Pela criação de um Colectivo Açoriano de Ecologistas que tenha por objectivo a reflexão-acção sobre os problemas ambientais, tendo presente que estes são problemas sociais e que a sua resolução não é uma simples questão de mudanças de comportamentos, mas sim uma questão de modelo de sociedade.
Mostrar mensagens com a etiqueta agricultura-biológica. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta agricultura-biológica. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 7 de maio de 2013
segunda-feira, 30 de julho de 2012
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Apelo da Rede Pró Açores Bio
A Rede Pró Açores Bio iniciou um blog (http://www.redeproacoresbio.blogspot.pt/)de divulgação de conhecimento e atividades sobre agricultura biológica nos Açores.
Convidamos a que partilhe informação da sua ilha para acesso do conhecimento às pessoas de todas as ilhas dos Açores.
Se pretender integrar uma plataforma de discussão regional via email sobre agricultura biológica por favor envie o seu email para
pedro.m.m.medeiros@gmail.com
quinta-feira, 15 de março de 2012
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Plantas Aromáticas
Decorreu no passado dia 18 de Junho, na Escola Secundária das Laranjeiras uma sessão teórico-prática sobre “Plantas Aromáticas”. À sessão, que foi dinamizada pela Eng.ª Elizabete Oliveira, docente daquele estabelecimento de ensino, assistiram 13 pessoas, a maioria das quais docentes da mencionada escola.
Depois da sessão teórica, que teve lugar numa das salas da escola, onde foi feita uma prelecção sobre plantas aromáticas e medicinais, suas aplicações e métodos de propagação, seguiu-se uma visita à horta pedagógica. Nesta, os participantes tiveram a oportunidade de observar algumas das plantas mencionadas na primeira sessão.
Na horta pedagógica, a Eng. Elizabete OLIVEIRA, também, demonstrou como se devia fazer a propagação por estacas lenhosas e herbáceas.
Por último, todos os assistentes foram brindados com a oferta de algumas aromáticas para plantação nos seus quintais e jardins.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
Visita à Quinta da Torre, 15 de Maio de 2011
No passado dia 15 de Maio realizou-se uma visita à Quinta da Torre, localizada nas Capelas, ilha de São Miguel, que contou com a presença de 16 pessoas que de uma forma ou de outra têm interesse pelos temas ligados à agricultura. Entre os presentes estavam técnicos agrícolas, pessoas que cultivam pequenos pedaços de terra ou os seus quintais e consumidores de produtos biológicos.
Tendo em conta que na visita anterior, realizada a 6 de Julho de 2008, o número de participantes foi de oito pessoas, podemos concluir que o interesse por conhecer a realidade do modo de produção biológico é crescente entre nós.
Em nome do grupo de visitantes e em meu nome, publicamente, venho agradecer ao Pedro Pacheco pelo modo como sempre nos acolhe.
T.B.
domingo, 8 de maio de 2011
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Ciclo de cinema – Que alimentação para o século XXI?
Neste início de século, a forma como nos relacionamos com o mundo está a ser transformada em todos os aspectos.
Vivemos concentrados em grandes centros urbanos com uma vida cultural abundante. Os centros comerciais oferecem-nos um sem número de opções onde gastar o nosso dinheiro, e parece ser isso que define o nosso conceito de qualidade de vida. As viagens de avião de baixo custo fazem parecer que estamos mesmo a viver numa aldeia global… Ao mesmo tempo, com a internet e os “gadgets” electrónicos, queremos estar sempre perto de tudo. Enquanto isso esquecemos a importância de algumas necessidades básicas, como a alimentação. Não sabemos, ou não queremos saber o que se esconde por detrás das prateleiras dos supermercados. Mas devíamos!
A agricultura moderna divorciou-se completamente da natureza e já é um dos maiores consumidores de energia e água, bem como causadora de poluição. A agricultura intensiva destrói a biodiversidade e contamina a terra com pesticidas e fertilizantes artificiais. A isso vem somar-se a contaminação biológica e outras ameaças da introdução de organismos geneticamente modificados.
