japón impone cierta prudencia a la hora de plantearse escenarios futuros. Sin embargo, una conclusión es clara: los reactores nucleares son intrínsecamente peligrosos.

La industria nuclear nos dice que accidentes como este no pueden pasar con reactores modernos, pero hoy Japón está en medio de una crisis de consecuencias potencialmente devastadoras por culpa de la energía nuclear.

Las energías limpias de verdad, las renovables, no crean problemas de seguridad nacional. Y en caso de desastres naturales no añaden un problema más a una población ya fuertemente afectada por la fuerza de la naturaleza. La nuclear no se puede incluir, como muchos pretenden, en un modelo energético limpio, seguro y sostenible.

Carlos Bravo, Responsable de la Campaña de Energía Greenpeace

Fonte: www.kaosenlared.net/noticia/podria-conllevar-accidente-nuclear-japon

domingo, 13 de março de 2011

Quercus e AZU tomam posição sobre a energia nuclear



Sismo e Tsunami no Japão expõem riscos das Centrais Nucleares

No passado dia 11 de Março, o Japão foi devastado por um sismo de magnitude 8,9 graus na escala de Richter e consequente tsunami. Para além da significativa perda de vidas humanas e de bens, as consequências podem ser ainda mais graves devido a problemas registados nas centrais nucleares. Esta situação, que se espera venha a ser resolvida de forma rápida e sem consequências de maior, expõe as fragilidades e os riscos associados ao uso da energia nuclear de fissão, não obstante o enorme investimento feito em segurança e o discurso tecnocrata de que tudo é controlável.


Uma Preocupação Acrescida

Desde o momento da ocorrência do sismo no Japão que o mundo passou a olhar para o país com preocupação e ansiedade, sempre a aguardar por notícias que contextualizem o que se passou e as consequências desta catástrofe natural. Contudo, esta preocupação e ansiedade estão aumentadas, neste caso, devido à presença de centrais nucleares no centro deste desastre e às recorrentes notícias que, desde ontem, têm surgido e que parecem espelhar uma escalada da situação, principalmente num dos reactores da central de Fukushima. A ocorrência do sismo em conjunto com o tsunami que se seguiu provocaram uma falha no sistema de refrigeração da central o que parece ter despoletado uma série de eventos, os quais não foi ainda possível anular. Notícias muito recentes dão conta de uma explosão na central e a Agência Nuclear Japonesa já veio reconhecer a presença de material radioactivo nas imediações do reactor 1 da central de Fukushima, o que poderá indicar uma fusão do combustível de urânio.

Não ao Nuclear em Portugal

Portugal tem sido palco de alguns debates em torno da adopção, ou não, desta forma de produzir electricidade. Felizmente, a opção nunca foi essa e esta experiência japonesa deve-nos relembrar que também o nosso território é marcado por um elevado risco sísmico, particularmente nas áreas onde a localização de uma central poderia ser mais apetecível.
Perante a nossa experiência em relação às externalidades do uso da energia nuclear associadas à exploração do urânio, a nossa inexperiência na regulamentação, acompanhamento e fiscalização de centrais nucleares, a nossa tendência para deixar as regulamentações no papel, a actual crise económica e o potencial que temos em energias renováveis, parece-nos claro que a aposta do país deve ser nas energias renováveis e nunca na energia nuclear.

Se queremos uma sociedade sustentável, não podemos apostar em formas de produzir energia que possam pôr em causa as gerações presentes e as futuras, seja através da exploração do urânio, da ocorrência de acidentes ou através do legado futuro em termos de desmantelamento e deposição final dos resíduos nucleares.

Ao passarem 35 anos da manifestação da população de Ferrel (localidade situada numa zona de sismicidade elevada) contra a construção de um empreendimento destes na sua terra, é tempo de reavaliar estas unidades industriais e desde já reforçar a segurança e acompanhamento das centrais nucleares espanholas e investir aceleradamente na recuperação do passivo de todo o ciclo do urânio.

