Pela criação de um Colectivo Açoriano de Ecologistas que tenha por objectivo a reflexão-acção sobre os problemas ambientais, tendo presente que estes são problemas sociais e que a sua resolução não é uma simples questão de mudanças de comportamentos, mas sim uma questão de modelo de sociedade.
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sexta-feira, 25 de agosto de 2017
Percurso Pedestre da Ribeira do Faial da Terra
Percurso Pedestre da Ribeira do Faial da Terra
Este percurso, que tem início na freguesia de Água Retorta, localiza-se, na sua maior parte, na freguesia do Faial da Terra, na costa Sul da ilha de São Miguel, a cerca de 5 km, a Este, da vila da Povoação.
Trata-se de um trilho linear, com cerca de 7 km de extensão, estando classificado com o grau de dificuldade médio.
Antes de iniciar o trilho recomenda-se uma visita ao Parque Florestal de Água Retorta, uma Reserva Florestal de Recreio criada pelo Decreto Regulamentar Regional nº 19/2003/A. A sua inauguração ocorreu a 9 de Julho de 2000, em cerimónia presidida pelo Presidente do Governo Regional dos Açores. No parque é de destacar a presença de algumas plantas endémicas como o cedro-do-mato, a ginja, o louro e o folhado. Para além destas, é de realçar a presença do pinheiro manso, do cipreste, da araucária, do carvalho e do castanheiro-da-índia.
O percurso inicial faz-se por um caminho de terra até se encontrar um antigo moinho de água. Junto ao moinho, a vegetação é luxuriante, distinguindo-se a presença de eucaliptos, acácias, incensos e conteiras.
Neste local e em quase todo o percurso é possível observar algumas espécies da avifauna local, como melros-negros, alvéolas, tentilhões, pombos torcazes e santantoninhos. Embora com maior dificuldade, também, é possível observarmos o coelho, espécie introduzida pelos primeiros povoadores e o morcego dos Açores.
A seguir ao moinho o percurso faz-se no interior de uma mata de criptoméria e de alguns incensos. Ao longo do trilho existem várias pontes de madeira construídas sobre pequenos afluentes que alimentam a Ribeira do Faial da Terra.
Continuando a caminhar em direção ao Sul chega-se ao trilho do Sanguinho. Aqui, o viajante tem as seguintes opções: vira à esquerda e desde um carreiro que o leva à bonita cascata do Salto do Prego ou continua a descer o trilho e um pouco mais à frente vira à direita e dirige-se ao Sanguinho.
Recomendamos uma descida até ao Salto do Prego, onde os mais corajosos poderão banhar-se nas águas frias mas límpidas da Ribeira do Faial da Terra. Aqui a vegetação não difere muito da que se encontra ao longo do trilho, mas é possível encontrar, junto à cascata, diversas espécies de fetos.
De entre as espécies de aves que se podem observar, destacamos a alvéola, uma ave que nunca foi perseguida pois dizia-se que era sagrada. Sobre esta espécie o padre vila-franquense Manuel Ernesto Ferreira escreveu o seguinte:
“Diz o povo micaelense: - Quando a Virgem Maria, fugindo à perseguição de Herodes, ia a caminho do Egipto, amaldiçoou o tremoço e a codorniz e abençoou a arvelinha. Ao tremoço, que com o ruído das suas vagens sêcas, denunciava a passagem da fugitiva Senhora, deu-lhe esta como castigo não poder o seu grão encher barriga nem matar fome. À codorniz que, adeantando-se, parecia com a sua voz dizer cá vai aos agentes do rei cruel, condenou-a a voar sempre rasteira. Mas à arvelinha, que com sua cauda ia diligentemente apagando todas as pegadas, bendisse-a a Virgem em recompensa de tam santo cuidado.”
Depois da visita ao salto do Prego, recomenda-se a passagem no Sanguinho, assim chamado, segundo cremos, devido à presença da planta endémica dos Açores denominada sanguinho que foi reintroduzida recentemente. Aqui, para além do casario, que continua em recuperação, avistam-se quintais com várias espécies de árvores de fruta, como araçazeiros, pessegueiros, macieiras, laranjeiras e bananeiras.
Continuando o percurso, depois de uma descida bastante íngreme, chega-se ao Burguete, onde se encontra um “Teatro” do Espírito Santo, cuja construção data de 1908.
