sexta-feira, 10 de julho de 2009

Câmara Municipal da Lagoa Promove Deseducação




Abaixo tornamos públicos dois textos já enviados e que são do nosso conhecimento:


Endereços para enviar protestos: gabpres-cml@mail.telepac.pt, cmlagoa.az@mail.telepac.pt, eml.lagoa@gmail.com


É lamentável que o Presidente da Câmara Municipal de Lagoa justifique a organização de um espectáculo de brutalidade como é o da corrida à corda com o facto de que a “deslocação de milhares de pessoas ao Porto dos Carneiros é sinónimo de um contributo ao desenvolvimento do sector turístico do Concelho”. Esquece o Senhor Presidente que não é incentivando o retorno à barbárie que se projecta o futuro de uma região ou de um país. É lamentável que a Câmara Municipal de Lagoa manifeste desta forma a sua completa indiferença a valores da civilização que deviam norteá-la. É lamentável que, enquanto avança em toda a Europa um salutar movimento de repúdio por exibições abomináveis de sofrimento e dor dos animais, uma autarquia com reconhecido défices nas áreas da cultura e da educação avance, em contramão, com uma iniciativa deste jaez.

É com profunda indignação que apresento o meu protesto por mais este ataque injustificável aos já limitados direitos dos animais.

Em completo repúdio,

Miguel Santos




Exmo Senhor

Presidente da Câmara Municipal da Lagoa

Embora não me tenha surpreendido, tomei conhecimento que VEXA vai repetir o erro de promover uma tourada à corda no concelho da Lagoa. Assim, venho exercer o meu direito à indignação.

Ao apoiar a indústria tauromáquica, a Câmara Municipal da Lagoa ao contrário do que apregoa não está a promover o turismo, nem a cultura e muito menos o mundo rural.

Com a tourada que não é tradição na ilha de São Miguel a Câmara Municipal da Lagoa está a fomentar o alcoolismo, a indiferença face ao bem-estar animal e a colocar em risco a vida das pessoas.

Faço votos que os lagoenses conscientes e civilizados o penalizem nas eleições que se avizinham e se tal não vier a acontecer de uma coisa não se livra, o de ficar na história como uma pessoa insensível e agente da deseducação da população.

Com os melhores cumprimentos

Teófilo Braga

Aqui poderá ler mais reacções à infeliz iniciativa

quarta-feira, 8 de julho de 2009

MORRA O PASSADIÇO


Temos acompanhado com atenção a "telenovela" sobre a construção de um passadiço na Reserva Natural da Lagoa do Fogo, a qual tem feito surgir das catacumbas da indiferença face às questões ambientais/sociais ilustres cidadãos e cidadãs anónimo(a)s ou nem por isso.

De entre as vozes ou das canetas que se têm manifestado, distinguiria os seguintes grupos:

1- os cristãos novos, isto é todos aqueles que depois de uma noite mal dormida acordaram dizendo: pai, a partir de hoje rompo todos os cartões e passo a ser ambientalista;

2- os do contra, isto é todos os que tendo um inimigo de estimação- presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, determinado governante ou associação ambientalista- e estimulados por alguém das próprias estruturas governamentais decidem protestar;

3- os nimby (Not in my backyard), isto é o grupo daqueles que se mobilizam para uma questão local e enfrentam, com ou sem razão, aquilo que pensam ser uma ameaça para o equilibrio ecológico, esquecendo-se do que se passa noutros locais ou tudo aquilo que a sua vista não alcança;

4- os verdadeiramente preocupados com a coisa pública e que sem ganhos pessoais, para além da satisfação de contribuir para o bem comum, se dedicam de alma e coração a diversas causas.

Identificados os intervenientes e sendo eles muitos, independentemente do que os faz mover, constatamos que é enorme o número de preocupados com a degradação da Lagoa do Fogo, com ou sem passadiço. Para evitar gastos de saliva, tinta, papel e combustivel e atendendo que a Ribeira Grande não ficará diminuida por um percurso pedestre a menos, propomos que seja retirado aquele trilho pedestre da lista dos percursos recomendados.

