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domingo, 27 de novembro de 2011

A Educação Ambiental está presa



Em muitos textos que escrevi sobre educação ambiental, mostrei o meu descontentamento pela deriva naturalista da mesma ou, no limite, pela sua transformação em meras aulas de botânica, zoologia ou de biologia.

Depois de, com muita pompa, ter sida anunciada a extensão da rede das ecotecas a todos os concelhos dos Açores, nos últimos tempos, tem-se assistido ao seu encerramento. A título de exemplo, refiro-me aqui ao caso da Ecoteca da Ribeira Grande, que desde 2002 funcionou em instalações cedidas pela Junta de Freguesia do Pico da Pedra, e que, a partir de Junho de 2008, passou a funcionar em instalações cedidas pela Câmara Municipal da Ribeira Grande, cuja remodelação terá custado, ao erário público cerca de 136 mil euros. O custo da Ecoteca de Ponta Delgada, instalada na Quinta do Priôlo permanece desconhecido.

Para além do não cumprimento das promessas, no caso das ecotecas assistiu-se ao desrespeito por algumas instituições, como as associações que as geriam e mesmo desconsideração pelas pessoas que voluntariamente eram responsáveis pela sua gestão.

Ainda no que concerne à ilha de São Miguel e mais concretamente no que diz respeito à associação a que presidi, os Amigos dos Açores, - as outras não foram excepção - assistiu-se à sua inaceitável instrumentalização. Com efeito, se durante o período em que presidi à mesma, era da responsabilidade da associação a apresentação do plano de actividades da ecoteca e a gestão das verbas disponibilizadas pelo governo, depois da minha saída, o acordo tácito ou explicito que existia foi varrido para o caixote do lixo e a associação passou a servir, apenas, para pagar as despesas correntes e os funcionários que, ou estavam destacados de outro serviço, no caso dos professores, ou eram contratados.

Bem sei que era difícil a qualquer presidente de uma associação não aceitar as novas condições impostas, pois iria criar problemas às pessoas que estavam a trabalhar nas ecotecas, e que, nalguns casos, de modo nenhum podiam perder a sua única fonte de rendimento. O que é inadmissível é a alteração das “regras” unilateralmente quando o jogo já havia começado há muito.

Esta situação não se passou apenas com uma associação, mas com várias. A única diferença é que enquanto uma(s) achava(m) que deveria(m) ser independente(s) do poder político, muitas delas até gostavam (gostam) de ser instrumentalizadas.

Prosseguindo, o rol das lamentações sobre a (des) educação ambiental queria mencionar o facto das eco-escolas, apesar das várias críticas que a elas tenho feito, agora estarem mais desapoiadas. Se quando as ecotecas eram geridas pelas associações era fácil os seus colaboradores participarem nas reuniões dos respectivos conselhos, agora, ou pelo menos nos últimos tempos, a situação alterou-se. Embora, pela minha experiência, ache que, nalguns casos, pouca falta faziam e fazem, pois muito pouco ou nada têm a dar, não tenho dúvida de que contribuíam para com que os docentes sentissem que não estavam sozinhos a remar contra a maré.

Por último, a comunicação social anunciou que o Governo Regional apresentou, recentemente, o Plano Regional de Educação e Sensibilização Ambiental dos Açores (PRESAA). Estranho é que um Plano Estratégico elaborado para um período de doze anos (2012-2024), seja apresentado sem antes ter recebido contributos de especialistas na matéria e dos presumíveis destinatários: educadores, professores, associações, empresas, ONGA, etc. Não deveria ser procurado um consenso a nível regional, ou pensa o executivo que vai perpetuar-se no poder até 2024?

Como é habitual noutros contextos, no documento, é invocada a Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (2005-2014), proposta pela UNESCO, mas ignora-se por completo a maioria dos temas do desenvolvimento sustentável, referidos pela Estratégica da CEE/ONU para a Educação para o Desenvolviemnto Sustentável, como o combate à pobreza, a cidadania, a ética, a democracia e a governança, a segurança, os direitos humanos, o desenvolvimento rural e urbano e os padrões de produção e de consumo.
Em suma, por mais bem embrulhado que esteja, para muito pouco servirá o documento em referência. A educação ambiental ou a sua deriva, a educação para o desenvolvimento sustentável, nos Açores, continuará presa a uma visão redutora de ambiente.
Teófilo Braga
Correio dos Açores, 23 de Novembro de 2011

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Correio dos Açores divulga projecto de Educação Científica/Ambiental


Um grupo de professores e alunos da Escola Secundária das Laranjeiras vai desenvolver um projecto de estudo de charcos do concelho de Ponta Delgada, um de Vila Franca e outro da Povoação, com o objectivo de analisar a fauna e flora que se desenvolvem nestes pequenos lençóis de água e o impacto dos nutrientes das pastagens na qualidade da água. O projecto, aprovado pelo governo açoriano, envolve também investigadores da Universidade dos Açores.