Recomenda-se um passeio pela freguesia que é considerada o “Presépio da ilha”.
Teófilo Braga
(Correio dos Açores, 31313, 25 de agosto de 2017, p.10)
sexta-feira, 18 de agosto de 2017
Percurso Pedestre Calhetas - Poços
Percurso Pedestre Calhetas - Poços
O trilho que propomos hoje tem uma extensão aproximada de 6,5 km e pode ser realizado em aproximadamente duas horas, estando classificado como fácil. O início deste percurso, que é praticamente plano, tanto pode ser feito nas Calhetas como na zona balnear dos Poços, em São Vicente.
Este trilho é um dos mais antigos que os turistas percorrem, sendo um dos mencionados para São Miguel no livro “The Azores – Garden Islands of the Atlantic”, da autoria de David Sayers e Albano Cymbron, publicado em 1991.
Propomos o começo do percurso junto à igreja da localidade, na freguesia das Calhetas, a mais pequena e a menos populosa do concelho da Ribeira Grande.
A primitiva igreja remonta a meados do século XVI, tendo sofrido várias alterações até que em 1830 foi decidido o seu aumento e passou a adquirir “a feição arquitetónica que hoje apresenta”.
Depois de uma breve caminhada, que se inicia na Rua da Boa Vista e prossegue num estreito carreiro sobre a arriba, chega-se ao local do Buraco de São Pedro. Neste ponto podemos observar a linha da costa que vai desde a Ponta da Agulha até à Ponta do Cintrão. Na paisagem, a Sul, sobressaem os cones de escórias do Complexo Vulcânico dos Picos.
Ao longo do percurso é possível observarmos, entre outras, as seguintes aves: o pombo da rocha, o pardal, o canário da terra, a gaivota, o garajau comum, o milhafre, o estorninho e, em alguns meses do ano, o garajau- comum.
Em relação à vegetação existente em redor do Buraco de São Pedro, destacamos a diabelha, fava da cova, o bracel e o feto falcão.
Continuando o percurso, e depois de percorrida a Rua de São Pedro, entra-se na Rua Infante D. Henrique, onde se situa um ponto de paragem sobranceiro ao mar. Daqui podemos apreciar uma bonita paisagem do litoral, onde se pode avistar a zona balnear dos Fenais da Luz e, à esquerda, a Igreja da localidade, o Morro das Capelas e a Ponta da Agulha.
Seguindo sempre próximo do litoral, depois de passarmos o casario dos Fenais da Luz vamos encontrar uma zona onde é possível observar relheiras, que são sulcos escavados pelas rodas dos carros de bois na rocha vulcânica, que existem em várias ilhas e que testemunham do trabalho árduo dos nossos antepassados e do esforço, muitas vezes não compensado ou reconhecido, dos animais de tiro que foram grandes auxiliares do homem até ao aparecimento dos veículos motorizados.
O percurso pedestre termina, na freguesia de São Vicente Ferreira, no lugar designado por Poços, depois de ter percorrido todo o litoral da freguesia dos Fenais da Luz. Ao longo do percurso entre aquelas duas localidades, é possível encontrar, entre outras, as seguintes espécies da flora dos Açores: diabelha, vidália, tintureira, usai-dela, murta e feto marítimo.
Os Poços são hoje uma das principais zonas balneares da costa norte de São Miguel e outrora foram sede da única fábrica de transformação de cetáceos da ilha de São Miguel, construída em 1934. A fábrica, que se encontra, hoje, em ruínas, deixou de laborar em 1972, data em que cessou a baleação no Grupo Oriental do Arquipélago dos Açores.
Hoje, como forma de relembrar a atividade que teve grande importância para a localidade e homenagear os baleeiros, realiza-se, desde 1991, a Semana Baleeira que anualmente apresenta um programa composto por várias atividades culturais, recreativas e desportivas.
É de assinalar, nos Poços, a existência de um moinho de vento, construído nos finais do século XIX que pertenceu ao Engª. Santos Simões, que o adquiriu aquando da sua permanência em São Miguel, onde escreveu o seu monumental livro Azulejaria nos Açores e na Madeira, editado pela Fundação Calouste Gulbenkian, em 1963.
