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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Há necessidade de importar madeira para as lareiras?



Os Açores estão a saque. Não controlo na introdução de espécies e a região importa o que não tem necessidade enquanto que os nossos recursos não são devidamente aproveitados.
Na Terceira há biomassa florestal (restos dos cortes de matas e das carpintarias) mais do que suficiente para satisfazer as necessidades das lareiras da ilha.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Investigador diz ser “praticamente impossível” erradicar térmitas


A erradicação das térmitas nos Açores é "praticamente impossível" nos locais mais afectados, mas o seu impacto pode ser diminuído, defendeu segunda-feira Paulo Borges, investigador da Universidade dos Açores.

"Em Angra do Heroísmo (Terceira) e em Ponta Delgada (S. Miguel) será impossível erradicar, restando diminuir o seu impacto ao longo das próximas décadas", afirmou o investigador, em declarações à Lusa, à margem de um colóquio sobre a situação desta praga no arquipélago.

No processo de avaliação da situação das térmitas nos Açores estão envolvidos três investigadores universitários e quatro bolseiros, que desenvolvem trabalhos em cinco ilhas do arquipélago.

Por estudar estão as ilhas de Pico, Graciosa, Flores e Corvo, cujos trabalhos poderão iniciar-se este ano.

Em Ponta Delgada, foi feito pela primeira vez o mapeamento das térmitas na cidade, que "afectam bastante a zona histórica", existindo locais onde poderá ser necessária a substituição integral das estruturas construídas.

No próximo verão será realizada uma segunda amostragem nas ilhas em estudo, com a colocação de armadilhas dentro das habitações.

Paulo Borges manifestou-se convencido de que, além de uma diminuição da praga na Terceira e em S. Miguel, "ela também é possível na cidade da Horta (Faial)", assim como a "erradicação no concelho da Calheta (S. Jorge).

"Em Santa Maria, não possuímos uma ideia concreta porque os casos localizados estão dispersos pelas freguesias, tanto a norte como a sul", salientou o investigador.

Os resultados foram apresentados com base nos trabalhos de campo realizados no último ano no quadro do projecto TERMODISP, financiado pela Direcção Regional de Ciência e Tecnologia.

Um outro projeto de colaboração entre a Universidade dos Açores, o governo regional e a câmara de Angra do Heroísmo testou duas técnicas inovadoras de combate às térmitas, que se mostraram eficazes através de vapores com temperaturas elevadas.

Em Angra do Heroísmo, os resultados de estudos desenvolvidos em 2004, 2009 e 2010 demonstram que a zona mais afectada, "com danos de grande monta", é a da freguesia de S. Pedro.

Paulo Borges salientou, no entanto, que as térmitas "já se expandiram para as freguesias de Sé, Santa Luzia e Conceição, todas no centro histórico classificado como Património Mundial, e S. Bento, na periferia da cidade".

No início de Dezembro, o executivo regional anunciou a primeira delimitação de áreas potencialmente infestadas por térmitas, abrangendo as ilhas Terceira, Faial, S. Miguel, Santa Maria e S. Jorge.

As térmitas são uma espécie que se alimenta das madeiras, corroendo completamente as estruturas das habitações.