Um projecto de cinco professores da Escola Secundária das Laranjeiras, das áreas da física, química, biologia, geologia e geografia, aprovado agora pelo governo açoriano, vai centrar-se no estudo da biodiversidade dos charcos da ilha de S. Miguel com o envolvimento de alunos do estabelecimento de ensino.

O projecto, intitulado ‘Água Fonte de Vida’, é da responsabilidade dos professores Teófilo Braga (Físico-Química); Nélia Melo (Biologia e Geologia); Maria João Oliveira (Físico-Químicas); Helena Carreiro (Biologia e Geologia); e Filomena Ramos (Geografia).

Da comunidade científica estão envolvidos no projecto, José Azevedo (Professor auxiliar com nomeação definitiva do Departamento de Biologia da Universidade dos Açores); David Santos (biólogo, com especialidade em Zoologia e prática em aves exóticas invasoras); Emanuel Machado (naturalista amador); Virgílio Vieira (Departamento de Biologia da Universidade dos Açores) e a Associação Ecológica ‘Amigos dos Açores’.

Os responsáveis pelo projecto partem do pressuposto de que “a degradação e destruição física das bacias hidrográficas, na nossa região, estão associadas a alterações do uso dos solos”.

Explicam que esta realidade se deve ao facto de, “nas últimas cinco décadas, se ter desenvolvido a prática da agricultura intensiva, como, por exemplo, a plantação de pastos para o gado bovino”.

Realçam que se “tem vindo a constatar, por estudos científicos, que a fonte de poluição química destes habitats provém de agro-químicos utilizados na agricultura”.

Assim sendo, completam, os adubos sintéticos, pesticidas e herbicidas “chegam aos cursos de água por escorrência da água da chuva, contaminando os solos e aquíferos e interferindo substancialmente com a biodiversidade dos referidos habitats”.

O professor Teófilo Braga disse, a propósito, ao ‘Correio dos Açores’ que só depois das análises que se efectuaram durante os trabalhos de campo “é que será possível saber se os adubos têm afectado os charcos. De qualquer modo muitos deles estão abandonados pois hoje os lavradores deixaram de os usar para dar de beber ao gado”.

O estudo dos charcos

Os charcos são massas de água parada de carácter permanente ou temporário, de tamanho superior a uma poça (pequena massa de água efémera, que normalmente é possível atravessar com um só passo) e inferior a um lago (massa de água com mais de 1 hectare (ha.) de superfície e uma profundidade que permite a sua estratificação).

Os charcos “são particularmente vulneráveis aos vários tipos de poluição, devido ao baixo volume de água que conseguem armazenar, resultando numa reduzida capacidade para diluir os poluentes, sendo, deste modo, afectada a vida que lá existe”.

Em termos pedagógicos, os professores alicerçam este projecto na “relevância” que atribuem à Educação em Ciência (relação com o saber); à Educação sobre Ciência (relação com os processos de construção do saber) e à Educação pela Ciência (relação com o modo de uso do saber) e também no pressuposto de que Ciência e Tecnologia são actividades “socialmente úteis, com as quais os alunos se devem familiarizar”.

Pretende-se, também, “promover a curiosidade científica e valorizar o desenvolvimento de destrezas relacionadas com a utilização do método científico experimental”.

Os responsáveis pelo projecto referem, a propósito, que “é, actualmente, comummente aceite pelas comunidades científica e pedagógica e pela sociedade, em geral, que a ciência é um processo de construção social, cuja evolução depende de interesses sociais, das políticas de cada época e tem uma clara influência na configuração das sociedades e nas grandes mudanças sociais”.

O professor Teófilo Braga deixa claro, a propósito, que o principal objectivo do projecto “é envolver os jovens no ensino experimental das Ciências mas, é claro, não podemos esquecer a vertente da conservação da natureza”.

Realça que a sensibilização da comunidade para a defesa dos charcos, numa ilha com tantas lagoas e cursos de água, como São Miguel, “não é tarefa fácil, por isso será um trabalho feito junto dos lavradores proprietários dos pastos (ou rendeiros) aquando das visitas que lá serão efectuadas, explicando a razão da nossa presença e envolvendo-os se possível nos trabalhos de recolhas e apresentando-lhes os resultados das análises à água efectuadas que serão importantes para a saúde dos seus animais”.

“Estimular conservação da natureza”

É uma acção que se enquadra no objectivo de “estimular a aquisição de comportamentos e valores favoráveis à conservação da natureza e da biodiversidade” além daqueles que estão ligados ao desenvolvimento da capacidade de lidar com a Ciência e com a tecnologia na resolução dos problemas do dia-a-dia;

Com os trabalhos de campo que serão desenvolvidos, vai-se identificar e monitorizar a fauna e a flora associada ao charco; observar vida microscópica e seguir diferentes ciclos de vida; e avaliar a qualidade da água e realizar experiências laboratoriais de carácter prático sobre o impacto de poluentes sobre a biodiversidade.