Esperamos que a situação se resolva sem danos significativos para as pessoas e para o ambiente, mas o aviso é claro e não pode deixar de ser ouvido por todos aqueles que desejam uma sociedade sustentável e com futuro.


Lisboa, 12 de Março de 2011

Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza
AZU - Ambiente nas Zonas Uraníferas

sábado, 12 de março de 2011

A Energia Nuclear é Segura e Alternativa ao Petróleo?


Radiação em central nuclear japonesa é 1000 vezes superior ao normal
Os níveis de radiação na central nuclear de Fukushima I, no nordeste do Japão, subiram até 1000 vezes acima do normal e as autoridades mandaram evacuar a população que viva num raio de dez quilómetros desta instalação.
Casas destruídas pelo tsunami na cidade de Natori City, no Nordeste do Japão (REUTERS)
No exterior da central, ao romper do dia (mais nove horas que em Lisboa) diz a televisão pública NHK, citada pela agência AFP, a radioactividade é oito vezes superior ao normal, o que não constitui perigo para a saúde.

O problema é a subida de pressão no interior do reactor, em resultado de uma avaria no sistema de refrigeração do reactor nesta central operada pela Tokyo Electric Power, que fica a cerca de 240 quilómetros a norte de Tóquio. O Japão declarou, pela primeira vez, estado de emergência devido a um incidente nuclear.

Ao todo, 15 centrais encerraram em consequência do sismo, embora apenas quatro pareçam continuar fechadas.Hoje durante o dia tinha já sido evacuadas cerca de 3000 pessoas - embora a agência AFP falasse em 6000 - que vivem num raio de três quilómetros em torno da central.

A central de Fukushima I teve uma avaria mecânica no sistema que arrefece o reactor, quando a electricidade foi cortada, após o tremor de terra. Mesmo depois de parada a reacção em cadeia nuclear, os bastões de combustível continuam quentes. Para remover o calor é preciso bombear água, e para isso é preciso electricidade.

Se o sistema de refrigeração se mantiver sem funcionar durante muitas horas, a água evapora-se e o combustível nuclear começa a derreter-se — isso foi o que aconteceu na central de Three Mile Island, na Pensilvânia (EUA), em 1979, disse ao "New York Times" David Lochbaum, cientista que trabalhou em três complexos de reactores nucleares norte-americanos que usam tecnologia da General Electric, tal como o de Fukushima I.

O Governo enviou uma equipa das forças de auto-defesa (o nome do exército japonês) especializada em protecção nuclear para a central, disse a agência noticiosa Kyodo, citada pela AFP.

A agência Reuters adianta que os Estados Unidos transportaram líquido refrigerante para a central nuclear, a partir de bases norte-americanas na zona, citando a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton. Mas a jornalista Christiane Amanpour, diz através do Twitter, que se trata simplesmente de água, e também de geradores a diesel, "para por mais bombas de água a funcionar."

As centrais nucleares têm equipamentos de segurança, para garantir que os reactores são desligados, em caso de catástrofe natural, como um grande sismo. Mas podem sempre acontecer avarias ou imprevistos.

Em 2007, a Tokyo Electric Power, que também explora a central de Fukushima, viu-se forçada a admitir que a maior central do país, a de Kashiwazaki-Kariwa, sofreu pelo menos 50 avariadas, incluindo canos rebentados, fugas de água e lixo radioactivo, em consequência de sismo de 6,8 na escala de Richter. A fuga de radioactividade foi modesta, mas só foi descoberta duas horas após o sismo, e os cidadãos só foram informados 12 horas depois.