As regras do mercado livre globalizado aplicadas ao sector estão a destruir o modo de subsistência de milhões de pessoas e comunidades ao redor do mundo. E o resultado final disso também é péssimo para nós consumidores. Os alimentos estão repletos de resíduos químicos que se acumulam no nosso corpo com potenciais efeitos graves para a saúde.
Que decisões individuais ou colectivas podemos tomar para mudar este rumo? Este ciclo de cinema pretende lançar algumas ideias.
24 de Maio
* Filme “Quem alimenta o mundo?” (duração 93 minutos)
* Prova de produtos da Quinta de Segade.
31 de Maio
* Filme “o futuro dos alimentos” (duração 89 minutos)
* Prova de produtos da Naturocoop.
* Debate sobre agricultura biológica.
7 de Junho
* Filme “Carne, uma verdade mais que inconveniente” (duração 74 minutos)
* Prova de produtos da Casa da Horta.
* Debate sobre alimentação vegetariana.
14 de Junho
* Filme “TranXgenia – A História da Lagarta e do Milho” (duração 37 minutos)
* Prova de produtos do Projecto Raízes.
* Apresentação da Plataforma Transgénicos Fora e debate sobre organismos geneticamente modificados.
As sessões terão lugar sempre às 21h30 no auditório do Clube Literário do Porto – Rua Nova da Alfândega, 22.
Entrada livre. Mais informações em www.campoaberto.pt/cicloalimentacao
Organização:
Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente,
Campo Aberto,
Plataforma Transgénicos Fora
Apoios: Clube Literário do Porto,
Quinta de Segade,
Casa da Horta,
Naturocoop,
http://www.campoaberto.pt/cicloalimentacao/
PS- Uma ideia a ser seguida nos Açores. As associações têm que promover a reflexão sobre as questões alimentares e da agricultura e deixarem-se de serem meras figurantes das "telenovelas" realizadas por outros.
sábado, 8 de maio de 2010
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Agricultura Biológica
Nota- Não concordamos na íntegra com o conteúdo da mensagem deste vídeo, nomeadamente quando se afirma que a agricultura biológica não era capaz de fornecer alimentos para todos os habitantes do planeta.
sábado, 10 de janeiro de 2009
Cooperativa Bio-Azórica
Fomentar a produção biológica e facilitar os processos de certificação aos empresários açorianos que investem neste sector é um dos principais objectivos da cooperativa BioAzórica que promove o curso “Controle de qualidade em modo de produção biológica MPB”.
A formação, ministrada pela SGS, decorre nos dias 22 e 23 de Janeiro, em Angra do Heroísmo e apesar de direccionada a técnicos, está aberta a empresários e aos produtores da região que actualmente totalizam 31 explorações biológicas certificadas.
Os números oficiais, recolhidos junto da Direcção Regional do Desenvolvimento Agrário, apontam para a existência de 31 produtores biológicos com certificação (treze em São Miguel, dez na Terceira e 8 em São Jorge), ocupando 100 hectares no território açoriano.
Comparando com dados de 2006, que apontavam para a existência de 15 explorações certificadas nas ilhas (9 em São Miguel, 3 na Terceira e 3 em São Jorge), o crescimento duplicou, porém, as entidades promotoras da agricultura biológica acreditam que este número possa ser maior.
Em declarações à “União”, Marcela Sobral, colaboradora da BioAzórica e aluna de Mestrado em Educação Ambiental da Universidade dos Açores, afirma que a cooperativa que promove, dias 22 e 23 deste mês, em Angra, o curso “Controle de qualidade em modo de produção biológica MPB”, refere que “na realidade existem mais produções biológica do que as que estão certificadas”.
Ajudar os produtores no processo legal de certificação dos seus investimentos é o principal objectivo da formação, bem como a compreensão dos processos de controlo para a obtenção dessa certificação e dos critérios que são avaliados para a garantia de qualidade da produção.
Ao longo do verão de 2008, a cooperativa realizou um levantamento sobre as práticas agrícolas locais, deslocando-se a cinco ilhas do grupo central, para avaliar as especificidades e potencialidades da agricultura biológica nessas ilhas.