19 de Janeiro de 2011

Fonte: Diário dos Açores

Para saber mais: http://sostermitas.angra.uac.pt/

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

A propósito do Portal das Térmitas dos Açores



Combate às térmitas : Investigador acusa Governo de inércia

As térmitas estão a ganhar terreno nos Açores devido a falta de acções para as controlar. A informação sobre a praga está acessível ao público na Internet.
O investigador da Universidade dos Açores, Paulo Borges, disse que as térmitas estão sem controlo nos principais centros populacionais da Região devido à inércia no se que refere à realização de acções para controlar a propagação da praga.
Em declarações aos jornalistas, após a apresentação de um portal da Internet elaborado por investigadores da Universidade dos Açores sobre questões relacionadas com as térmitas, Paulo Borges referiu que as medidas tomadas pelas entidades locais e regionais na sequência dos estudos sobre a praga efectuados desde 2003 “não tiveram efeitos visíveis no que se refere ao controlo da praga”.
De acordo com o investigador da Universidade dos Açores, se não forem tomadas medidas urgentes para corrigir essa situação, as térmitas vão continuar a ganhar terreno podendo em pouco tempo chegar a outras ilhas dos Açores.
Foram já detectadas térmitas na Terceira, São Miguel, Faial e Santa Maria.
“O que é certo é que temos um problema cada vez maior porque existe uma certa inércia no que se refere à realização de acções de controlo da praga no terreno”, afirmou.
Reconhece que as acções de controlo das térmitas são “mais complexas” do que as que são efectuadas para o controlo de outras pragas como, por exemplo, o escaravelho japonês.
Falando na cerimónia de lançamento do portal da Internet, o reitor da Universidade dos Açores, Avelino Meneses, destacou o trabalho científico realizado na instituição da identificação e caracterização do problema das térmitas nos Açores.
O reitor da Universidade dos Açores referiu que as térmitas “são um problema grave que põem em causa o património cultural e arquitectónico dos Açores”.
Segundo Avelino Meneses, “a Universidade dos Açores cumpriu a sua finalidade de produção de conhecimento que é agora disponibilizado a toda a comunidade”.


Praga que devora madeira nas ilhas há várias décadas


Conhecida nos meios científicos pelo nome de Cryptotermes brevis, a térmita de madeira seca chegou aos Açores há algumas décadas mas os primeiros casos de danos provados pelos insectos nas madeiras de habitações e mobiliário só foram reportados oficialmente em 2002.
Foi nessa altura que a questão dos impactos económicos e patrimoniais relacionados a acção das térmitas foi colocada, numa fase em que a praga já ocupava diversas áreas dos centros das cidades de Angra do Heroísmo, Ponta Delgada e Horta.
Desde da altura em que as entidades oficiais foram alertadas para o problema das térmitas que foram desenvolvidos diversos estudos de modo a que fosse produzido conhecimento sobre a forma como se pode enfrentar o problema das térmitas.
Para além da caracterização das espécies de térmitas que existem na Região, investigadores da Universidade dos Açores têm efectuado diversos estudos em colaboração com outras instituições académicas nacionais e estrangeiras.
No entanto, o desconhecimento da população sobre o real poder de destruição das térmitas e o desinteresse das entidades públicas podem fazer com que a praga seja cada vez maior e mais dificil de controlar.


PORTAL COMPLETO


Com a designação “SOS Térmitas”, o portal está alojado em http://sostermitas.angra.uac.pt
Ana Moura Arroz, docente da Universidade dos Açores e co-autora do portal da Internet destacou o facto de os utilizadores terem acesso a toda a informação que necessitam sobre as térmitas.
Referiu que no portal é possível encontrar informações sobre as características das térmitas, os níveis de infestação, técnicas de extermínio, reconstrução das áreas destruídas, apoios das entidades oficiais e os contactos das empresas e entidades que podem prestar auxílio no combate à praga.
A concretização do portal resulta do projecto “TERMIPAR - Envolvimento dos Cidadãos no Controlo das Térmitas Urbanas nos Açores” financiado pela direcção regional da Ciência e Tecnologia.
No entanto, Ana Arroz alterou para a necessidade de serem disponibilizados meios para que o portal possa ser actualizado de modo a que possa constituir sempre uma fonte de informação para todas as pessoas que pretendem saber como devem lidar com as diferentes vertentes do problema das térmitas.