Notícia actualizada às 22h38
Fonte: Público, 11-3 -2011
http://www.publico.pt/Mundo/radiacao-em-central-nuclear-japonesa-e-1000-vezes-superior-ao-normal_1484365

Para saber mais: http://www.kaosenlared.net/noticia/explota-central-nuclear-japon-tras-terremoto-multilica-nivel-radiactiv

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Hiroshima Nunca Mais





Pela destruição de todas as armas nucleares e não só.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Chernobyl não está esquecido



Em 26 de abril de 1986 aconteceu o pior acidente nuclear do mundo, na usina nuclear de Chernobyl, perto de Kiev, Ucrânia. A total dimensão desse desastre ainda está sendo calculada, mas especialistas acreditam que milhares de pessoas morreram e cerca de 70 mil sofreram e sofrem das pesadas radiações emitidas.
Milhares de crianças da região de Chernobyl foram e continuam sendo enviadas a Cuba para receber tratamento específico. Além do mais, uma vasta área de terra em torno da usina permanecerá estéril por mais 150 anos. Num raio de 30 quilômetros em torno de Chernobyl moravam quase 150 mil pessoas que tiveram de ser permanentemente realocadas.
A União Soviética construiu a usina nuclear de Chernobyl, com quatro reatores de mil megawatts, na cidade de Pripyat. No momento da explosão era uma das maiores e mais antigas usinas de energia nuclear do planeta. A explosão e o subsequente derretimento de um dos reatores constituiriam num acontecimento catastrófico que afetou centenas de milhares de pessoas. A par disso, o governo da União Soviética manteve seu próprio povo e o restante do mundo totalmente desinformado acerca do acidente durante alguns dias.
Em princípio, o governo soviético somente pediu assessoria para combater o fogo de grafite e reconheceu a morte de duas pessoas. Logo, porém, tornou-se evidente que os soviéticos estavam escondendo um grande acidente, ignorando sua responsabilidade de alertar tanto o seu próprio povo como o das nações vizinhas. Dois dias depois da explosão, as autoridades suecas começaram a detectar altos níveis de radioatividade em sua atmosfera.
O que aconteceu
Anos mais tarde, a história completa foi finalmente revelada. Quando trabalhadores da usina estavam testando o sistema, desativaram os sistemas de segurança de emergência e o sistema de resfriamento, contrariando as normas de funcionamento na preparação dos testes. Mesmo quando os sinais de alerta de perigo em virtude do superaquecimento começaram a aparecer, os trabalhadores continuaram com os testes. Gases de xenônio com seu bonito brilho azul saíram da tubulação e exatamente às 13h23 a primeira explosão atingiu o reator. Um total de três explosões finalmente destroçou a torre de aço de mil toneladas bem acima do reator.
Uma enorme bola de fogo irrompeu ao céu. Labaredas de 30 metros permaneceram ativas por dois dias enquanto todo o reator começou a derreter. Material fortemente radioativo foi lançado ao ar como se fossem fogos de artifício. Embora o combate do fogo fosse naquele momento impossível, os 40 mil habitantes de Pripyat tiveram de esperar até 36 horas após a explosão para serem evacuados. Chuvas potencialmente letais caíram enquanto as chamas perduraram por mais oito dias. Diques foram construídos às margens do rio Pripyat com a finalidade de conter danos de águas contaminadas que afluíssem ao curso d’água e a população de Kiev foi alertada a permanecer em casa até que nuvens radioativas se dissipassem.
Em 9 de maio, trabalhadores começaram a cobrir o reator com uma densa camada de concreto. Mais tarde, Hans Blix da Agência Internacional de Energia Atômica confirmou que cerca de 200 pessoas foram diretamente expostas e que 31 delas tiveram morte imediata. O esforço de limpeza e a exposição radioativa geral na região mostraram-se ainda mais letais. Alguns relatos estimam que cerca de quatro mil trabalhadores encarregados de limpar e concretar o local morreram de envenenamento por radiação. O número de nascimentos de bebês defeituosos entre a população que habitava o local cresceu assustadoramente. Câncer de tireóide, por exemplo, multiplicou-se por dez na Ucrânia desde o acidente.
Fonte: Diario da Liberdade