O investimento em acções de formação para a certificação desses produtos relevou-se uma necessidade levantada pelos próprios produtores.
A “falta de informação”, aponta, acaba por ser um dos entraves.
“Queremos incentivar o processo de certificação, não só pelo carácter legal, mas no sentido de incentivar os produtores nas suas explorações e garantir a qualidade dos bens ao consumidor”, explicou a mestranda em educação ambiental da Universidade dos Açores.
Culturas “holísticas”
De acordo com a FAO (Food and Agriculture Organization), a definição de agricultura biológica traduz-se num “sistema de produção holístico, que promove e melhora a saúde do ecossistema agrícola, ao fomentar a biodiversidade, os ciclos biológicos e a actividade biológica do solo”.
Ou seja, trata-se de uma produção que privilegia o uso de boas práticas de gestão da exploração agrícola, em lugar do recurso a factores de produção externos, conseguido, “através do uso de métodos culturais, biológicos e mecânicos em detrimento da utilização de materiais sintéticos.”
Aumentar o número de produtores biológicos é, pois, uma das principais metas da cooperativa BioAzórica nos Açores, com base na sustentabilidade económica e ambiental deste mercado no arquipélago.
Criar sustentabilidade e valor acrescentado
Segundo a BioAzórica, o crescimento dos produtos biológicos vai acabar por trazer valor acrescentado quer aos produtores, quer aos consumidores.
“Todos têm a ganhar a médio/longo prazo”, aponta a colaboradora da cooperativa.
A formação, de 16 horas, informa, é dirigida a técnicos do sector, mas está aberta à população em geral.
O Grupo SGS (Société Générale de Surveillance S.A), entidade formadora do curso que será ministrado na DRDA e cujas inscrições já se encontram abertas, é uma das maiores organizações mundial no domínio da inspecção, verificação, análise e certificação.
Nos Açores, a entidade certificadora com maior implantação é a SOCERT - PORTUGAL - Certificação Ecológica, Lda.
Bioazórica com banca no mercado de Angra
A cooperativa BioAzórica detém actualmente 20 sócios, e apesar de ter sido criada em 2001, só no início de 2008 desenvolveu com regularidade as suas actividades.
Actualmentem um dos espaços mais visíveis da sua acção está na banca com produtos biológicos que ocupam no Mercado Municipal de Angra do Heroísmo.
“Temos à venda os produtos biológicos que os nossos agricultores produzem e criamos vantagens para os nossos associados na aquisição dos mesmos”.
Marcela Sobral explica que a cooperativa é composta por produtores e por consumidores.
Além de um serviço de entrega à porta desses produtos, a cooperativa tem acordado parcerias para a venda dos seus produtos em mercados e estabelecimentos de venda locais, bem como em restaurantes.
(In A União)
Extraído de: Desertos e Desertificação Jan 10, 2009
terça-feira, 8 de julho de 2008
Visita à Quinta da Torre, 6 de Julho de 2008
O MODO DE PRODUÇÃO BIOLÓGICO – UM DEPOIMENTO
Nota de abertura: geralmente não é erro afirmar; mas afirmar às vezes dá é maior evidência ao erro do que confirmação para o que é dito. Assim foi o que aconteceu depois de ter na primeira parte deste meu depoimento referido os diminutos danos do tripes no bananal. Pois a verdade é que tivemos neste inverno a encarniçada acção dessa pequeníssima mosquinha preta sobre uma parte do bananal da quinta. Devo acrescentar o problema dos ratos, que vai assumindo preocupante gravidade, e para cuja resolução somam-se obstáculos ao invés de realizações favoráveis.
A actualmente chamada de Quinta da Torre é uma parcela entre outras propriedades vinculadas a partir do século XVII e administradas como tal até à extinção dos morgadios no século XIX. O último morgado foi André Manuel Álvares Cabral, pai de André Álvares Cabral, que, já só da parte que lhe coube dos bens legítimos, e destruindo a capela e a casa antigas, fez edificar em 1864 a casa actualmente existente mais o jardim em frente.
