Pela criação de um Colectivo Açoriano de Ecologistas que tenha por objectivo a reflexão-acção sobre os problemas ambientais, tendo presente que estes são problemas sociais e que a sua resolução não é uma simples questão de mudanças de comportamentos, mas sim uma questão de modelo de sociedade.
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quarta-feira, 26 de dezembro de 2018
REGRESSO DE GADO AO PARQUE ECOLÓGICO do FUNCHAL
Assine aqui:
https://www.change.org/p/presidente-da-c%C3%A2mara-municipal-do-funchal-regresso-de-gado-ao-parque-ecol%C3%B3gico-do-funchal
REGRESSO DE GADO AO PARQUE ECOLÓGICO do FUNCHAL
Foi com alguma estranheza que tomámos conhecimento de que a Câmara Municipal do Funchal autorizou, recentemente, a criação de gado no Parque Ecológico do Funchal.
Como a realidade dos factos demonstra, após a retirada do gado, em 1995, foi possível verificar, no Parque Ecológico do Funchal, a recuperação da biodiversidade, a qual a par da água e do solo são recursos vitais para a Madeira, apesar do revés provocado pelo incêndio de origem criminosa ocorrido em agosto de 2010.
A medida agora tomada, a concretizar-se, será um duro golpe no trabalho que tem sido feito até agora, isto é a reflorestação com vista à recuperação das formações vegetais primitivas, à redução da erosão, à diminuição dos efeitos das cheias e ao reforço das nascentes.
Estamos solidários com os trabalhos desenvolvidos ao longo de cerca de vinte anos pela Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal e apoiamos a tomada de posição daquela contrária ao regresso do gado ao Parque Ecológico.
Face ao exposto, apelamos ao bom senso do senhor Presidente da Câmara Municipal para que volte atrás na sua decisão, respeitando o que é afirmado na página 83 do Plano de Gestão do Parque Ecológico do Funchal: “Não estão identificadas quaisquer áreas com a função de silvo pastorícia, nem se vislumbra considerar esta atividade como um objetivo futuro para estas áreas”.
Primeiro Subscritor: Teófilo Braga, açoriano, professor, mestre em Educação Ambiental, fundador da Associação Ecológica Amigos dos Açores. Já visitou o Parque Ecológico do Funchal por diversas vezes e participou, como voluntário, numa jornada de plantação de espécies nativas, organizada pela Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
quinta-feira, 16 de junho de 2011
quarta-feira, 15 de junho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
sexta-feira, 4 de março de 2011
Petição contra a destruição da baia do Funchal com o dinheiro da Lei de Meios

Petição à Assembleia da República para rever a Lei de Meios para a Região Autónoma da Madeira, com o objectivo das verbas ao abrigo desta Lei não servirem para a destruição da baía do Funchal.
Exmo. Sr. Presidente da Assembleia da República Portuguesa
Na sequência das cheias catastróficas de 20 de Fevereiro de 2010, o Governo Regional da Madeira criou um depósito provisório com os materiais removidos das três ribeiras que desaguam na baía do Funchal, a sul da Avenida do Mar. Este depósito provisório manteve-se durante todo o Verão e foi aumentado com novos despejos resultantes das cheias de 21 de Outubro, 25 de Novembro e 20 de Dezembro de 2010, e de 20 de Janeiro de 2011. O que era um depósito provisório tornou-se num aterro permanente, tendo o Governo Regional da Madeira, a 15 de Fevereiro de 2011, anunciado a intenção de construir no local do aterro um cais de acostagem de navios de cruzeiro e uma marina com valor estimado de 40 milhões de euros provenientes das verbas da Lei de Meios.
Considerando que se trata de uma obra nova e não de uma reconstrução;
Considerando que a intervenção prevista pelo Governo Regional da Madeira destrói em definitivo a praia junto à Avenida do Mar;
Considerando que o projecto em causa poderá tornar ainda mais problemático o escoamento das ribeiras de Santa Luzia e João Gomes em momentos de cheia;
Considerando que um cais em mar aberto terá grandes restrições de operacionalidade nos meses de Outono e Inverno, que são os que revelam maior frequência de navios de cruzeiro;
Considerando que as intervenções propostas descaracterizam a baía do Funchal, ameaçando a sua qualidade como destino turístico e para usufruto dos residentes;
Considerando que as verbas da Lei de Meios devem ser prioritariamente utilizadas na requalificação urbana e na segurança das populações;
Os cidadãos abaixo assinados rejeitam a possibilidade do dinheiro da Lei de Meios ser gasto pelo Governo Regional da Madeira na construção de novas estruturas portuárias, solicitando à Assembleia da República que reanalise a referida Lei com o objectivo dos dinheiros da solidariedade nacional serem utilizados somente na reconstrução das estruturas danificadas pela aluvião de 20 de Fevereiro de 2010.
Assine a Petição Aqui: http://www.vivamadeira.com/peticoes/component/content/article/39-activas/165-leidemeios.html
domingo, 20 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
A Madeira não é do Jardim

