Mostrar mensagens com a etiqueta invasoras. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta invasoras. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Há necessidade de importar madeira para as lareiras?



Os Açores estão a saque. Não controlo na introdução de espécies e a região importa o que não tem necessidade enquanto que os nossos recursos não são devidamente aproveitados.
Na Terceira há biomassa florestal (restos dos cortes de matas e das carpintarias) mais do que suficiente para satisfazer as necessidades das lareiras da ilha.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Vamos criar um Exército Guerrilheiro?

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Observatório Regional de Biologia das Invasões


O ORBI, que iniciou a sua actividade no dia 1 de Abril de 2009, tem como objectivo gerir a informação relativa às espécies invasoras existentes no Arquipélago dos Açores que será actualizada e enviada para as entidades que gerem o território.

De entre as actividades do ORBI destacamos as seguintes:

Amostragem de espécies invasoras;
Compilação de dados;
Pesquisa sobre métodos de controlo;
Pesquisa sobre possibilidades de aproveitamento das espécies invasoras;
Propostas legislativas.


O ORBI está aberto à colaboração de cientístas, técnicos, educadores, e de cidadãos interessados no problema das invasões biológicas. Se está interessado em participar envie uma mensagem para lsilva(arroba)uac.pt.

Uma primeira versão da página Web pode ser vista aqui

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Leycesteria formosa

Planta invasora em São Miguel

No Sábado, 15 de Novembro, realizei, com os “Amigos dos Açores”, o percurso pedestre entre o Monte Escuro e a Lagoa do Congro, com passagem pela Lagoa do Areeiro.
Conheço a área em causa desde 1993, ano em que realizei para a RTP a série de documentários “Madeira e São Miguel à Luz da Geografia”, tendo ali voltado mais algumas vezes, a última das quais em Abril de 2003.
No intervalo de 5 anos que mediou as últimas duas visitas, a flora daquela área sofreu uma preocupante alteração devido à invasão duma espécie arbustiva de folha caduca, a Leycesteria formosa, da família Caprifoliaceae, que em São Miguel ainda não tem nome popular, mas que na literatura inglesa da especialidade é referenciada como ‘Purple Rain’ ou ‘Hymalayan Honeysucke’.

Leycesteria formosa

Esta ‘Madressilva dos Himalaias’ é oriunda da mesma região do globo da mais agressiva invasora da vegetação micaelense, a Conteira (Hedychium gardnerianum).
A Leycesteria formosa atinge dois metros de altura, é bastante popular nos jardins ingleses e deve ter sido importada como planta ornamental. Possui flores pequenas e brancas, envolvidas por brácteas avermelhadas, dispostas em cachos pendentes bastante atractivos.
Em São Miguel floresce muito bem no Verão e frutifica abundantemente. Os frutos são bagas purpúreas quando maduras, com 1 cm de diâmetro, doces e muito apreciadas pelos pássaros, que dispersam as sementes, que germinam muito facilmente em locais com boa exposição solar ou meia sombra. É uma espécie de crescimento rápido, muito rústica quanto a solos e que suporta ventos fortes desde que não sejam carregados de sal.
Segundo testemunho de alguns amigos, que com frequência visitam a Lagoa do Congro, foi especialmente nos últimos dois anos que a espécie invadiu os taludes e as bermas dos caminhos, chegando a ocultar as hortênsias (Hidrangea macrophylla).

A Leycesteria formosa nos últimos dois anos cobriu as bermas dos caminhos que envolvem a Lagoa do Congro, chegando a ocultar as Hortênsias (Hydrangea macrophylla)

Na Segunda-feira, 17 de Novembro, ao longo da estrada entre as Caldeiras da Ribeira Grande e as Lombadas, detectei a presença da Leycesteria formosa, embora em muito menor densidade.
Na Terça-feira, 18 de Novembro, voltei a encontrar aquele arbusto dos Himalaias nas matas à volta da Lagoa das Furnas.
É importante referir que a Leycesteria formosa não faz parte da longa lista de plantas invasoras à escala mundial, integrantes do livro de Quentin Cronk e Janice Fuller, “Plant Invaders”, publicado em 1995, com o apoio de da UNESCO e do WWF.
Posteriormente tem vindo a ser referenciada como espécie invasora na Nova Zelândia e na Austrália (http://www.hear.org/gcw/species/leycesteria_formosa).
O botânico sueco Erik Sjögren, no livro “Açores – Flores”, publicado em 1984, trata o Hedychium gardnerianum, o Solanum mauritianum, a Gunnera tinctoria e o Pittosporum undulatum como espécies invasoras, mas não faz qualquer referência à Leycesteria formosa, o que leva a crer que há 25 anos não passaria duma planta de jardim, com uma presença muito discreta na paisagem micaelense.
Em 2002, no livro “Flora of the Azores – a Field Guide”, Hanno Schäfer já refere a Leycesteria formosa como uma planta que tinha escapado ao cultivo ornamental e que se tornara comum em taludes e beiras de estradas. Informava, ainda, que as sementes desta invasora recente eram importante alimento do Priôlo (Pyrrhula murina).