Teófilo Braga
(Correio dos Açores, 31307, 18 de agosto de 2017, p.13)
sexta-feira, 11 de agosto de 2017
Percurso Pedestre da Praia da Viola
Percurso Pedestre da Praia da Viola
Este trilho foi percorrido pelos Amigos dos Açores durante muitos anos, sendo muitas vezes uma alternativa quando as condições meteorológicas impediam a realização dos passeios mensais em locais de maior altitude.
Trata-se de um trilho linear com cerca de 5 km de distância, entre a Igreja da Nossa Senhora do Rosário, na freguesia da Lomba da Maia e o Porto Novo, na freguesia da Maia. Embora o percurso possa ser feito em sentido contrário, ou ser feito na totalidade, isto começar e terminar no ponto de partida, para quem está a começar recomenda-se que se inicie na Lomba da Maia.
A construção da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, que ter-se-á iniciado em 1868, só foi possível graças às esmolas colhidas junto de todos os habitantes da localidade. Destes, é justo destacar o contributo do Padre Manuel Moniz de Medeiros e do mestre José Fidalgo que tiveram que hipotecar parte dos seus bens para poder satisfazer algumas despesas relativas a mão-de-obra e materiais.
Junto à igreja localiza-se o "Largo Dr. Manuel Sá Couto", em homenagem ao professor de filosofia, licenciado pela Universidade do Porto, que se distinguiu através da sua participação social e política, a nível da sua freguesia e sobretudo concelhio.
Depois da decida de uma das ruas da freguesia chega-se a um conjunto de ruinas de antigos moinhos de água, recomendando-se, aqui, um pequeno desvio para a observação da queda de água da Ribeira do Salto. Neste local, podem ser apreciadas algumas espécies características da vegetação costeira, como a erva-leiteira, a figueira-brava, a faia, a urze, o queiró, a cenoura brava e o bermim.
Continuando o percurso chega-se à Praia da Viola, local convidativo para uma pausa e um refrescante mergulho no mar.
Na Praia da Viola também se observam ruínas de moinhos de água e é possível a observação de algumas plantas espontâneas, como a diabelha, o cubre, a figueira-brava e as chagas, e cultivadas, como a espadana, planta oriunda da Nova Zelândia, da ilha de Norfolk e da Austrália, que terá sido introduzida, em 1789, em Portugal, pelo Abade José Correia da Serra, e o inhame, planta que se adapta bem a terrenos alagados, como são os desta zona.
No troço final, que é um arranjo mais recente da responsabilidade da Junta de Freguesia da Maia, que teve o cuidado e o bom gosto de introduzir algumas plantas endémicas dos Açores, continua-se a observar as plantas características do litoral já referidas anteriormente e algumas ornamentais, com destaque para os malmequeres.
Nesta parte do percurso, passa-se pelo local, devidamente assinalado, onde as mulheres da freguesia lavavam roupa. A seguir, pelo menos quando fizemos o percurso pela última vez encontra-se uma exposição fotográfica ao ar livre com aspetos da vida antiga da freguesia que é uma homenagem à mulher trabalhadora.
O percurso termina junta da Igreja do Espírito Santo que, já existia em 1522 e que, devido ao aumento populacional da freguesia, foi sendo ampliada, tendo a sua grande reconstrução ocorrido nos finais do século XVIII.
Ao longo do percurso é possível observar algumas espécies da avifauna dos Açores, como o canário, o milhafre, a alvéola, também conhecida como lavandeira ou arvelinha e o pombo da rocha, subespécie endémica dos Açores que está presente em todas as ilhas, nidificando sobretudo em arribas e ilhéus costeiros.
Teófilo Braga
(Correio dos Açores, 31302, 11 de agosto de 2017, p.17)
sábado, 29 de julho de 2017
Percurso Pedestre do Pico da Vara
Percurso Pedestre do Pico da Vara
Embora haja vários trilhos para se chegar ao Pico da Vara, recomenda-se o que tem início na freguesia da Algarvia, localizada na costa Norte de São Miguel a cerca de 11 km do Nordeste.
O trilho referido é, não temos dúvida, o mais percorrido do Concelho de Nordeste e um dos mais procurados pelos micaelenses por conter o ponto mais alto da ilha, o Pico da Vara, que possui a altitude de 1103 m.
O trilho que liga a Algarvia ao Pico da Vara foi percorrido anualmente pelos Amigos dos Açores desde 1984, data da sua criação. Contudo, o primeiro roteiro do trilho mencionado só foi editado, pela referida associação não governamental de ambiente, em 2007. O texto é da autoria de Nuno e Avelar e de Teófilo Braga, sendo as fotografias deste, bem como do geólogo Rui Coutinho.