Caros Amigos / Caríssimas Amigas,
Na Madeira, adjectivada de nova, as ribeiras a 20 de Fevereiro apenas destruíram obras do tempo de D. Manuel, a queda duma palmeira foi provocada por forças ocultas e os incêndios que destroem a biodiversidade, fracturam rochas e fragilizam o futuro da economia são obra duma poderosa organização terrorista florestal.
A quem governa há mais de três décadas uma Região com uma área de 796 Km2, inferior a metade do mais pequeno distrito de Portugal Continental (Viana do Castelo – 2255 Km2) não pode ser imputada a mínima responsabilidade na perda de vidas humanas, na degradação do património natural ou na destruição do património edificado.
Nesta Região Autónoma, mais próxima de Marrocos (796 Km) do que de Lisboa (978 Km), governada por um príncipe perfeito não há espaço para debate. Quem questiona, quem sugere soluções para os problemas, quem exerce os mais elementares direitos de cidadania sujeita-se ao insulto do UI (Único Importante), como se pode facilmente comprovar pelo conteúdo do link: http://www.dnoticias.pt/impressa/diario/225046/madeira/225089-raimundo-preocupado-com-os-jardins-estragados
Os amantes da liberdade não podem ficar impávidos e serenos perante a impetuosidade da água, a fúria do fogo e a agressão verbal de quem está convencido que o Sol gira à volta da Madeira.
A Madeira está a arder há mais de quinze dias por incapacidade dos departamentos governamentais responsáveis pela protecção civil e gestão florestal e não por acção de qualquer organização terrorista, como ainda hoje a contra-informação pretendia fazer crer no Jornal da Madeira.
Na Madeira só conheço uma forma de terrorismo. O psicológico! A quem não presta vassalagem, a quem não pratica o “lambebotismo”, logo a central começa a difundir boatos, bilhardices, para denegrir, desacreditar, assustar quem ousa levantar a voz. O serviço fica completo pelas mãos duns peões, que sob a capa do anonimato e identidades forjadas, escrevem uma série de atoardas, recebendo umas migalhas como contrapartida.
Porque aprendi com a minha mãe, que os pequenos só jogam pedras às árvores que dão frutos e porque entendo que o poder dos votos não pode sufocar a racionalidade da ciência, continuarei a dedicar uma parte significativa da minha vida ao estudo do território destas ilhas e a intervir publicamente sempre que a minha consciência determinar.
Graças à Internet, que felizmente não gasta dinheiros do erário público e tem uma difusão incomparavelmente maior que o Jornal da Madeira, continuarei educadamente a opinar sobre a minha Madeira que, após um longo e esgotado período de crescimento betonado, deve entrar no trilho do desenvolvimento sustentado.
Saudações ecológicas,
Raimundo Quintal
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Amigos do Parque Ecológico do Funchal continuam a sua luta!