Sendo muitos filhos e netos, foi a casa e quinta posta em arrematação pública, sendo comprada, creio que no final dos anos vinte do século passado, por um dos herdeiros, Manuel Álvares Cabral, meu Tio Avô, que precisou de usar da disponibilidade de pessoa amiga para o efeito. A filha, a quem pela muita amizada chamávamos de Tia, Manuela Canavarro Álvares Cabral Ataíde, doou esta propriedade às minhas duas Irmãs, ao meu Irmão e a mim, há já uns trinta anos talvez, mantendo o usofruto enquanto viva.
O conjunto edificado consta da casa principal, com granel, adega e cisterna, mirante posicionado para servir de controlo da navegação em aproximação da costa, com pau de bandeira para comunicação com outros postos de observação (a defesa da ilha estava na generalidade a cargo de pequenas forças de milícias organizadas nas várias localidades). Constam várias dependências domésticas e de criação de animais, nitreira e garagem (ambas dos anos trinta), antigas cavalariças muito destruídas, casa da madeira, duas habitações e três ruínas junto ao caminho, e ainda uma pequena casa dentro da propriedade reconstruída há poucos anos para apoio ao gado. Há também as ruínas da pequena fábrica de colorau. Várias ruas altas em pedra seca permitem a circulação interna.
A propriedade tem uma pequena matinha de incensos com alguns exemplares de espécies autóctones (Myrica faya, Laurus azorica, Picconia azorica).
A parte propriamente da antiga quinta de laranjas, com bananal, citrinos, especialmente mandarina e tangerina, e algumas outras fruteiras defendidas pelas tradicionais sebes altas de incenso, bânksia, barrileira e faia-da-terra, está hoje restrita a uma área mais pequena daquela que foi até há uns vinte e cinco anos atrás.
Parte do que tinha árvores de fruto foi apascentado nos anos setenta e oitenta. Apascentada também foi uma área tradicionalmente ocupada com a produção de milho e outras culturas de rotação.
Dantes a vinha ocupava os terrenos todos acima e abaixo do mirante. Hoje está restrita à rua alta de acesso ao mirante e ao terreno junto à casa logo acima da estrada regional.
Temos gado da terra, identificado modernamente como “Ramo Grande” (na quinta duas vacas com as respectivas crias até aos 5 ou 6 meses, estando o núcleo principal actualmente nos Lourais), galinhas diversas, poedeiras, riolas, as chamadas “galinhas da Madeira”, tabacas, alguns patos e gansos, coelhos e pombas.
Diminuímos entretanto alguma área de pastagem ocupada agora com produções tradicionais em consociações e rotações: o milho amarelo da terra, algumas variedades antigas de feijão, de ervilha e de fava, o tremoço, o inhame, a batata, a batata-doce, o amendoim, etc..
Temos vindo a multiplicar aromáticas diversas, sendo algumas, aliás, espontâneas em S.Miguel.
As abelhas para ajudar na polinização das flores e para produção de mel estão instaladas em cinco colmeias.
A manutenção e recuperação de ruas e muros de pedra seca, assim como a conservação do demais edificado constituem uma sobrecarga na gestão propriamente agrícola.
A opção pelo modo de produção biológico tem sido um inequívoco factor de sustentabilidade do conjunto.
À vitalidade e sustentabilidade internas há que juntar a vontade, o interesse, a opção, pela aquisição e pelo consumo dos produtos agrícolas já disponíveis em modo de produção biológico em S.Miguel. São aliás vários os núcleos em produção certificada actualmente na ilha.
Razões espúrias, proliferados preconceitos, falta de diálogo, de idoneidade e de coragem para afrontar a avassaladora destruição de recursos no planeta ao assustador ritmo do brutal, decadente, irracional modo de produção e de distribuição burguês, logram fazer dum corpo moribundo no estertor ainda muito mal a muitos em boa parte evitável se para tal nos precavermos.
Obrigado.
Pedro Albergaria Leite Pacheco
(Publicado no boletim dos Amigos dos Açores "Vidália", nº 29, 2008)
Subscrever:
Mensagens (Atom)