Os caminhos de acesso à Lagoa do Areeiro estão literalmente invadidos pela Leycesteria formosa

Pelo que tive oportunidade de observar, e pelos relatos de amigos que têm percorrido a pé a ilha de São Miguel, as populações de Leycesteria formosa têm crescido muito rapidamente nos últimos anos. Atendendo ao impacto desta invasora nas formações vegetais da maior ilha do arquipélago dos Açores, o Governo Regional deve, urgentemente, delinear uma estratégia para a sua erradicação antes que se torne irreversível como o Hedychium gardnerianum.
Raimundo Quintal

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Liga dos Amigos da Lagoa do Fogo põe mãos à obra


Sem autorização do Governo Regional para proceder à remoção de plantas invasoras na Lagoa do Fogo,movimento cívico mantém visita de amanhã à Reserva Natural, a fim de documentar a situação existente

O recém-formado movimento cívico “Liga dos Amigos da Lagoa do Fogo” inicia amanhã as suas actividades com uma visita à Reserva Natural, sem que tenha obtido da Direcção Regional do Ambiente autorização para cumprir o objectivo a que se tinha proposto inicialmente. A Liga pretendia desenvolver uma acção simbólica de remoção de espécies exóticas invasoras nas margens da Lagoa do Fogo mas até ao dia de ontem não tinha recebido qualquer resposta do Governo Regional. O primeiro pedido foi endereçado há um mês, por e-mail, e ainda na semana passada repetiu o pedido, desta vez por fax. Mas por parte da tutela nem uma palavra.
Deste modo, uma vez que a Liga dos Amigos da Lagoa do Fogo se recusa a agir à revelia da Direcção Regional do Ambiente, não vai proceder à remoção de plantas invasoras mas vai manter a visita ao local, a fim de documentar a situação existente e promover junto dos participantes um melhor conhecimento acerca da flora nativa e invasora. A primeira acção, realizada um dia antes do “Dia da Floresta Autóctone”, terá início pelas 10h00 no miradouro que dá acesso ao trilho para a Lagoa do Fogo. Até ontem estavam inscritos cerca de vinte participantes. Como explicou Luís Silva, porta-voz da Liga, os interessados poderão participar, ainda que não estejam inscritos. O objectivo da iniciativa é alertar a população de São Miguel para a necessidade de tomar medidas concretas de preservação da Reserva Natural, uma vez que, tal como denunciou a Liga, está a aumentar o número de invasoras na Lagoa do Fogo.||
paula gouveia (Açoriano Oriental, 21 de Setembro de 2008)

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Primeira Acção da Liga de Amigos da Lagoa do Fogo



A invasão por plantas exóticas é um problema que tende a agravar-se na Reserva Natural da Lagoa do Fogo.
O movimento cívico “Liga dos Amigos da Lagoa do Fogo”, cujo objectivo fundamental é a recuperação e preservação daquele património natural da Ilha de São Miguel, iniciará as suas actividades com uma acção simbólica de remoção de espécies exóticas invasoras.
Esta primeira acção será realizada no dia 22 de Novembro, sábado, antecedendo o “Dia da Floresta Autóctone”, com início pelas 10h00m, no miradouro que dá acesso ao trilho para a Lagoa do Fogo. A acção constará da remoção manual de algumas plantas invasoras ainda não muito abundantes no local como o verdenaz, e de outras exóticas como a nespereira e o araçazeiro.
A Liga aguarda autorização da autoridade ambiental para a realização da acção. Caso não seja obtida a referida autorização, a Liga manterá a visita à Reserva Natural no dia 22 de Novembro, com os objectivos de documentar a situação existente e de promover um melhor conhecimento acerca da flora nativa e invasora.
Pretende-se com esta acção alertar a população da Ilha de São Miguel para a necessidade de tomar medidas concretas de preservação da Reserva Natural, e divulgar a existência deste movimento cívico que seguirá uma estratégia geral inclusiva, aberto a qualquer entidade ou cidadão com vontade de participar.