Depois do fogo que destruiu o trabalho de mais de 10 anos, os Amigos do Parque Ecológico do Funchal, no passado sábado, puseram mãos à obra e recomeçaram com os primeiros trabalhos com vista a transformar o Parque Ecológico e o Campo de Educação Ambiental do Cabeço da Lenha numa área verde.
Para saber mais consulte o seu blogue: http://bisbis.blogspot.com/2010/08/desgosto-2010.html
domingo, 15 de agosto de 2010
O Fogo Varreu o Pico do Areeiro (Madeira) - 2

Caros Amigos / Caríssimas Amigas,
Quando vos enviei a anterior mensagem ainda tinha alguma esperança
de que o fogo não devorasse o Campo de Educação Ambiental do Cabeço da
Lenha, edificado com enorme esforço pelos voluntários da Associação dos
Amigos do Parque Ecológico do Funchal.
Infelizmente entre as 02 e as 04 da manhã o lume arrasou quase tudo.
A casa foi destruída. Muitos milhares de pequenas plantas desapareceram
completamente. Do vasto manto de urzes e uveiras-da-serra apenas restam os
esqueletos negros entre os blocos de basalto. As borboletas e os pássaros
esvoaçam desorientados naquela paisagem onde esta manhã pairava um silêncio
de morte.
No Pico do Areeiro, onde estava a ser criado um oásis de vegetação
indígena, menos de 10% das plantas resistiram à passagem do lume.
Mas a catástrofe ecológica teve proporções muito mais amplas. O lume
tem vagueado por toda a cordilheira central. Do Pico do Areeiro ao Pico
Ruivo, a biodiversidade foi profundamente afectada. O melhor núcleo de
vegetação de altitude foi literalmente arrasado. Uma pequena população de
sorveira (Sorbus maderensis) desapareceu. Desta espécie endémica apenas
sobreviveu na Natureza uma árvore na Bica da Cana, no planalto do Paul da
Serra.
Importantes áreas de Laurissilva na Fajã da Nogueira e na bacia
hidrográfica da Ribeira Seca do Faial também estão a ser molestadas pelo
fogo.
Enorme delapidação da biodiversidade e um monstruoso caos de blocos
à espera das próximas chuvas para correr encosta abaixo, são marcas do
perigoso deserto que agora ocupa uma grande parte da cordilheira central.
Nestes momentos de profunda dor temos de ganhar forças para
recomeçar o difícil e moroso trabalho de recuperação do coberto vegetal das
montanhas, que neste momento mais parecem campos bombardeados (Fotos 1 a
20).
Saudações ecológicas,
Raimundo Quintal
sábado, 14 de agosto de 2010
O Fogo Varreu o Pico do Areeiro (Madeira)

Caros Amigos / Caríssimas Amigas,
Esta é uma notícia, que vos dou com o coração tão negro como solo calcinado das vertentes do Pico do Areeiro.
Entre as 12 e as 13 horas (foto 1) o lume, impelido por rajadas de vento da ordem dos 100 km / hora, subiu velozmente as vertentes da Ribeira do Cidrão, vindo do fundo do Curral das Freiras.
Ao chegar ao Pico do Areeiro começou a descer e queimou tudo o que encontrou pelo caminho. A plantação dos Associação dos Amigos do Parque Ecológico não escapou à voracidade das chamas e muito do trabalho realizado nos últimos dez anos foi destruído em instantes.
A extraordinária autorregeneração da formação vegetal primitiva que estava a ocorrer na área do Poço da Neve, na vertente oriental da Ribeira de Santa Luzia, sofreu um forte revés.
Os bombeiros e os funcionários do Parque Ecológico, apesar do trabalho abnegado, não conseguiram travar o fogo que transformou em cinzas uma parte significativa da vegetação do Chão da Lagoa e da vertente da Ribeira de Santa Luzia até à área da Casa do Barreiro, que também foi afectada.
O Campo de Educação Ambiental do Cabeço da Lenha, propriedade da Associação dos Amigos do Parque Ecológico, também foi atingido. Até este momento ainda não consegui avaliar a dimensão da área queimada. Logo pela manhã tentaremos lá chegar para fazer uma avaliação do que foi destruído e reflectir sobre a forma mais eficaz de iniciar a recuperação.
Menos de seis meses depois da força arrasadora da água, as serras da Madeira são varridas pelo fogo. Mais uma vez os satélites meteorológicos registaram o fenómeno e já o difundiram na aldeia global. Esconder ou fazer demagogia não são bons remédios para minimizar as causas do terrível ciclo: aluvião no Inverno - fogo no Verão.
É necessário reflectir e debater sem tibiezas, as causas naturais e antrópicas destes acidentes, que provocaram enormes feridas nos ecossistemas e na sociedade madeirense.
Nesta hora de profunda dor, apelo a todos os companheiros da Associação para que não desanimem perante este duro golpe e que acreditem que com o seu trabalho voluntário o verde das espécies indígenas voltará a cobrir de esperança as serras do Areeiro.
Saudações ecológicas,
Raimundo Quintal
Caro Raimundo,
Caros Amigos do Parque Ecológico do Funchal,
Faltam-me as palavras porque já foi tudo dito: não é hora de desanimar, pelo contrário é o momento de (re)começar de novo.
Há projectos avulsos, o Vosso é um projecto para a vida inteira.
Espero, um dia, voltar à Madeira e uma vez mais dar o meu "fraco" contributo.
Teófilo
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Pico do Radar