O percurso pedestre inicia-se no 4º troço da Tronqueira, a cerca de 4,3 km do centro da freguesia da Algarvia e desenvolve-se na Reserva Florestal Natural do Pico da Vara.
Neste local, devidamente sinalizado, para além das matas de criptoméria destaca-se a presença de duas espécies invasoras: o gigante e o verdenaz (cletra). A primeira, originária da América do Sul, foi introduzida com fins ornamentais nos jardins das Furnas e a segunda é uma árvore ou arbusto endémico do arquipélago da Madeira.
Depois de uma longa subida, chega-se a uma zona plana onde se avista parte do concelho da Povoação. Vira-se à esquerda e ao fim de algum tempo encontra-se um cruzeiro que assinala a queda de um avião, em 27 de Outubro de 1949.
Sobre aquele desastre, o jornal Açoriano Oriental, de 29 de Outubro de 1949, publicou o seguinte: “...sabendo-se então que era um super-Constelation da ”Air France” que, da uma para as duas da madrugada, fôra avistado sobrevoando a freguesia da Algarvia, vindo a despenhar-se no Pico Redondo nas faldas do Pico da Vara, do que resultou a morte de 11 tripulantes e 37 passageiros, entre os quais Marcel Cerdan, campeão francês de box, que seguia para a América, afim de ali disputar o campeonato mundial, no dia 1 do próximo mês.”
Neste local, entre outras espécies vegetais podemos observar o canicão, o patalugo, o feto do pente, o feto cabelinho e o queiró. Aqui, bem como ao longo do percurso é possível observar algumas aves com destaque para o melro-negro e o tentilhão.
Continuando o percurso, já próximo do Pico da Vara chega-se a um segundo cruzeiro, localizado na freguesia de Santo António, que assinala a queda de outro avião, ocorrida a 13 de maio de 1943. Neste acidente apenas foi vítima o 2º sargento Manuel Cardoso.
O trilho “termina” no cimo do Pico da Vara que está implantado na Reserva Natural do Pico da Vara, onde para além da presença do priolo, podemos encontrar quase todas as espécies da avifauna terrestre que nidificam nos Açores, sendo um dos raros locais da ilha de São Miguel de nidificação da narceja e da galinhola.
O priolo é uma espécie endémica da ilha de São Miguel que exibe uma coroa negra na cabeça e um bico forte, curto e cónico, de cor preta, apresentando a cobertura das asas e a parte superior da cauda acastanhada.
O priolo que no século XIX era abundante na parte Este da ilha de São Miguel foi considerado uma praga para os laranjais da ilha, hoje tem o seu habitat na floresta natural açoriana de altitude, constituída por várias espécies de árvores e arbustos endémicos, com destaque para o cedro do mato, o azevinho, a ginja, a urze, o pau branco e a uva da serra.
Depois de algum tempo de descanso no Pico da Vara, regressa-se à origem, chegando-se lá depois de se ter percorrido uma distância aproximada de 7 km e demorado cerca de 3 horas.
Teófilo Braga
sexta-feira, 14 de julho de 2017
Percurso Pedestre do Sanguinho
Percurso Pedestre do Sanguinho
São essencialmente os trilhos pedestres, os estádios dos pedestrianistas, que levam os visitantes à Povoação. De entre os trilhos existentes naquele concelho, o do Sanguinho é o mais percorrido e um dos mais visitados da ilha de São Miguel.
A primeira edição do roteiro do percurso pedestre do Sanguinho, da responsabilidade dos Amigos dos Açores, com uma tiragem de 2000 exemplares, ocorreu no ano de 1997. Desde então até hoje, várias têm sido as reedições, sendo o mencionado roteiro um dos que mais procura tem, não só junto dos residentes mas também dos turistas.
O trilho do Sanguinho localiza-se na freguesia do Faial da Terra, assim denominada pelo facto do vale onde está implantada encontrar-se, na época da sua ocupação pelos primeiros habitantes, coberto de faias.