Autor: DI/CA, 28 Fevereiro 2009

Fonte: Correio dos Açores

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Portal das Térmitas dos Açores


Já está disponível o Portal das Térmitas dos Açores: sostermitas.angra.uac.pt
Este Portal resultou da realização do projecto “TERMIPAR - Envolvimento dos cidadãos no controlo das térmitas urbanas nos Açores”, financiado pela DRCT (Governo Regional dos Açores), que aliou o conhecimento produzido sobre as térmitas e as estratégias de as enfrentar ao trabalho desenvolvido no âmbito da percepção e comunicação de risco por diversas investigadoras das ciências sociais da Universidade dos Açores, afectas ao CITA-A (Grupo da Biodiversidade dos Açores), ao CES-UA e ao CIBIO-Açores.
A sua organização e conteúdos reflectem as necessidades de informação de um grupo alargado de cidadãos de diversos sectores de actividade, proprietários e inquilinos de habitações com e sem térmitas das Ilhas Terceira e São Miguel que foram entrevistados para o efeito.
A página foi coordenada por Ana Moura Arroz e Paulo A. V. Borges ambos investigadores do Grupo da Biodiversidade dos Açores (CITA-A- UA).

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Quem fala assim não é gago


Foto Extraída daqui: http://www.insectariumvirtual.com/galeria/data/thumbnails/2011/Paulo-Borges2.jpg

COMBATE ÀS TÉRMITAS

Paulo Borges reafirma aposta no plano regional


TÉRMITAS. Paulo Borges garante que a infestação não se resolve sem um plano estratégico.

Paulo Borges não compreende os motivos que levam o Secretário Regional do Ambiente a recusar um plano de combate às térmitas nos Açores.Paulo Borges continua a defender a necessidade de se criar um plano de combate às térmitas a nível regional. O especialista em insectos da Universidade dos Açores discorda da opinião do Secretário Regional do Ambiente e do Mar. “É uma opinião que ele tem há muitos anos, infelizmente acho que a história vai demonstrar quem é que tem razão”, adianta. Paulo Borges diz não perceber o porquê da recusa do Governo Regional em preparar um plano de combate às térmitas, uma vez que já o fez em relação a outras pragas como o escaravelho japonês ou as plantas invasoras.
Na opinião do investigador, a infestação de térmitas desenvolve-se a “uma escala temporal de tal modo lenta, que os governos têm tendência a não se preocupar”. No entanto, para Paulo Borges sem um plano estruturado a infestação vai-se prolongar. “Vão aparecer cada vez mais pessoas com o problema. Se as térmitas hoje afectam 20% das casas, daqui a 10 anos vão afectar 40%”, lamenta. De acordo com o investigador da Universidade dos Açores, a presença de térmitas só é visível ao fim de quatro anos, no entanto isso não significa que o problema esteja controlado. “Elas existem e vão continuar a existir e quanto mais tarde se agir, pior vai ser”, destaca.
Paulo Borges realça que a falta de acções por parte do governo vai ser prejudicial para a sociedade. “As térmitas não deixam de comer só porque os políticos acham que não é preciso um plano”, enfatiza. “Provavelmente o professor Álamo não está preocupado, porque não estará no governo daqui a uns anos”, acrescenta. À falta de uma resolução do problema por parte do Governo, Paulo Borges anuncia que a situação está agora nas mãos da sociedade.
No entanto, o investigador alerta a população para certas barreiras que terão de ultrapassar. “No portal das térmitas (www.sostermitas.angra.uac.pt) vamos ter um roteiro de como é que as pessoas devem agir passo a passo, mas as pessoas vão querer resolver certas coisas e não vai haver uma estruturar montada e organizada para lhes resolver os problemas”, denuncia. Paulo Borges propõe que se adopte um plano de combate à praga semelhante ao que foi criado no caso dos resíduos. A solução no caso das térmitas, segundo o investigador, passa pela criação de um cargo, atribuído a uma pessoa formada na problemática, que se dedicasse a este assunto e que estabelecesse documentos de informação às pessoas.