Após a selecção dos charcos a serem estudados com maior profundidade, no concelho de Ponta Delgada, um em Vila Franca do Campo e um na Povoação, realizar-se-á uma segunda visita com vista a recolher amostras para análise.

No final, será feita uma avaliação do projecto através da reflexão crítica sobre questões como a de “saber que impacto teve na sensibilização dos alunos participantes e nas suas concepções e práticas, relativamente ao ambiente?”

Entendem os seus responsáveis um projecto desta natureza “nunca está concluído, quer porque neste ano lectivo é impossível aplicá-lo a todas as massas de água identificadas, quer porque numa escola todos os anos são recebidos novos alunos”.

No caso da avaliação ser positiva, serão feitos “ajustamentos necessários”, como alargar a equipa de professores de modo a incluir outros grupos disciplinares e será renovado o pedido de colaboração a todos os parceiros envolvidos e, eventualmente, alargadas as parecerias, de modo a que o projecto tenha continuidade em próximos anos lectivos.

01 Fevereiro 2011
Autor: João Paz

(fonte: http://www.correiodosacores.net/index.php?mode=noticia&id=31627)

domingo, 28 de novembro de 2010

Onde pára o Pólo do Pico da Pedra da Ecoteca da Ribeira Grande



No seu número 143, relativo ao corrente mês de Novembro,o jornal da Casa do Povo do Pico da Pedra refere-se à transferência da Ecoteca da Ribeira Grande, do Pico da Pedra para a cidade da Ribeira Grande.

Por várias vezes discordámos da partidarite encapotada dos responsáveis da Voz Popular, mas neste caso o desaparecimento do chamado Pólo do Pico da Pedra merecia uma explicação por parte de quem tem efectivamente o poder de decisão.

Já agora, para esclarecimento da Voz Popular e dos picopedrenses, é importante saber-se que no início a ideia era instalar a Ecoteca na cidade da Ribeira Grande e que tal não foi possível primeiro porque a Secretaria Regional da Agricultura não cedeu um espaço e depois porque a Secretaria Regional do Ambiente não aceitou uma sala no Teatro da Ribeira Grande. Depois de esgotada a possibilidade da Ribeira Grande graças à intervenção de um ex-dirigente dos Amigos dos Açores e da concordância do presidente da Junta de Freguesia, Roberto Calisto, e do Director Regional do Ambiente, Eduardo Carqueijeiro, a instalação da Ecoteca no Pico da Pedra tornou-se uma realidade.

Para terminar, recorde-se que o referido dirigente dos Amigos dos Açores, também, fez alguns esforços para que a direcção da Ecoteca fosse, em dada altura, assumida por uma docente natural e residente do Pico da Pedra que não aceitou o convite.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

ECO- ESCOLAS, A PROPÓSITO DE UM APELO



Depois de ter esvaziado as ecotecas, o actual governo dos Açores parece que terá deixado a educação ambiental a cargo das escolas e através do projecto eco-escolas.

Tendo já participado em seminários eco-escolas, como orador em sessões sobre o tema da energia, pela primeira vez, já que sempre o recusei, faço parte de um eco-conselho da escola onde lecciono.

A minha recusa, como várias vezes expliquei, prendeu-se com o facto de em grande parte das escolas, o projecto estar a cargo de um grupo isolado que não o consegue estender a toda a comunidade escolar e não ter o devido apoio por parte da tutela do ambiente, que o vê apenas como um meio para enriquecer as estatísticas da praxe, das autarquias e dos conselhos executivos das escolas.

Este ano lectivo, para viver a realidade por dentro, aceitei fazer parte do projecto e mantenho o compromisso de trabalhar com os meus alunos ou com alunos de colegas meus.

Mas, a minha primeira experiência, que foi a participação na primeira reunião do eco-conselho, foi frustante. Com efeito, quando olhei à minha volta só vi professores, pois os pais não compareceram, os alunos também não, os funcionários idem, o representante da autarquia também esteve ausente, bem como o/a da SRAM.

TB

Assunto: Programa Eco-Escolas 2010/2011 – Inscrições


A Secretaria Regional do Ambiente de do Mar tem o prazer de convidar a V. escola a participar no Programa Eco-Escolas durante este ano lectivo.


O Programa Eco-Escolas, coordenado a nível nacional pela Associação Bandeira Azul da Europa (Organização não Governamental), é uma iniciativa de âmbito internacional sob a responsabilidade da Fundação para a Educação Ambiental (Fee) que visa encorajar acções e reconhecer o trabalho desenvolvido pelas escolas em benefício do ambiente.