Na localidade, é digna de visita a igreja de Nossa Senhora da Graça. A primitiva igreja do Faial da Terra, que terá sido construída no início do século XVI, foi saqueada e incendiada, em 1597, por piratas ingleses, pertencentes a uma esquadra comandada pelo Conde de Essex. Em 1599, o vigário da localidade escreveu ao rei pedindo para que se construísse outra, o que terá acontecido pouco depois. Arruinada devido a frequentes abalos de terra, a igreja de Nossa Senhora da Graça começou a ser reparada e ampliada em 1818 e, a 8 de Abril de 1839, foi benzida pelo ouvidor Padre José Tavares de Medeiros, embora ainda não estivesse completamente remodelada. Por seu turno, a torre sineira desta igreja só seria construída em 1874.
Recomendamos o início do percurso em frente ao "teatro" do Espírito Santo, construído em 1908, no local designado por Burguete. Caminhando para norte e antes de chegarmos ao carreiro existente na margem direita da ribeira, passamos por algumas habitações e por um dos seis moinhos que chegaram a estar em funcionamento no Faial da Terra.
Depois de atravessarmos um afluente da ribeira do Faial da Terra, continua-se a subir um carreiro bastante inclinado onde se pode observar alguns vinháticos que é uma espécie que existe em todas as ilhas dos Açores, na Madeira e nas Canárias, tendo a sua madeira sido outrora muito apreciada. Para além dos vinháticos, podem ser observadas, entre outras plantas, acácias, conteiras, cigarrilheiras ou banksias e cavalinhas.
Quando se atinge à primeira bifurcação, vira-se à direita, caminha-se um pouco até o carreiro entrar numa mata de acácias e incensos. Descendo o trilho, um pouco depois chega-se à bonita queda de água, denominada Salto do Prego.
Depois de um merecido descanso ou um banho nas águas da Ribeira do Faial da Terra, regressa-se pelo mesmo caminho, até à bifurcação referida. Aí, continuando a caminhar, vira-se à direita, atravessa-se a ribeira da Fajã do Estaleiro, chegando-se às primeiras casas do Sanguinho alguns minutos depois.
No Sanguinho existem cerca de 20 casas, que outrora chegaram a albergar quase 200 pessoas que só se deslocavam ao Faial da Terra para irem à mercearia, ao médico, cumprir os seus deveres dominicais ou para assistir a uma ou outra festividade religiosa, em virtude dos produtos derivados da agricultura e da criação de animais serem suficientes para a subsistência dos seus habitantes.
No Sanguinho, assim chamado, segundo cremos, devido à presença da planta endémica da Madeira e dos Açores denominada sanguinho, reintroduzida recentemente, para além das espécies cultivadas nos pomares, como as laranjeiras, as bananeiras e os araçazeiros predominam os incensos, as criptomérias e as acácias.
No percurso, é muito frequente observarmos algumas espécies da avifauna açoriana, como o tentilhão, o melro-negro, o canário-da-terra, o milhafre, o canário, a alvéola e o santantoninho (pisco).
Teófilo Braga
(Correio dos Açores, 31278, 14 de julho de 2017, p.16)
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
domingo, 19 de maio de 2013
Serra Devassa
domingo, 19 de agosto de 2012
domingo, 15 de julho de 2012
sábado, 16 de junho de 2012
domingo, 6 de maio de 2012
domingo, 29 de abril de 2012
domingo, 8 de abril de 2012
Passeio Ladeira da Velha, 7 de Abril de 2012
Algumas imagens de um passeio pedestre realizado, sem pressas, com um forte espírito de entreajuda, convívio e respeito pelo meio envolvente.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
terça-feira, 5 de maio de 2009
O Acesso à Fajã do Araújo e os Disparates de José Carlos Carreiro
Acesso à Fajã do Araújo por concluir
A Câmara Municipal do Nordeste desconhece quando poderá concluir a obra iniciada no final de 2006 para criar uma estrada de acesso à Fajã do Araújo.
A obra foi embargada pela Guarda Nacional Republicana, através dos elementos do SEPNA, no início de 2007, continuando embargada pelo facto de prejudicar os cursos de água.
O presidente da autarquia explicou que o projecto de abertura de acesso na Fajã do Araújo, que permite chegar à Praia do Lombo Gordo, é da responsabilidade da Junta de Freguesia do Nordeste e Câmara Municipal do Nordeste, que já investiram no local 50 mil euros.
A obra avançou por solicitação da Junta de Freguesia do Nordeste, “correspondendo aos anseios da população da freguesia”, explicou o presidente do município.