Mas, para que o concelho não fique "empobrecido" por aquela exclusão, disponibilizo-me, para, com apoio logistico da autarquia ribeiragrandense, se esta e quando esta entender por bem, elaborar uma proposta de trilho alternativo para o concelho.

A título gratuito e qualquer que seja o inquilino da Câmara Municipal da Ribeira Grande.

Teófilo Braga

terça-feira, 7 de julho de 2009

Passadiço na Lagoa do Fogo – Sim ou Não?


No sentido de esclarecer algumas afirmações veiculadas por órgãos de comunicação social de que os Amigos dos Açores – Associação Ecológica são defensores da colocação de um passadiço de 250 metros entre a praia da Lagoa do Fogo e uma mata de criptoméria no trilho Lagoa do Fogo – Lombadas, a Associação vem esclarecer que a opção passadiço não é da sua autoria tendo sempre expressado que esta seria uma opção aceitável em relação à actual situação, desde que a respectiva definição implicasse melhorias na visitação do local, nomeadamente na redução do pisoteio disperso de espécies indígenas.

Em 2006, os Amigos dos Açores – Associação Ecológica assinaram um protocolo com a Câmara Municipal da Ribeira Grande com vista à inventariação dos trilhos pedestres no Concelho, à monitorização periódica do estado do seu estado conservação e, ainda, ao apoio à autarquia no processo de classificação oficial dos percursos pedestres.

Essa colaboração foi concluída em 2007 e o trilho Lagoa do Fogo – Lombadas foi um dos seis trilhos identificados e caracterizados pela Associação e as informações colhidas pela Associação foram, posteriormente, entregues à Câmara Municipal da Ribeira Grande, para esta decidir da sua homologação.

A Associação não tem qualquer responsabilidade na implementação e fiscalização do trilho pedestre, nem foi alvo de qualquer consulta por parte das entidades gestoras e fiscalizadoras para fundamentação da opção seguida pelos promotores do trilho pedestre.

O trilho Lagoa do Fogo – Lombadas, que é conhecido de diversos membros da Associação há largos anos, não se encontra bem definido em parte dos 250 metros onde agora é projectado um passadiço, sendo efectuado por diversas pessoas em incumprimento legal, uma vez que o Parque Natural de Ilha de São Miguel – Decreto Legislativo Regional n.º 19/2008/A – dispõe que é proibida “a circulação fora dos trilhos e caminhos estabelecidos, excepto quando necessário para acções científicas e de educação ambiental ou outras actividades de carácter excepcional, nomeadamente de manutenção e limpeza da área protegida” (alínea h do ponto 2 do artigo 8º).

Por entendermos que “a circulação fora dos trilhos e caminhos estabelecidos” presume autorização das entidades responsáveis, os Amigos dos Açores – Associação Ecológica quando efectuam visitas de estudo em que se preveja que essa possibilidade possa suceder, solicitam autorização para tal às autoridades.

A cada vez que visitam a Lagoa do Fogo, os Amigos dos Açores – Associação Ecológica confirmam uma gradual decadência da Reserva Natural, ao nível da proliferação de vegetação invasora, especialmente Clethra arborea, Leycesteria formosa, conteira, silva, pica-ratos e, até já, o gigante (Gunnera trinctoria) povoa algumas áreas do Pico da Barrosa; ao nível da fauna, a população de gaivotas que transporta resíduos orgânicos do aterro intermunicipal comprometendo a qualidade da massa de água da Lagoa; ao nível antrópico, são identificadas diversas actividades ilegais como, por exemplo, o acampamento selvagem, queimadas e pastoreio de cabras.

Independentemente dos seus impactes paisagísticos temporários, nem mesmo os necessários abates de dezenas de hectares de mata de criptoméria dentro da reserva natural foram aproveitados para respectiva devolução à natureza, através do seu repovoamento com espécies indígenas.