Durante o ano lectivo, as escolas inscritas são convidadas a seguir a metodologia do Programa, constituída por 7 passos fundamentais (em anexo), a abordar os temas de base: Água, Resíduos e Energia, e um dos temas do ano: Biodiversidade, Floresta ou Mar, tendo como temas complementares: Biodiversidade, Ruído, Transportes, Agricultura Biológica e Espaços Exteriores.


Caso exista interesse em participar no Programa Eco-Escolas, a escola deverá colocar a sua inscrição em http://www.abae.pt/moodle/ ou em alternativa enviar ao Gabinete de Promoção Ambiental, até ao dia 15 de Novembro de 2010, a proposta de inscrição em anexo devidamente preenchida e acompanhada da Declaração do Município.


Para mais informações sobre o Programa consulte: http://www.abae.pt e http://www.eco-schools.org.


Com os melhores cumprimentos,


O Director Regional do Ambiente

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Cosméticos

quinta-feira, 22 de abril de 2010

A PROPÓSITO DO IX ENCONTRO REGIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL



Vai realizar-se nos próximos dias 22, 23 e 24 de Abril na cidade da Horta o IX EREA-EE (Encontro Regional de Educação Ambiental e Eco-escolas- Preservação e Promoção do Espaço Natural organizado por “encomenda”(1) do Governo Regional pela associação denominada Azórica.

Este encontro, realizado numa altura em que é notório o desinvestimento na educação ambiental, tem, do nosso ponto de vista,dois objectivos ocultos: cumprir um ritual anual, nomeadamente no que às eco-escolas diz respeito, e assinalar uma mudança de paradigma,isto é acabar de vez com o pouco da reflexão que se fazia a propósito
dos objectivos, estratégias e práticas da educação ambiental.

Através da consulta ao programa, verifica-se que está arredada uma reflexão aprofundada sobre o projecto eco-escolas. Com efeito, não basta apresentar um ou outro caso de aparente sucesso, pelo contrário,seria de todo o interesse averiguar a razão ou razões que levam a que aquele projecto não contar com o empenho dos Conselhos Executivos das Escolas, ser implementado quase solitariamente pelos respectivos coordenadores, sobretudo nos graus de ensino mais elevados, não
contribuir em nada para a alteração das práticas dos alunos e muito menos da escola no seu todo, como por exemplo levar à redução dos consumos de água, energia e papel, etc.

Se em relação às esco-escolas o que mais tem interessado à tutela do ambiente, como à da educação que se preocupa em demasia com o sucesso estatístico, é o número de escolas que recebem o galardão, em relação à educação ambiental, tanto nas escolas, como nas ecotecas ou mesmo nas associações ambientalistas podemos dizer que sofre um desvio “biologista”, isto é transformou-se num apoio ao ensino formal da biologia já que os temas mais abordados são a flora e a fauna. Por esta razão, concordamos com Luísa Schmidt, Joaquim Nave e João Guerra quando dizem que a educação ambiental tem sido um suplemento recreativo e infantilizado.

Com a integração das Ecotecas nos Parques Naturais irá intensificar-se a deriva conservacionista, isto é serão abandonadas outras áreas temáticas que, embora timidamente, eram tidas em consideração por algumas delas, como as questões ligadas à saúde, à alimentação, ao consumo/consumismo, à qualidade de vida, etc., ficando-se por uma temática única, a da conservação da natureza.

O declínio da educação ambiental nos Açores deve-se ao desinteresse por parte das entidades oficiais em aprovar e implementar uma estratégia regional, tendo como pilares a nível institucional as secretarias que tutelam a educação e o ambiente, e à incapacidade por parte das ONGA, resultado do défice de cidadania da sociedade açoriana e do seguidismo de alguns dirigentes em relação ao que é ditado pelos
sucessivos detentores da pasta do ambiente, em pelo reivindicar (o ideal seria implementar) uma educação ambiental que de acordo com Pablo Cartea deveria “promover acções com um duplo objectivo: por um lado promover a redução da pressão sobre um ambiente finito na sua capacidade para gerar recursos e para reabsorver impactos e avançar na satisfação universal, justa e equitativa das necessidades humanas”.

(1) Os encontros anteriores foram da responsabilidade da Direcção Regional do Ambiente. Nenhuma ONGA dos Açores tem capacidade,nomeadamente financeira, para por si só implementar um projecto desta natureza.

Pico da Pedra, 22 de Abril de 2010

Teófilo Braga

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Por que não se faz um balanço da educação ambiental que tem sido feita nos Açores?



Não havendo informação sobre a Região, recomenda-se a leitura do livro Educação Ambiental- Balanço e perpectivas para uma agenda mais sustentável.

domingo, 4 de abril de 2010

Há ambientalistas para todos os gostos


Nos dias 22, 23 e 24 de Abril a AZORICA irá promover o IX Encontro Regional de Educação Ambiental e Eco-Escolas, para Professores, Técnicos de Ambiente e Associações de Defesa do Ambiente.