Apesar da autarquia desconhecer quando poderá concluir a obra, devido ao embargo, José Carlos Carreiro explica que o principal objectivo está concluído “com o caminho aberto e a funcionar com piso em saibro”.
Quando “existirem possibilidades a autarquia estuda hipóteses de fazer drenagens”, adianta.
O presidente do município aponta que os principais benefícios com esta obra estão relacionados com a segurança das pessoas que frequentam a zona, porque existe uma melhoria dos acessos da protecção civil.
“Agora existem condições de acesso ao serviço de ambulância e de outros da Protecção Civil. Depois da abertura deste acesso já tivemos pelo menos um registo de socorro de ambulância na Fajã do Araújo”, refere o presidente da autarquia. E, além disso, sem o caminho a câmara municipal não poderia integrar o Trilho da Grande Rota, explica ainda.
O autarca sublinha por outro lado que o acesso “veio dar outra dinâmica e mobilidade à Fajã, refere a autarquia”, pois “a zona começou a ser mais frequentada pelas pessoas que têm aqui propriedades e também por visitantes e com a possibilidade de transporte facilitada, passou a haver um maior incremento da actividade agrícola das pessoas que têm aqui prédios. A agricultura tem grande tradição na Fajã do Araújo, sobretudo a cultura da vinha e outras”, destacou José Carlos Carreiro.
A melhoria dos acessos também permitiu registar a diminuição dos assaltos a residências situadas na Fajã do Araújo.
O presidente da Câmara Municipal do Nordeste afirma que após a abertura da estrada “registou-se uma diminuição de assaltos graças ao maior movimento de pessoas e de viaturas que o caminho veio permitir. As pessoas que têm ali habitação vão agora com maior frequência aos seus prédios e o próprio turismo tem curiosidade em descer e conhecer a zona litoral, uma das zonas de costa mais bonitas do concelho”, acrescentou o presidente da autarquia. ||
Associações desconhecem Fajã depois da obra
Os ambientalistas Sérgio Caetano, da Associação Amigos dos Açores, e Teófilo Braga, do Colectivo Açoriano de Ecologistas, desconhecem como está a Fajã do Araújo, após o embargo das obras.
Os dois elementos de associações ambientalistas afirmaram que não se deslocaram ao local durante os últimos dois anos, após a obra ter sido embargada pela Guarda Nacional Republicana. Devido ao embargo da obra, a Câmara Municipal do Nordeste não conseguiu concluir o projecto de abertura do caminho da Fajã do Araújo, estando a aguardar instruções da Direcção Regional do Ordenamento do Território e dos Recursos Hídricos, liderada por José Luís Gaspar. Ainda não existe prazo para a conclusão deste processo. ||
Luís Pedro Silva
Fonte: Açoriano Oriental, 4 de Maio de 2009
Comentário- Nunca vi a obra da Câmara do Nordeste para a Fajã do Araújo, mas perante a da Fajã do Calhau, acho que o Presidente da Cãmara até podia fazer uma para a Lua que estava sempre dentro da "lei".
Quanto às vantagens apontadas, vou ali e já venho: relacionar a obra com a diminuição dos assaltos parece disparate. "Tontice" ou falta de inspiração é afirmar que sem a estrada "a câmara municipal não poderia integrar o Trilho da Grande Rota".
Então. sr. Presidente, esqueceu-se que já havia um trilho entre a Fajã do Araújo e a Pedreira? Quando é que se constrói uma estrada para acrescentar quilómetros a uma suposta grande rota de trilhos pedestres?
Esta grande rota é uma "tolice" de alguns "iluminados" que não sabem o que estão a fazer, mas este assunto fica para outra ocasião.
Teófilo Braga
terça-feira, 14 de abril de 2009
sábado, 11 de abril de 2009
PASSEIO PEDESTRE “RIBEIRA CHÃ ”
Terça-Feira, 14 de Abril de 2009
Ponto de Encontro – pelas 9h 30 min, em frente à Escola Secundária das Laranjeiras
Início e fim do percurso pedestre: Igreja da Ribeira Chã
Forma: Circular
Conselhos Úteis: Todos os participantes deverão levar farnel e roupa e calçado adequados a um passeio pedestre
Nota: Os organizadores não se responsabilizam por qualquer acidente ocorrido na actividade.
Embora destinado a docentes da Escola Secundária das Laranjeiras, todos os familiares e amigos são bem vindos.
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