Ponta Delgada, 18 de Novembro de 2008

(texto extraído daqui)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Governo planta espécie invasora



NOVA DENÚNCIA DO “TERRA LIVRE” ASSINADA POR TEÓFILO BRAGA : Governo planta espécie invasora
04 Novembro 2008 [Regional]

O ecologista açoriano Teófilo Braga assinada um artigo no boletim “Terra Livre Açores” onde realça que o Penacho, considerado “uma espécie invasora em várias zonas do mundo, (…) é plantado ao longo das estradas da ilha de São Miguel pelos serviços da Secretaria Regional da Habitação e Obras Públicas”.
O blogue de Teófilo Braga, http//terralivreaçores.blogspot.com, pugna pela criação de um colectivo açoriano de ecologia social.
O Penacho (Cordaderia selloana), erva vivaz de grande porte e grandes plumas branco-prateadas, é uma espécie oriunda da parte Sul da América, Chile e Argentina.
De harmonia com o ecologista, a proliferação de Penachos ao longo das estradas micaelenses “é o melhor modo de facilitar a dispersão, ao longo dos corredores”
“Tal como já ocorreu no passado, virão uns senhores sabichões com as suas manobras de diversão dizer que tudo está controlado (…) e que erramos ao não falar noutras espécies, e que há outros problemas ambientais mais graves…”, refere Teófilo Braga.
Entretanto, lê-se no boletim “Terra Livre”, a denúncia de plantação de espécies invasoras nas Portas do Mar, em Ponta Delgada, “foi um autêntico ovo de Colombo”.
“Toda a gente sabia que aquelas plantas ali estavam, mas ninguém tomava a iniciativa de agir, esperando-se que a prometida remoção se faça em breve”, desejo dos ecologistas.

Fonte: Correio dos Açores

quinta-feira, 30 de outubro de 2008


A Reserva Natural da Lagoa do Fogo, localizada na Ilha de São Miguel, foi instituída em 1974. Ao longo dos últimos 15 anos a paisagem observada no miradouro de acesso à Lagoa tem-se alterado. De facto, embora seja actualmente classificada como Sítio de Importância Comunitária, a Reserva Natural já não corresponde à visão idílica do passado.
A quantidade e variedade de plantas invasoras têm aumentado de modo contínuo. Numa breve descida à lagoa é possível encontrar uma espécie de margarida (Erigeron karwinskianus), dezenas de criptomérias (Cryptomeria japonica), dispersas e de variados tamanhos, formações de conteira (Hedychium gardneranum) com diferentes dimensões, um elevado número de fetos arbóreos (Sphaeropteris cooperi), várias árvores jovens de verdenaz (Clethra arborea), que já não é uma invasora apenas localizada na zona leste da ilha, acácia (Acacia melanoxylon), um arbusto semelhante aos brincos-de-princeza (Leycesteria formosa), com as suas bagas vermelhas com numerosas sementes, disponíveis para as aves transportarem, e até o incenso (Pittosporum undulatum). Existem também várias espécies nitidamente introduzidas acidentalmente pelos visitantes, nomeadamente nespereira, araçazeiro e macieira. Para além disso, existe também uma espécie invasora aquática (Egeria densa) muito conhecida na Lagoa das Sete Cidades. Existem ainda plantas ruderais, comuns em zonas sob forte influência humana, como a avoadeira (Conyza bonariensis) e a erva mole (Holcus lanatus), a invadir vários habitats, incluindo zonas húmidas.
Nestas condições, a Lagoa do Fogo está a tornar-se, gradualmente, numa reserva de espécies invasoras. É necessário travar este processo de um modo célere e sem hesitações. Todos temos obrigação de participar, e ninguém deve esperar que os outros resolvam este problema, em especial as comunidades mais próximas. Surgiu, assim, a ideia de organizar um movimento cívico, com o único e, a nosso ver, importante objectivo de travar este processo degenerativo.
Este movimento iniciará as suas actividades com a realização de uma acção simbólica, no próximo mês de Novembro.

Ponta Delgada, 29 de Outubro de 2008,

Luís Silva
Diogo Caetano
José Pedro Medeiros
Luís Noronha Botelho
Maria Manuela Livro
Lúcia Ventura
Eva Lima
Teófilo Braga

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Boas Notícias-Erva Confeiteira vai ser retirada



Hoje, foi-nos comunicado que a Erva Confeiteira que foi plantada pela entidade responsável pelas Portas do Mar vai ser retirada.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Um Esclarecimento Que Nada Resolve


(Clique na imagem para a ver em tamanho maior)

1-Em primeiro lugar em 27 anos de luta ecológica não nos recordamos de que alguma vez um departamento governamental tenha reagido com tanta rapidez a uma denûncia;