Como todos sabemos trata-se de uma inicitativa que sempre foi (e é ?) da Secretaria Regional do Ambiente. Aliás, nem a Azórica, nem qualquer outra ONGA dos Açores tem capacidade financeira para organizar um evento daquela natureza.

Neste caso, estamos perante uma prestação de serviços ou um "frete" a prestar por uma associação à Secretaria que tutela a área do ambiente de que a Azórica, ao longo da sua história, é perita.

Da leitura do programa facilmente chegar-se-á à conclusão de que a educação ambiental proposta é insustentável, como já denunciaram, recentemente, alguns sociólogos portugueses.

terça-feira, 23 de março de 2010

A Educação Ambiental que se Faz é Insustentável


Educação ambiental nas escolas é insustentável

22.03.2010

Ricardo Garcia

A educação ambiental e a educação para o desenvolvimento sustentável nas escolas portuguesas é limitada, demasiado infantil e, ironicamente, insustentável. Este é o retrato crítico que resulta de um inquérito a 15.000 escolas e 2300 organizações não-escolares, cujos resultados estão num livro a apresentar hoje em Lisboa.

Cerca de metade das escolas e 30 por cento das outras organizações responderam ao inquérito, realizado entre 2005 e 2007. O resultado aponta para o papel preponderante das câmaras municipais entre as entidades que promovem a educação ambiental nas escolas: 58 por cento dos projectos são de autarquias. A esta quota somam-se ainda os projectos com empresas municipais.

A consequência é a limitação dos temas às questões dos resíduos, flora e fauna. Muitos estão directamente relacionados com as empresas patrocinadoras. "Esta prevalência de temas, patrocinadores e parceiros acaba por tornar a educação ambiental e a educação para o desenvolvimento sustentável demasiado instrumental", concluem os sociólogos Luísa Schmidt, Joaquim Nave e João Guerra em Educação Ambiental-Balanço e Perspectivas para Uma Agenda Mais Sustentável - o livro será apresentado numa conferência sobre o tema, no Instituto de Ciências Sociais.

Neste sentido, as actividades estão "a negligenciar o que se passa no "mundo real". A vertente do desenvolvimento sustentável deveria ser reforçada com ligações à economia e cidadania. As escolas deveriam ser "exemplo vivo" da sustentabilidade. Segundo o inquérito, os projectos são maioritariamente dirigidos apenas aos alunos, com pouco envolvimento da escola ou da comunidade onde se insere. Só nove por cento dos projectos desenvolvidos por organizações externas e 17 por cento dos realizados pelas próprias escolas se destinavam à comunidade educativa em geral.

O livro fala da "infantilização" da educação ambiental: 44 por cento dos projectos das escolas destinam-se a alunos do 1º ciclo, sobretudo em actividades recreativas e lúdicas. Só 12 por cento envolvem o secundário.

Para Luísa Schmidt, os projectos deveriam envolver mais os adolescentes e colocar os alunos a avaliar a realidade ambiental e de desenvolvimento sustentável na sua área, através da recolha de dados que pudessem ser validados e trabalhados depois por universidades. "No fundo, seria uma ciência participativa", afirma.

Os projectos também deveriam durar mais tempo: metade tinha a duração de apenas um ano lectivo, 11 por cento nem a isso chegava, embora 37 por cento ultrapassassem aquele limite. Conclusão: há uma "notória insustentabilidade das actividades de educação ambiental e educação para o desenvolvimento sustentável".

Fonte: http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1428742

Nota: Para o caso da Educação Ambiemtal nos Açores ver: http://terralivreacores.blogspot.com/2007/12/educao-ambiental-mas-qual.html

sábado, 23 de janeiro de 2010

As árvores morrem de pé, a educação (ambiental) a rastejar



Esta foto tirada hoje mostra um exemplo de uma poda "radical" que foi aplaudida por um dos principais dirigentes regionais de uma associação escutista açoriana.

A sua localização, em frente a uma creche, servirá para os educadores exemplificarem o que é uma árvore: um ser morto constituido por raizes e caule.

Ao contrário desta árvore a educação ambiental, conquistada a pulso pela pressão de algumas ONGAS e que avançou devido a alguma sensibilidade de alguns governantes, não morrerá de pé. Será transformada em propaganda para justificar todas as atrocidades feitas ou a fazer em nome do ambiente e do desenvolvimento sustentável.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Que Educação Para Resolver os Problemas Ambientais?