Caros Amigos / Caríssimas Amigas,
Hoje, 01 de Julho, é o Dia da Madeira e o Dia da Força Aérea
Portuguesa.
Para assinalar esta feliz coincidência, e atendendo a que o Governo
Regional e o Ministério da Defesa andam felicíssimos com o nascimento do
radar militar no Pico do Areeiro (fotos 4,5,6), proponho que o pico mude de
nome, à semelhança do que aconteceu em 1984, quando a Quinta das Angústias
foi rebaptizada de Quinta Vigia, e já este ano quando a Herdade da Achada
Grande passou a chamar-se Herdade do Chão da Lagoa.
A mudança de nome justifica-se, porque o pico cresceu de 1818 metros
para 1833 metros de altitude e porque o radar militar passou a ser a
eminência mais visível daquele conjunto montanhoso. Assim sendo, o terceiro
pico mais alto da Madeira passará a ser conhecido popularmente por PICO DO
RADAR.
As obras decorrem a bom ritmo e dentro de alguns meses os
madeirenses sentir-se-ão mais seguros, graças ao sofisticado equipamento
espanhol que vigiará os céus em busca de aviões e outros objectos que possam
perigar a paz nesta pérola do Atlântico. Dois aviões F16 ficarão baseados no
Porto Santo para de imediato dissuadir qualquer eventual intruso.
Segundo informações duma fonte entendida em geoestratégia, o novo
sistema de defesa do espaço aéreo madeirense apenas não impedirá a invasão
do vento quente e seco de leste, das areias e poeiras do Deserto do Sara,
das nuvens de gafanhotos e dos escaravelhos das palmeiras.
Perto do PICO DO RADAR, os massarocos com vistosas inflorescências
azuis e as andríalas de capítulos florais amarelos pintam a paisagem com as
cores da Região Autónoma da Madeira (fotos 1, 2 3).
Neste dia de sol radioso, acima do mar de nuvens, as delicadas
flores indígenas e as monumentais formas geológicas da cordilheira central
atraíram, vezes sem conta, as objectivas de centenas de turistas, que também
foram fotografando para memória futura o "monstro do Areeiro", o PICO DO
RADAR.
Saudações ecológicas,
Raimundo Quintal
Nota- Tal como o texto a foto é de Raimundo Quintal. Também, estamos à espera de um radar militar similar, nos Açores, para a defesa da Região face a uma iminente invasão por parte dos fenícios)
segunda-feira, 29 de março de 2010
Voluntariado na Madeira
No passado dia 20 de Março, a Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal conseguiu superar o objectivo que tinha traçado. Cerca de 80 voluntários plantaram um pouco mais de 1000 árvores e arbustos indígenas da Madeira, no Pico do Areeiro e no Campo de Educação Ambiental do Cabeço da Lenha.
As plantas foram fornecidas pela Direcção Regional de Florestas e o transporte dos participantes foi garantido pela Câmara Municipal do Funchal.
Por que razão não se consegue fazer algo semelhante nos Açores?
Os açorianos não são generosos ou os "poderes" instalados asfixiam quem queira fazer trabalho voluntário?
domingo, 28 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Madeira: Tragédia Anunciada
Video de Abril de 2008, extraído do Programa Biosfera
Leia, também, o documento ( http://www.scribd.com/doc/27375232/Raimundo-Quintal-ALUVIOES-DA-MADEIRA-desde-o-Seculo-XIX ) que corresponde ao artigo publicado na Revista "Territorium" - Editora Minerva, Coimbra, 1999, acrescido de informação sobre a Aluvião que atingiu São Vicente em 5 / 6 de Março de 2001.
Este estudo, do Doutor Raimundo Quintal será retomado com a análise das situações ocorridas em São Vicente a 22 de Dezembro de 2009, no Porto da Cruz, Faial e São Roque do Faial a 2 de Fevereiro e a catástrofe de 20 de Fevereiro.
Toda esta informação ajudará a entender-se melhor a importância das cheias repentinas, escorregamentos e "quebradas" (desmoronamentos ou desprendimentos de rochas) na História da Madeira.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Tragédia na Madeira
Também nas catastrofes naturais (antrópicas?) não há democracia. São os mais desfavorecidos as principais vítimas.
Não negando os valores "anormais" da precipitação, é necessário tirar lições dos erros no ordenamento do território e nunca esquecer as leis da natureza.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
A RTP- Madeira preocupa-se com a Biodiversidade