Texto Extraído do Diário Insular, 7 de Fevereiro de 2009

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Não Havia Necessidade


Infestação de térmitas- Secretário do Ambiente não avança com plano

Segundo o Secretário Regional do Ambiente e do Mar, Álamo Meneses, os Açores não têm um plano de combate às térmitas, porque o combate das espécies exóticas não é feito através de um plano.
O secretário adianta que a problemática tem "uma componente pública e outra privada". No que compete ao Governo Regional, existe "legislação sobre a matéria" e "apoios financeiros".
Na opinião de Álamo Meneses, o combate à praga deve ser feito com base em medidas na área da engenharia, por um lado, e, por outro, através da desinfestação, com recurso a produtos destinados a esse fim.
No que diz respeito à alteração da lei que proíbe a fumigação nos Açores, Álamo Meneses garante que, apesar de complexo, "o processo está a decorrer".

Diário Insular, 6 de Fevereiro de 2009

Comentário- As declarações do Secretário Regional do Ambiente em "resposta" a declarações do Prof. Paulo Borges onde este afirmava que a Região não tinha qualquer Plano de combate às térmitas são no mínimo lamentáveis. Com efeito, não se percebe a afirmação "o combate das espécies exóticas não é feito através de um plano", então como é, é tudo à molhada e fé em Deus?

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Térmitas não dão votos ?


REGIÃO AINDA NÃO TEM PLANO DE COMBATE À PRAGA

Infestação de térmitas sem controlo nos Açores

TÉRMITAS. Infestação já foi detectada em São Miguel, Santa Maria, Terceira e Faial.
Paulo Borges, especialista em insectos da Universidade dos Açores, alerta para a necessidade de um plano regional de combate à infestação de térmitas.
A infestação de térmitas nos Açores “está neste momento sem qualquer tipo de controlo”. As declarações são de Paulo Borges, especialista em insectos da Universidade dos Açores. Segundo o investigador falta uma estratégia organizada de combate à praga.
Na opinião de Paulo Borges as medidas tomadas até à data não foram suficientes para eliminar o problema. O investigador referia-se ao trabalho efectuado pelas empresas de “pest control” e ao apoio disponibilizado pelo Governo Regional a pessoas com maiores infestações.“Penso que seria necessário um plano integrado a nível regional, com uma estratégia mais ordenada para, pelo menos, diminuir a infestação de térmitas”, defende. Sem a adopção de um plano deste género, o investigador estima que no próximo verão se registe novamente um aumento do número de térmitas no arquipélago.
Liderado por Paulo Borges, o projecto “Envolvimento dos Cidadãos no Controlo das Térmitas Urbanas nos Açores” testou os vários insecticidas de combate às térmitas e concluiu que os mais eficazes à venda em Portugal são o Wocasene e o Xylophene.
Ainda assim, o investigador avisa que nenhum é totalmente eficaz e que este tipo de produto deve ser aplicado por profissionais.Ainda seguindo as conclusões do estudo que deu origem ao livro “Térmitas dos Açores” – Contributo para a sua Gestão”, Paulo Borges alerta para a necessidade de testar a tecnologia de ponta, citando o exemplo da fumigação. Segundo o investigador, o Governo Regional cedeu o financiamento para colocar esta técnica em prática, no entanto a legislação europeia não permite que ela seja aplicada nos Açores, uma vez que exige uma distância de 10 metros entre as habitações. Paulo Borges acrescenta ainda que o processo de alteração da legislação é um processo complexo, que não tem evoluído.
O investigador alerta ainda para a falta de oferta nos Açores de serviços para móveis destinados ao grande público, como por exemplo, as câmaras de fumigações. Uma lacuna que na opinião de Paulo Borges deveria ser resolvida com a intervenção do Governo Regional ou das Câmaras Municipais. De acordo com o investigador é preciso promover a colocação de armadilhas de luz no verão, uma medida que se estima eliminar 25% dos efectivos populacionais existentes.
Dentro de duas semanas deverá entrar em funcionamento o site www.sos.termitas.angra.uac.pt, que terá informação sobre o tema, organizado para o grande público.

Extraído do Diário Insular (http://www.diarioinsular.com/)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Térmitas dos Açores



Interessante filme sobre a maior praga urbana dos Açores.