Um dos mais “respeitados” pensadores americanos, David Orr, numa das suas obras diz-nos que a crise ambiental e social com que se debate o mundo de hoje “não pode ser resolvida com o mesmo tipo de educação que ajudou a criar os problemas” e acrescenta que,"face ao teste da sustentabilidade, as nossas ideias, teorias, ciências, humanidades, ciências sociais, pedagogia e instituições educativas não estiveram à altura. As escolas, as faculdades e as universidades são parte do problema”.

Já Einstein dizia “nenhum problema pode ser resolvido pela mesma consciência que o criou”.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Uma queixa enigmática!



Por falta de tempo, não vou comentar as afirmações proferidas pela Directora da Ecoteca da Lagoa, apenas gostaria de dizer que é sempre importante concretizar o que dizemos. Assim, seria de bom tom ter apresentado o nome das associações que não deram a colaboração pretendida?

Até à pouco tempo presidi a uma delas e que eu saiba nunca nos chegou qualquer pedido.

Teófilo Braga

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Práticas de Energias Renováveis



Editada pela Arena- Agência Regional da Energia e Ambiente da Região Autónoma dos Açores, esta nova publicação pretende ser uma ferramenta e um veículo de informação, para jovens e professores da Região Autónoma dos Açores, sobre um dos conceitos mais unificadores da Ciência- A energia.
(Extraído do Blog Educar para a Energia)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Ecoteca de Santa Maria Incentiva o Consumo de Tabaco

Em Santa Maria: Ecoteca põe cinzeiros à porta dos restaurantes 20 Fevereiro 2008 [Regional]

A Ecoteca de Santa Maria e a Valência do Recolhimento de Santa Maria promoveram, domingo, uma operação de colocação de cinzeiros à entrada de estabelecimentos de restauração em Vila do Porto, para garantir a limpeza da via pública no principal centro urbano da ilha.
A iniciativa, que contou com o apoio da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar e da Câmara Municipal de Vila do Porto, decorre do aumento do número de beatas de cigarros abandonadas no chão à porta de cafés e restaurantes, devido à recente entrada em vigor da nova legislação sobre o consumo de tabaco.

(in Correio dos Açores)

Esta iniciativa é, do meu ponto de vista, apenas aparentemente aceitável. Porquê:

1- Porque, trata-se de uma desistência em continuar uma campanha para que as pessoas deixem de fumar;

2- Porque se está a premiar os prevaricadores. É uma atitude de pouco civismo atirar lixo para o chão, qualquer que ele seja. As pessoas em questão, pelo contrário, deveriam ser punidas;

3- Trata-se de um mau uso dos dinheiros públicos já que se são os donos dos cafés e restaurantes a terem lucros com a sua actividade a limpeza, no limite, deveria estar a seu cargo.

4- Noto aqui uma alteração na "política de ambiente". O ex-director regional do ambiente, Arq. Eduardo Carqueijeiro, não aceitou que uma ecoteca disponibilizasse cinzeiros para uma praia com o argumento que o que se devia fazer era educar as pessoas para não fumarem e para se responsabilizarem pelos lixos que produzem.

5- O que a ecoteca fez, não passa do que se chama "negóceos como os do costume". Isto é não actuar nas causas, apenas se preocupar com as consequências. Ou mudar um pouco para que tudo fique na mesma.

6- Com o simples colocar de cinzeiros está-se a incentivar o uso do tabaco.

7-Pessoalmente acho a atitude condenável já que se está a usar dinnheiro de todos nós em benefício de uns poucos. É caso para dizer "o crime compensa".

domingo, 30 de dezembro de 2007

Educação Ambiental, mas qual?


Síntese

Nesta breve reflexão que teve como motivação as aulas da disciplina de Educação Ambiental em Contextos Diferenciados, depois de abordar a questão das várias classificações possíveis das diversas correntes de educação ambiental, apresento três delas: a educação ambiental para a conservação, a educação ambiental ecológica e a educação ambiental popular. Depois, na sequência da questão levantada numa das aulas acerca de qual a corrente com que nos identificávamos mais, apresento a minha opinião acerca do que se faz nos Açores, tendo concluído que o que têm feito as ONGAS e o próprio Governo Regional dos Açores, é essencialmente a difusão de valores ambientais e a colaboração com programas do sistema de ensino formal.


Breve Reflexão

Do mesmo modo que quando se fala em movimentos de defesa do ambiente estamos a falar numa panóplia de vertentes, de que são exemplo o conservacionismo, que tem como preocupação central a protecção das espécies e dos sistemas naturais (Sorrentino, 2005) ou a ecologia social, de carácter libertário, que propõe um novo modelo social e uma nova forma de relacionamento com a natureza (Bookchin, 1984), também quando se aborda o tema educação ambiental estamos perante uma diversidade de “correntes”, isto é, “uma maneira geral de conceber e praticar a educação ambiental”(Sauvé, 2005).