Atendendo a que a descida do miradouro à Praia da Lagoa do Fogo é efectuada de modo descontrolado há décadas, é do entendimento da Associação que, face ao cenário de degradação global, não é a realização de um trilho pedestre devidamente sinalizado e homologado que vai afectar a integridade ecológica da Lagoa. Um trilho homologado numa reserva natural, tendo de ser reconhecido legalmente por despacho da Secretaria Regional de Economia, constituirá um elemento jurídico, sobre o qual os Amigos dos Açores – Associação Ecológica fundamentarão, futuramente, solicitações de maior vigilância por parte das entidades responsáveis pelo local, especialmente durante a época do Verão, durante a qual a Associação entende que deveria existir um vigilante da natureza permanente, a exemplo do que acontece no ilhéu de Vila Franca do Campo, há largos anos.

A visitação da reserva natural com regras poderá, por outro lado, alertar a população para as ameaças ambientais a que este local está exposto, potenciando a envolvência e participação dos cidadãos na resolução das suas problemáticas. Para os Amigos dos Açores – Associação Ecológica o fomento de uma cultura de responsabilidade ambiental e de uma conduta apropriada a uma reserva natural é, de todo, preferencial à interdição da descida à Lagoa.

O local para o qual se discute a implementação de um passadiço apresenta sensibilidade ambiental, fundamentalmente, ao nível da vegetação. A proximidade à massa de água é maior no areal, que é visitado independentemente da homologação do trilho. Se se entender o trilho como uma forte ameaça à integridade ecológica da reserva natural e respectiva massa de água, a Associação entende que dever-se-á condicionar ou proibir a descida da encosta e acesso ao areal, nos moldes do que hoje é feito.

No que remete especificamente ao passadiço projectado, apesar de entenderem como uma hipótese viável, desde que devidamente implementada, os Amigos dos Açores – Associação Ecológica manifestam-se disponíveis para debater alternativas desde que estas impliquem a circulação concentrada através de um caminho bem definido, tal como constava da proposta em devido tempo apresentada. A sinalização sem definição de trilho pedestre potenciará a dispersão de pisoteio e a afectação de um maior número de espécies vegetais indígenas.

Os Amigos dos Açores lamentam a desinformação que tem havido em torno desta questão, onde associadas a justas preocupações com a degradação da Reserva Natural da Lagoa do Fogo surgem questões de índole pessoal e quiçá partidária e saúdam todas as pessoas que têm manifestado a sua apreensão face a um possível agravamento da actual situação naquele espaço protegido caso não seja implementado com urgência um Plano de Gestão.

Fonte: Amigos dos Açores

segunda-feira, 6 de julho de 2009

ALELUIA


Quercus defende restrições nas descidas à Lagoa do Fogo

O núcleo de São Miguel da Quercus, que já fez saber que está contra a construção de um passadiço em madeira na Lagoa do Fogo, defende que, em alternativa, a aposta deveria recair numa marcação mais visível do trilho, com sinais em altura e mais próximos, de modo a orientar com segurança quem efectua o percurso e evitar erros no percurso. Em comunicado enviado à imprensa, a Quercus defende ainda que as descidas à Lagoa do Fogo e a realização do trilho referido deveriam ser permitidas “apenas com um guia licenciado para o efeito, o qual também daria informações úteis sobre a geologia, fauna e flora locais”. Como se não bastasse, a associação ambientalista considera premente a efectivação de uma acção fiscalizadora, “interventiva e penalizadora”, de todas as actividades que atentem contra o equilíbrio ecológico da Reserva Natural, dando como exemplo o acampamento ilegal, o corte de matas ou a circulação de veículos motorizados. Considerando a ameaça e os malefícios da propagação de espécies invasoras na Lagoa do Fogo, a Quercus alerta também para a necessidade de controlo das pragas e infestantes, como é o caso da população de gaivotas que, já é em grande número, e que, no entender da associação, “constitui motivo de preocupação, uma vez que associadas a outras espécies com elevada capacidade reprodutiva como os ratos, poderão levar a uma contaminação das águas”. Quercus apela à discussão pública Invocando o interesse da comunidade nesse tipo de intervenção, a Quercus sustenta que seria conveniente proceder-se à apresentação e discussão pública destes projectos. Uma estratégia que, sustentam os ambientalistas, permitiria “avaliar os potenciais impactes ambientais decorrentes desses projectos”, para além de facilitar a recolha da opinião dos cidadãos e até o envolvimento de especialistas de várias áreas técnicas.