Ao contrário da RTP- Açores que tem-se preocupado com muitas inutilidades, a RTP- Madeira transmitiu ontém um programa sobre a Biodiversidade, onde, entre outros assuntos foi debatida a questão do perigo da introdução de espécies e a construção do teleférico do Rabaçal.
Dado o interesse do mesmo, aconselha-se que veja o programa, do dia 10 de Fevereiro, aqui: http://ww1.rtp.pt/multimedia/?tvprog=25699&idpod=35442
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
TEMPORAL NA MADEIRA
Raimundo Quintal, geógrafo madeirense, aborda as causas naturais e a responsabilidade humana dos danos ocorridos nos últimos dias em infra-estruturas rodoviárias e balneares, armazéns e habitações.
A visualização destes vídeos é de importância para o cidadão comum e para os nossos políticos, esperando que, para os crentes, o Menino Jesus lhes ilumine as mentes a respeitar as Leis da Natureza.
A visualização destes vídeos é de importância para o cidadão comum e para os nossos políticos, esperando que, para os crentes, o Menino Jesus lhes ilumine as mentes a respeitar as Leis da Natureza.
domingo, 31 de maio de 2009
Madeira: Lixeira vira Jardim

Maio de 2009

Janeiro de 1994
A lixeira da Ribeira das Cales foi durante vários anos um dos pontos negros do concelho do Funchal e um péssimo cartaz da Madeira, atendendo à sua localização junto à estrada por onde diariamente passam milhares de turistas a caminho do Pico do Areeiro e do Norte da Ilha.
Em Março de 1994 foi criado o Parque Ecológico e logo foram tomadas medidas visando o encerramento do vazadouro, que era claramente incompatível com os objectivos de recuperação dos ecossistemas e conservação da Natureza da nova estrutura de educação ambiental.
Em Maio de 1994 terminaram as descargas de resíduos sólidos e seguiu-se o depósito das terras necessárias à recuperação da paisagem.
No dia 21 de Março 1995 começaram as acções de plantação de espécies indígenas com a participação de alunos de várias escolas do concelho e dum grupo de guias intérpretes, que voluntariamente fizeram questão de colaborar no nascimento dum recanto atractivo onde outrora havia algo que denegria a imagem da Madeira.
Quinze anos após a criação do Parque Ecológico do Funchal, a área da lixeira é agora um campo florido onde predominam os extraordinários massarocos (Echium candicans), arbustos endémicos da Madeira.
Ao passar pela Ribeira das Cales as minhas amigas guias já não contam histórias para desviar a atenção dos turistas do monstro fumegante. Agora passam devagar e explicam aos visitantes que aquelas flores azuis e lilases são ‘Pride of Madeira’.
Texto (adaptado) e fotos: Raimundo Quintal
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