São inúmeros os esforços no sentido da classificação das várias correntes de educação ambiental que, de acordo com Lima (1999), são “proporcionais, em número e, variedade, às tantas concepções de mundo, de sociedade, e de questão ambiental existentes”. A título de exemplo e antes de nos referirmos às que iremos aprofundar um pouco mais, apresentamos a proposta de Sorrentino que, segundo Lima (1999) as classifica em conservacionista, educação ao ar livre, gestão ambiental e economia ecológica. Por seu turno, Sauvé (2005), depois de referir que “a sistematização das correntes torna-se uma ferramenta de análise ao serviço da exploração da diversidade de proposições pedagógicas e não um grilhão que obriga a classificar tudo em categorias rígidas, com o risco de deformar a realidade”, apresenta 15 correntes, a saber: naturalista, conservacionista/recursionista, resolutiva, sistémica, científica, humanista, moral/ética, holística, biorregionalista, práxica, crítica, feminista, etnográfica, da coeducação, da sustentabilidade.

No âmbito deste trabalho apresentaremos (ver Anexo) algumas “características” das três correntes de educação ambiental propostas por Peña (1994):

- a educação para a conservação, cujos adeptos defendem o regresso à natureza, recusam o desenvolvimento tecnológico e consideram que a solução para os problemas ambientais passa pela alteração dos valores de cada um. Os seus promotores educam pelo exemplo, constroem as suas casas ecológicas, produzem os seus próprios alimentos, fazem as suas roupa , etc.;

- a educação ecológica cujos promotores não põem em causa o modelo de desenvolvimento actual, defendendo apenas alguns ajustes. Usam métodos de educação tradicionais e autoritários e pseudo - participativos. Uma educação formal, onde o educador e o especialista ocupam um papel de destaque;

- a educação ambiental popular que defende a necessidade de superar a actual lógica neoliberal e propõe mudanças políticas e a redistribuição do poder e da riqueza, sendo o seu grande objectivo fazer com que as pessoas ao aprenderem a pensar e a serem autogestionárias recuperem o poder de decisão entretanto perdido. Os seus promotores, valorizam a educação não formal e como processo contínuo e permanente. Promovem métodos do tipo participativo e dialógico, onde entre educador e educando se estabelecem relações de colaboração e aprendizagem mútua.


Mas, que educação ambiental se faz entre nós, nomeadamente o que fazem as associações de defesa do ambiente dos Açores?

Não sendo fácil responder à questão, vamos em primeiro lugar recorrer a Viola (1992) que nos diz que o papel das associações de defesa do ambiente na educação ambiental tem sido o de: 1) através da sua acção difundir valores ecológicos; 2) implementar programas próprios de educação ambiental; 3) colaborar com programas do sistema de ensino formal e 3) procurar envolver a população em programas de conservação ou restauração do ambiente danificado.

Desconhecendo-se qualquer reflexão por parte das ONGAS dos Açores sobre educação ambiental, o que conhecemos da sua prática leva-nos a concluir que a modalidade mais comum será a difusão de valores ecológicos, seguida da colaboração com programas do sistema de ensino formal. Com efeito, mencionando apenas as duas ONGAS dos Açores que têm protocolos com a SRAM- Secretaria Regional do Ambiente e do Mar com vista à gestão das Ecotecas, Os Montanheiros e Amigos dos Açores - Associação Ecológica, enquanto que a primeira tem limitado a sua actividade à gestão “turística” dos espaços naturais que gere, como a Gruta das Torres, na ilha do Pico, ou o Algar do Carvão, na ilha Terceira, a segunda que faz a gestão da Gruta do Carvão, na ilha de São Miguel, cavidade vulcânica que é visitada essencialmente por grupos escolares, tem criado materiais didácticos sobre os diversos temas que podem ser abordados no âmbito da educação ambiental, com destaque para a biodiversidade e a geodiversidade, a energia, a água, os resíduos, etc., tem mantido, anualmente, no seu plano de actividade um programa de apoio às escolas e promoveu, de Outubro a Dezembro de 2006, diversas acções de desobstrução e limpeza da Gruta do Carvão - Troço do Paim, onde foram removidos do interior desta cavidade 22 toneladas de lixos introduzidos pelo Homem e terras trazidas pelas águas de escorrência, com a participação de cerca de 50 voluntários.

Embora não muito activo, os Amigos dos Açores - Associação Ecológica possuem um Grupo de Trabalho de Educação Ambiental (GTEA), criado para “contribuir para a consciencialização acerca da interdependência económica, política e ecológica do mundo moderno, de modo a estimular o sentido da responsabilidade e solidariedade” através da Educação Ambiental, que tem como objectivos principais o apoio a professores e educadores interessados na implementação de projectos de educação ambiental e coordenar projectos de educação ambiental a implementar pela associação.