2-Vir dizer que as plantas invasoras respeitam a Declaração de Impacte Ambiental, datada de 2003, nada adianta. Qauanto a nós apenas nos diz que aquela deixa a desejar;

3- Vir dizer que a perigosidade ambiental é muito diminuta na zona em questão,nada significa. As invasoras nunca são perigosas nos jardins onde são plantadas. Os problemas surgem quando a sua dispersão acontece;

4- O que não é admissivel, neste caso, é o facto de ser um organismo oficial a promover a dispersão de invasoras. E o mais grave é que não é caso único;

5- O que esperávamos era que a Direcção Regional do Ambiente mandasse arrancar a espécie referida´e fizesse o que afirma no final do esclarecimento "colocar-se à
disposição da entidade gestora do empreendimento para a análise quanto à utilização de espécies pertencentes à flora natural dos Açores que, com carácter pedagógico e promocional da nossa flora, podem ser usadas nesses jardins";

6- Voltaremos ao assunto, muito em breve.

TB

terça-feira, 14 de outubro de 2008

O APARECIMENTO DO TERRA LIVRE- CAES NA COMUNICAÇÃO SOCIAL


( Açoriano Oriental, 14 de Outubro de 2008)

Denúncia de nova associação ecológica açoriana: Entidades oficiais estão a plantar espécies infestantes
A CAES (Colectivo Açoriano de Ecologia Social), com sede nos Açores, denunciou ontem que a introdução de espécies exóticas é um dos principais factores responsáveis pela alteração global da biosfera, provocando alterações profundas nos ecossistemas. Segundo o CAES, uma nova organização de defesa do ambiente de carácter informal, "nos Açores algumas espécies exóticas, e a sua naturalização, têm sido responsáveis pela criação de sérios problemas ecológicos".
No Plano Regional de Erradicação e Controlo de Espécies de Flora Invasora, da responsabilidade da Direcção Regional do Ambiente, a acção B1.10 consiste na erradicação e controlo de Polygonum capitatum (erva confeiteira). Ainda segundo o mesmo plano, esta espécie é "uma invasora com grande capacidade e velocidade de expansão cujo controlo é de difícil implementação devido ao grande poder de propagação quer por via sexuada (semente) quer assexuada (partes vegetativas - estolhos). Quando o P.capitatum se instala forma tapete denso, impossibilitando a ocorrência de outras espécies. Para a sua erradicação a metodologia mais eficaz é o arranque total da planta" – diz um comunicado da nova associação.
Perante esta situação, o CAES afirma não compreender "como é que se permite que uma entidade oficial utilize a espécie mencionada em jardins".
A mesma associação pergunta às entidades oficiais regionais por que não foram utilizadas algumas espécies autóctones ou por que não optaram por um pequeno jardim com carácter pedagógico, como o que está na Zona da Expo 98, com plantas de todas as regiões de Portugal e dos diversos países de expressão portuguesa.
O CAES quer também saber em que ilhas o Plano Regional de Erradicação e Controlo de Espécies de Flora Invasora já foi implementado.
O CAES tem como objectivo "defender a natureza, o ambiente e a paz, contribuir para a construção de um mundo mais limpo, mais justo e pacífico, privilegiando para isso métodos de trabalho e de intervenção não violentos, através das mais diversas actividades culturais, recreativas, sociais ou outras afins, todas elas suportadas pelo voluntariado dos seus membros".
Podem ser associados do CAES todas as pessoas singulares desde que aceitem os princípios da associação constantes do texto "Que Ecologismo?", e que cumpram coerentemente os estatutos e o regulamento interno.
O CAES não aceita quaisquer receitas provenientes do estado ou de empresas públicas ou privadas e as quotas serão fixadas em Assembleia-geral quando a actividade da associação assim o justificar. Até lá todas as despesas deverão ser cobertas por donativos dos associados.
A nova associação considera "fundamental o respeito do homem para com os restantes animais domésticos e selvagens e, por isso, defende como "imprescindível promover uma educação, cultura e legislação que garantam os direitos dos animais. A sociedade não pode aceitar espectáculos onde se torturem animais, como as touradas, etc.".
"Hoje, a nível mundial, assiste-se à crescente extinção de espécies da fauna e flora, o que se traduz numa perda incalculável de património genético e à delapidação de recursos geológicos do planeta. Consideramos imprescindível a tomada de medidas com vista à conservação da biodiversidade e da geodiversidade" – refere o CES, defendendo "uma agricultura sustentável, orientada para a protecção da biodiversidade e do direito dos povos à soberania sobre o seu património genético comum". Sendo assim, considera que "a aposta deverá ser na soberania alimentar e na agricultura biológica. Opomo-nos ao cultivo e uso na alimentação de organismos geneticamente modificados".
Já no caso da energia, defendem um modelo alternativo ao actual, com produção descentralizada e baseado na poupança e eficiência energética e nas energias renováveis.
"Opomo-nos à utilização da energia nuclear, tanto para a produção de electricidade como para a construção de armas, não só pelos riscos envolvidos, mas também por fomentar um modelo de sociedade militarizada e monopolista" - sustenta.
Autor: Lubélia Duarte
Fonte: Correio dos Açores
Data: 14 de Outubro de 2008

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Plantação de infestantes pelo Governo Regional dos Açores ou pela Câmara Municipal de Ponta Delgada?