Fonte: Açoriano Oriental, 6 de Julho de 2009

domingo, 5 de julho de 2009

Ainda a Tourada de São Pedro (Ribeira Grande)



Lemos e vimos muitas reportagens sobre a iniciativa promovida/apadrinhada pelo presidente socialista da Câmara Municipal da Ribeira Grande. Ficamos a saber a muita adesão popular à mesma (se fosse um auto de fé ou se se tratasse de queimar na fogueira um ser humano a adesão talvez ainda fosse maior, ficamos a saber que o negócio da cerveja correu bem (uma coisa ajuda a outra).

Só ninguém nos disse que existiram vários feridos, pelo menos três tiveram de ir receber assistência a Ponta Delgada, que várias pessoas habituadas a ver o espectáculo (triste, diga-se) na televisão abandonaram o recinto em pânico quando sem o esperarem tiveram a visita do touro a poucos metros, etc.

Enfim, em nome do vil metal os autarcas socialistas (Ricardo Silva e João Ponte), em São Miguel, estão a ganhar aos seus amigos dos PSD.

JS

quarta-feira, 1 de julho de 2009

"Ribeira Grande: Cidade anti-tourada e anti-espectáculos com animais"




Destinatário: Câmara Municipal da Ribeira Grande

Petição "Ribeira Grande: Cidade anti-tourada e anti-espectáculos com animais"

"A grandeza de um povo, vê-se pela forma como trata os seus animais"
Mahatma Gandhi

“A defesa dos direitos dos animais não é compatível com a realização de espectáculos de tortura, que provocam sofrimento injustificado”
Defensor Moura, Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo

Nenhum animal deve ser usado para divertimento do homem. A exibição dos animais e os espectáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal.
Artigo 10º, Declaração Universal dos Direitos dos Animais


Ex.mo Senhor Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande
Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia Municipal da Ribeira Grande

Pedimos a Vossas Excelências que tornem a Ribeira Grande uma cidade pioneira, na Região, na condenação e rejeição do sofrimento gratuito imposto aos animais em touradas e espectáculos.

Seguindo o exemplo de outras cidades de Portugal, iniciado pelo socialista Defensor Moura, autarca de Viana do Castelo, a Ribeira Grande ao tornar-se a primeira cidade açoriana a promover o respeito pelos Animais e condenar a violência gratuita contra os mesmos, estabelecerá um exemplo para a Região e País, que será certamente louvado e acarinhado pela população local, regional, nacional e internacional.

A Ribeira Grande, ao declarar-se oficialmente uma cidade anti-tourada e anti-espectáculos com animais estará grandiosamente a contribuir para que se ponha em prática a Declaração Universal dos Direitos dos Animais, tantas vezes violada.
Uma cidade livre de sofrimento injustificado, respeitadora dos animais, sem violência gratuita, é sem dúvida uma cidade mais saudável.

Deste modo, pedimos a Vossas Excelências que tornem a Ribeira Grande uma cidade digna, adquirindo o estatuto de anti-tourada e anti-espectáculos com animais.
Uma cidade digna que não promova a crueldade, a violência, livre de sofrimento sem violações à Declaração Universal dos Direitos dos Animais.
Um cidade digna que respeita os animais e condena os actos de violência contra os mesmos, empenhada no progresso civilizacional.

http://www.peticao.com.pt/direitos-animais-ribeira-grande

Terra LIVRE nº 10


Já está disponível o boletim nº 10, relativo ao mês de Julho.