Como já tivemos oportunidade de referir, nos últimos anos, a principal actividade deste Grupo dos Amigos dos Açores, em termos de educação ambiental, tem sido implementada em parceria com a SRAM e para esta a educação ambiental consiste em “transmitir os valores ambientais do nosso arquipélago e do mundo” (Faustino, 2007).

A educação ambiental que temos tido, que não tem sido questionada nos Açores, sofre de um desvio naturalista e conservacionista, tendo como preocupação “salvar” o ambiente, entendido como recurso que é necessário “preservar para manter a maquinaria produtiva e reprodutiva do capital” (CARTEA, 2006). A corroborar estas afirmações, são elucidativas as declarações da senhora Secretária Regional do Ambiente a propósito de uma putativa Estratégia Regional de Educação Ambiental, que segundo ela existe nos Açores: “ Estamos a construir um sistema de Centros de Interpretação, que irão apoiar a visitação e o usufruto das áreas classificadas dos Açores…A abordagem não é apenas a transferência de informação, mas também o servir de alicerce para investimentos paralelos e privados”(Faustino, 2007).

Do nosso ponto de vista, para escolhermos que educação ambiental fazer, há que fazer opções: antes de mais há que escolher o modelo de sociedade que queremos. Havendo várias opções, limitar-me-ei a mencionar duas delas: a que tem subjacente o conceito de desenvolvimento sustentável ou a que propõe um decrescimento sustentável.

O desenvolvimento sustentável é “o que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das futuras gerações de suprir as suas próprias necessidades”(Tabacow, 2006). Acerca deste conceito, concordo com alguns autores que o consideram vago, e “pouco efectivo em termos concretos”(FBOMS, 2002, citado por Tabacow, 2006), permitindo que em seu nome tudo se possa fazer, como continuar a defender um crescimento económico ilimitado num mundo em que os recursos são finitos, ou como um “fetiche útil na medida em que o seu significado depende de quem o usa, do contexto em que é usado e para que é usado” (CARTEA, 2006). Por seu turno, para o conceito de decrescimento sustentável, não está em causa, apenas, a diminuição dos consumos, mas também o modo de funcionamento da economia actual (produção – distribuição - consumo), propondo uma “ruptura da lógica subjacente ao modelo capitalista de um crescimento constante e auto-alimentado, que origina o consumismo” (Janela, 2006).

Pico da Pedra, 29 de Dezembro de 2007
Teófilo Braga

BIBLIOGRAFIA
BOOKCHIN, M., (1984), “El concepto de ecologia social”, Ecofilosofias, diseñando nuevas formas de vida- Cuaderno nº3 de la revista Integral, Integral Edicions, Barcelona.

CARTEA, P., (2006), “Elogio de la Educación Ambiental”, Trayectorias, ano VIII,nº 20-21.

FAUSTINO, P., (2007), “Nos Açores haverá cobertura de 100% no Licenciamento Ambiental”, 100 Maiores Empresas dos Açores 2006, Açormédia, Ponta Delgada

JANELA, J., (2006), “A Pegada Ecológica e o Decrescimento Sustentável”, Utopia, nº 21

LIMA, G., (1999), “Questão Ambiental e Educação: contribuições para o debate”, Ambiente e Sociedade, NEPAM/UNICAMP, Campinas, ano II, nº5, 135-153.

PEÑA, O., (1994), Hacia una educación ambiental participativa y autogestionária, tesis de maestria en Ciencias con especialidad en Medio Ambiente e Desarrollo Integrado, Instituto Politécnico Nacional, México D.F., (http://www.laneta.apc.org/urbania/urbani13.htm- consultada em 16 de Dezembro de 2007)

SAUVÉ, L., (2005), “Uma cartografia das correntes em educação ambiental”, in SATO, M., CARVALHO, I., (ed.), Educação Ambiental, Pesquisa e Desafios, Artmed, Porto Alegre.

SORRENTINO, M., (2005), “Prefácio”, in SATO, M., CARVALHO, I., (ed.), Educação Ambiental, Pesquisa e Desafios, Artmed, Porto Alegre.

TABACOW, J.(2006), “Sustentabilidade, euforia utópica ou logorréia estéril?”, in GERRA, A. (org), Iniciativa Solvin 2006: arquitectura sustentável. Romano Guerra Editora, São Paulo.

Viola, E. (1995), “O ambientalismo multissetorial no Brasil para além da Rio-92: o desafio de uma estratégia globalista viável”, in Viola, E, LEIS, H., SCHERER-WARREN, I., GUIVANT, J., VIEIRA, P., KRISCHKER, P., Meio Ambiente, desenvolvimento e cidadania: desafios para as ciências sociais, Cortez/UFSC, Florianópolis.


http://amigos-acores.freehostia.com (acedido em 25 de Dezembro de 2007)


http://www.montanheiros.com (acedido em 25 de Dezembro de 2007)