Como é do conhecimento das pessoas mais bem (in)formadas a introdução de espécies exóticas é um dos principais factores responsáveis pela alteração global da biosfera, provocando alterações profundas nos ecossistemas. Nos Açores algumas espécies exóticas e a sua naturalização tem sido responsável pela criação de sérios problemas ecológicos.

De acordo com Plano Regional de Erradicação e Controlo de Espécies de Flora Invasora, da responsabilidade da Direcção Regional do Ambiente, a acção B1.10 consiste na Erradicação e Controlo de Polygonum capitatum (erva confeiteira). Ainda, segundo o mesmo plano a espécie em questão é: “É uma invasora com grande capacidade e velocidade de expansão cujo controlo é de difícil implementação devido ao grande poder de propagação quer por via sexuada (semente) quer assexuada (partes vegetativas - estolhos). Quando o P.capitatum se instala forma tapete denso, impossibilitando a ocorrência de outras espécies. Para a sua erradicação a metodologia mais eficaz é o arranque total da planta.”

Perante o atrás exposto, não se compreende como é que se permite que uma Secretaria Regional ou a Câmara Municipal de Ponta Delgada utilizem a espécie mencionada em jardins.

Já agora, por que não utilizaram algumas espécies autóctones ou por que não optaram por um pequeno jardim com carácter pedagógico, como o que está na Zona da Expo 98, com plantas de todas as regiões de Portugal e dos diversos países de expressão portuguesa?

Gostaria, também, de saber onde (em que ilhas) já foi implementado o Plano Regional de Erradicação e Controlo de Espécies de Flora Invasora?

Teófilo Braga



PS- Já agora outra introduzida é a espécie cujo nome vulgar é, em algumas localidades de São Miguel, morango de água ou de rato (ver fotoabaixo).

sexta-feira, 4 de julho de 2008

"Gigante" Invade São Miguel



A notícia que abaixo transcrevo, faz-me colocar algumas questões:


1- Por que razão este controlo não começou há, pelo menos, quinze anos? Não seria mais barato?


2- Sabendo-se que a Secretaria Regional do Ambiente e do Mar tem , também, um plano para controle de invasores, por que razão esta iniciativa não é conjunta? Capelinhas?



Aqui vai a notícia do Correio dos Açores:


"Governo quer controlar infestação : “Gigante” invade São Miguel
03 Julho 2008 [Regional]
A secretaria regional da Agricultura e Florestas promove,hoje, em São Miguel, uma sessão informativa sobre o trabalho realizado no âmbito de um estudo para controlo da gunnera trinctoria, popularmente conhecida como gigante Esta sessão pretende informar os produtores florestais e entidades públicas sobre os problemas que esta espécie poderá vir a causar num futuro próximo, caso não se venham a tomar as medidas que impeçam o seu avanço, bem como possíveis meios de controlo. A Gunnera tinctoria é uma infestante de elevado porte, podendo mesmo atingir dois metros de altura, foi provavelmente introduzida na ilha de São Miguel como ornamental e exerce uma grande competição com as outras espécies presentes na Região, alterando a biodiversidade relativamente à flora e fauna selvagem. Quando presente em grande quantidade, torna-se de difícil controlo, impedindo a instalação de novos povoamentos florestais.Para prevenir e resolver esta situação, a Secretaria Regional da Agricultura e Florestas e o Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas iniciaram um estudo com o objectivo de analisar a possibilidade de controlo desta espécie, com recurso a herbicidas. Este estudo encontra-se no segundo ano de realização, já foram feitas algumas observações de eficácia, e os dados registados até ao momento permitem observar que existem produtos que estão a mostrar uma boa eficácia no controlo da espécie. Após a sessão, que se realiza pelas 10:30 horas, no Serviço Florestal do Nordeste, será realizada uma visita ao local do estudo Bardinho , freguesia da Algarvia, com o objectivo de observar os resultados obtidos até ao momento, bem como assistir à aplicação de um dos herbicidas em estudo, numa área muito infestada."